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- Senta aqui - Jimin indicou uma cadeira na mesa e eu me sentei. - Veja se gosta... - ele colocou um prato de omelete, com bacon, cogumelos, e mais um monte de coisas que eu não conheço. - Come.

Eu comecei a comer, e estava bom pra caralho. Jimin saiu por um momento e voltou com uma toalha, se colocou atrás de mim e começou a secar meu cabelo. Eu pensei em protestar, mas quando ele começou a passar a toalha pela minha cabeça...

Ele não é real.

- Está maravilhoso - disse, inebriado, com o sabor da comida e seus movimentos relaxantes e delicados em meu couro cabeludo.

- Não é pra tanto - riu e começou a passar o dedos entre meus cabelos, e era tão gostoso. - Vai... Me conta da sua infância. Tô curioso.

- Eu... - quase não conseguia falar. - Sei lá... Foi normal. Eu não tinha muitos amigos, eu passava meus dias nas aulas de karate. Eu também ia bastante ao planetário e acampava no quintal de casa. Acho que só. E você?

- Ah, eu - ele terminou seus carinhos em minha cabeça, e foi pegar mais omelete na panela, pôs na mesa e se sentou em meu colo.

Eu quase faleci parte dois.

- Bom - me deu o garfo para que eu continuasse a comer, eu não recusei. - Eu morei um tempo com meus pais, depois com minha avó, depois com meus tios, e por fim com minha madrinha. Eu comecei no karate por causa de um garoto que eu gostava. E eu passava meus dias beijando meninos dentro da casinha de boneca da escola.

Wow.

- Não vai me comer? - perguntei depois de um momento de silêncio. Estava desnorteado.

Espera, o que?

- Oh - Jimin arregalou os olhos.

- Não, não - tentei desfazer a pergunta.

- Eu achei que você fosse top - ele riu. - Mas tudo bem pra mim. Vamos lá, eu tenho camisinha no carro.

- Droga! - comecei a rir. Mas queria chorar. - Eu queria perguntar se você não vai comer... A omelete. A omelete!

- Coitadinho, tem problema de dicção - Jimin beijou minha testa e fez um carinho em minha nuca. - O rato roeu a roupa do rei de Roma, vamos lá.

- Argh - bebi um gole de água para tentar me recuperar. - Desculpa, eu tô nervoso.

- Deve ser o veneno que coloquei na comida - ele sorriu angelical. Eu ri, mas ele continuou com a cena. Oh, meu pai do céu, não pode ser. - Meu Deus, como você é bobo. - ele riu, e segurou minhas orelhas. Eu suspirei aliviado. - Adoro isso em você.

E me beijou.

Daquele jeito dele, calmo, com desejo e intensidade, acariciando minhas orelhas. E minhas mãos foram para seu cabelo macio, puxando levemente.

- Quer mais? - ele rompeu o beijo, ofegante.

- Quero - tentei voltar à beijá-lo. Eu queria mais, queria muito mais.

Mas ele saiu de meu colo, me deixando com as mãos no ar e a boca em um biquinho, esperando por mais beijos.

- A omelete ficou boa mesmo, uh - ele pôs o resto no prato e me entregou.

- Que? - fiz a maior cara de decepção do ano.

- Você disse que queria mais - ele sorriu como um garoto propaganda de uma marca de pasta de dente, e apontou para o prato. - Tá aí.

- Não faça isso comigo - disse manhoso e me levantei. - Está brincando comigo, de novo.

- O que você quer, então? - ele se encostou no balcão da cozinha, sorrindo com o lábio preso nos dentes.

- Você sabe - me coloquei entre suas pernas, esfreguei meu nariz em seu pescoço e pousei as mãos em suas coxas fartas.

Comecei a deixar beijos em sua pele, acima do pomo de adão, em uma trilha até o queixo, até meu celular começar a tocar.

Eu tentei ignorar, sentindo as mãos de Jimin adentrarem minha camisa, e alcancei seus lábios, beijando-os lentamente, fazendo barulhinhos gostosos.

Mas o celular não parava de tocar.

- Atende - Jimin desceu da pia e foi para a sala.

- Oh, porra - peguei o celular na mochila e atendi irritado. - O que foi, Namjoon?

- Isso é jeito de falar comigo, garoto? - recebi como resposta. - Pra começar, por mim eu não estaria ligando, foi o Jin que insistiu.

- Desculpa - me obriguei a dizer. - Fala.

- Ele quer saber se você está bem - disse Namjoon, sério desta vez. - Você saiu daquele jeito ontem... E nós ligamos para o porteiro do seu prédio, ele disse que você não foi pra casa.

- Estou bem sim - pude sorrir. - Fala pro Jin que eu estou ótimo.

- Aah - ouvi um gritinho de Jin no fundo. - Porque? Me conta, me conta!

- Não é uma boa hora - respondi e tentei ajeitar meu pau na cueca. - Eu estou com o Jimin...

- Ah, moleque - foi o que Nam disse. - Vamos até desligar.

- Não, não - Jin pareceu segurá-lo. - Vocês vão fazer o que eu acho que vão fazer?

- Eu não sei, Jin - revirei os olhos. - Eu meio que estou no telefone enquanto devia estar com ele.

- Jungkook - Jin disse, com aquela voz de: você tem certeza? - Mesmo depois do que ele te disse... Sobre nunca ter sido amado? Você vai fazer isso?

- Ah, não, Jin - Namjoon interferiu. - Deixa o garoto pôr o pequeno Kookie pra brincar.

Mas que porra.

- Você mesmo queria que ele fizesse isso - Namjoon continuou.

- É, mas... - Jin suspirou. - Mudei de idéia quando soube que o Jimin nunca sentiu amor. Caramba... Os caras só saem com ele e não querem nada sério.

- Okay - ouvi Nam bufar. - O Jungkook sabe o que faz... ou não. Enfim, agora não é uma boa hora pra falar sobre isso.

- Boa sorte, Kookie - disse Jin e eles encerraram a ligação.

O que foi isso?

Perdi até o tesão.

Fui para sala e encontrei Jimin sentado em um banco perto da janela, sua cabeça encostada na grade de segurança enquanto a luz do sol iluminava seu rosto sereno, os olhinhos fechados e os lábios em um sorrisinho quase secreto. Tão perfeitamente montado, tão irreal e celeste.

Lindo.

Ele é muita areia para o meu caminhãozinho.

Como alguém pode ter um homem desses nos braços por apenas uma ou duas noites? Mesmo depois de comer sua omelete e ter o cabelo secado por ele. Como? Se fosse eu, gostaria de tê-lo sempre.

Como alguém pode não amá-lo?

Ah, se eu tivesse esta oportunidade...

//photo concept fodendo vidas since 4.000 a.C
VIADO QUE FOI AQUILO, EU TO MALZONA.
hard carry hey viu
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Sunboy {jikook}Leia esta história GRATUITAMENTE!