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25 de dezembro, Natal. E de presente, a saudade de Park Jimin. Oh, não, este presente eu ganho todo dia.

Naquela noite eu me senti o pior merda, pois nem com a maravilhosa comida da minha mãe eu consegui me animar, e sabe, foi de cortar o coração o jeitinho triste como ela me olhou.
Eu tentei forçar sorrisos, eu joguei algumas piadas, tentei realmente escutar o que meu primo dizia, mas minha mente sempre acabava viajando nas ondas de um cabelo loiro.

No finalzinho da noite, eu pude ouvir minha mãe se despedir de sua irmã, minha tia. Aos sussurros elas diziam: "Por que o Gukk está assim?" "Ah, o namorado dele o deixou..." "De novo?" "Você conhece ele." "Logo ele acha outro. Ele sempre acha."

Se eu fosse mais novo, teria ralhado com elas, dito coisas como "ninguém me entende" e corrido para o quarto ouvir Evanescence, mas agora, eu apenas suspirei envergonhado e voltei para a mesa.

Eu comi por gulodice, pois nem sentia fome, e quem sabe se eu comesse até ficar superobeso, sem poder sair da cama, eu parasse de quebrar minha cara com o amor.

— Conheceu alguém novo? — minha mãe tentou perguntar, na esperança de que eu já tivesse partido pra outra.

Eu não respondi, eu a olhei e voltei a bebericar a garrafa de soju. Ela viu como uma resposta, eu creio.

— Você soube do pai? — foi o que perguntei enquanto arrumavamos a louça na cozinha.

— É, uma irmã dele me ligou — ela respondeu, pretendendo soar casual.

Eu sabia que se eles estivessem casados, minha mãe estaria fazendo de tudo para ajudar ele, sabia que ela estaria ao lado dele em cada passo.

Eu dormi na casa dela aquela noite, e foi bom, pois tudo lá tinha um cheiro de mãe, e mamãe usava cortinas de renda, elas faziam uma sombra bonita na parede, era aconchegante.

Mas antes de dormir, eu não pude evitar de pensar em Jimin, de me perguntar se ele estava sendo bem tratado, se estava feliz, se comeu direito, se ganhou bons presentes... se pensou em mim.

Amar Park Jimin é padecer na fossa.

É, eu acordei às três da manhã com uma ligação do Yoongi. Todo bêbado ele me disse: "Feliz aniversário karate kid, que esse ano de 2005 seja cheio de felicidade, que o Papai Noel te traga muitos ovos de chocolate nesse dia dos namorados, e que seu bebê nasça saudável!"

No fundo eu pude ouvir seus parentes confraternizando, diziam coisas como: "Eu vou te matar seu filho da puta, eu te amo."

Mas naquela hora em que ele me ligou, eu demorei um pouco para voltar à dormir, eu me apoiei na janela e encarei o céu brilhante, as pessoas que passavam na rua, as várias lanternas que foram acesas. Mas encarando especialmente o véu negro salpicado de estrelas, eu vi exatamente quando um ponto cintilante cortou o céu, sumindo tão rápido quanto surgiu.

Eu fechei meus olhos rapidamente e fiz um desejo à estrela cadente.

— Que eu consiga Park Jimin de volta, estrelinha — pedi, com todo o meu coração.

Eu sei que, na última vez que eu o vi, eu disse à mim mesmo que desistiria, mas... Eu não consigo. Mesmo que eu tente, mesmo que eu me force a pôr em minha mente que tudo isso me machuca, meus pensamentos tornam a trazer seus sorrisos, seus beijos, seu simples modo de cruzar as pernas enquanto se sentava.

Eu sou um trouxa.

— Você é um trouxa — Namjoon me dizia.

Era dia seguinte ao do Natal, Seokjin quase implorou para que eu fosse almoçar na casa dele, porque sobrou muita comida. É, ele podia dar as sobras para o cachorro, mas preferiu me chamar.

Sunboy {jikook}Leia esta história GRATUITAMENTE!