Capítulo 13 - Ivy

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100 ANOS DEPOIS...


Os dias aqui sempre passam rápido demais, tudo parece uma eterna maneira nova de se divertir e apreciar novas experiências. Bom. Nem todas. Fiquei ansiosa o dia todo, toda vez que me olhava no espelho estava vermelha. E meus cabelos dançavam descontrolados devido a minha impaciência. Hoje faz exatamente dezoito anos que Brutos e eu estamos juntos. Bom juntos não é a maneira certa de falar, terminamos sempre, toda semana para ser exata, e às vezes duas vezes por semana. E quando isto acontece cada um faz o que quer, esquecendo-se do nosso "compromisso", não que eu goste disto.

Faço uma careta ao andar novamente pelo quarto.

Porque na realidade odeio que Brutos saia com outras, mas não posso ofender a divindade que traz a luz a lua. Não posso me deitar com outro até ele voltar com seu cortejo. E é algo que o semi soberano da tentação não consegue ficar sem, o desejo carnal é forte e ele corre atrás das semi soberanas, para depois voltar e pedir meu perdão, com aqueles lindos olhos cor de areia. Suspiro. Tentei muitas vezes deixa-lo, tentei muitas mesmo, talvez um dia meu limite chegue e alguém conquiste meu coração, então eu não me renderei mais a tentação.

Olhei-me uma última vez no espelho.

Brigamos ontem, mas, ele não se esqueceria de nossa data. Não é mesmo? Meu peito acelera, ele é uma droga viciante. Fecho olhos para lembrar e degustar de sua beleza. Lembro de cada detalhe sublime dele. Sedutor demais, arrebatador. Alto com seu corpo esguio de caçador, com músculos perfeitamente alinhados para um corredor, seu rosto é pura presunção, seu sorriso é inteiramente dotado deste orgulho, e seus olhos, ai, ai, ele carrega um olhar fervoroso cheio de significados. Droga não paro de pensar naquele belo maxilar quadrado, em seus cabelos cor de areia com belas ondas e seu peito largo que me encoraja a me deitar em seus braços. Ele sempre caminha daquele modo seguro, e sabe que é observado, afinal, ele é a própria tentação. Suas roupas são sempre escuras como a de outros semi soberanos, mas ele prefere verde escuro quando está caçando com sua besta, e quando atinge sua presa aquela risada era lindamente perversa.

Eu sei, ele riu assim quando me beijou e percebeu que me derreti em seus braços.

Meu coração deu um salto ao ouvir a batida na porta. Minha mãe entra e olha para mim com desaprovação.

-Ivy, a meia hora estamos te esperando no salão. Não viu a cor da impaciência na parede? –Olho para as paredes, Drakon não está só impaciente, está apreensivo. Isto é estranho. –Vamos.

-Você também está apreensiva, aconteceu algo? –Peço saindo do quarto e seguindo-a pelo extenso corredor.

-Eu não tenho permissão de falar. Ele, digo, querem te surpreender. –Fico curiosa e, bem detesto ficar curiosa.

-Fala mãe, eu juro que não conto pra papai. –Ela suspira, e balança a cabeça. Então me olha e chama por uma pousa com estalo de seus dedos.

-Traga a joia dourada que Doriam me deu por dois mil anos de casada. –Ela bate a mão na cabeça. –Ou foram quatro? Não importa, vá logo pegue a mais bela, mas tem que ser dourada.

Fico olhando para ela, que olha para todos os lugares menos em minha direção, e quando resolve o fazer se aproxima para alisar meu vestido, ela passa as mãos nos meus cabelos jogando-os para trás expondo meu decote, acho aquilo estranho, mas quando a pousa chega ela põe a joia mais linda que já vi em toda minha existência, ela é uma gema dourada com um brilho sinistro porem belo no núcleo combinando perfeitamente com meus olhos.

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