Capítulo 7 - Terna

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Me surpreendo quando no grande salão o supremo soberano pede que eu me aproxime dele e de mamãe. Levanto da cadeira que costumo usar e sento em uma cadeira próxima a deles, o salão é imenso e sempre reflete em suas paredes o humor de Drakon, naquele momento um rosado tranquilo, os tronos dos soberanos ficam um degrau acima do restante do salão, uma lareira imensa arde no centro daquele lugar e há várias mesas e cadeiras espalhadas para os semi soberanos. 

- Terna, como estão os humanos que rezam por você? Estão recebendo a devida atenção? – Papai me pergunta curioso, seus lábios se abrem em um sorriso e eu coro, não gosto de falar sobre os humanos que pedem por mim.

- Acredito que estejam bem, já que cumpro minhas obrigações com este sentimento. – Respondo, o que não é toda a verdade, as vezes, simplesmente bloqueio os pedidos de minha mente. – Por que supremo, há reclamações a respeito de minhas obrigações?

Peço, sinto meu estomago embrulhar agitado.

- Não querida, apenas gostaria de saber se você tem alguma dúvida, se você está se adaptando bem, se você precisa de alguma coisa? – Pergunta ele. Contudo são muitas perguntas. Respiro fundo e olho ao redor, as paredes estão da cor da concentração, marrom claro.

- Não preciso de nada, estou satisfeita com minhas obrigações. – Respondo nervosa. – Mas caso o senhor queira, posso assumir outras funções.

- Claro querida, quero que você conheça as funções de Ravi e Doriam e se permita interagir com os outros semi soberanos do reino, tenho notado que você passa muito tempo sozinha. –Estremeço, mas sorrio. Não quero passar um tempo com a plebe, sou filha de divindades. – Entende que é importante conhecer o reino, não é mesmo?

-É claro, comecei outro dia mesmo a ler sobre os semi soberanos, acredito que em um ano ou dois termine de ler sobre todos.

Falo alisando meu vestido tentando me mostrar no controle. Drakon me olha com curiosidade e assente.

-Sim de fato é importante está leitura, mas conhece-los pessoalmente te beneficiara mais. Além de conhecê-los melhor quero que passe seu tempo com os soberanos da Determinação e da Coragem, conheça seu reino, você e Ivy um dia talvez reinem ao lado deles.

- Sim, mas, se me permite, por que Ivy não está escutando as mesmas recomendações? –Pergunto um tanto ofendida. Drakon olha para os lados e bate na cadeira.

-Maldição eu pensei que ela estivesse aqui na sala. –Sorrio, ele nem percebeu que ela não estava presente, só a mim ele percebe. Eu em aprumo e continuo sorrindo. –Chamem esperança para a sala do trono.

-Supremo, eu não sei se é muito prudente onde a pequena Ivy está. – Diz Prudente. Drakon revira os olhos para o semi soberano da prudência. –Ela está no centro de treinamento, treinando arco e flecha com a Manola, coisa que ela faz sempre, e como disse não acredito que seja... prudente.

Drakon respira fundo e cor da irritação toma as paredes.

-Entendi seu sentimento é prudência. Busque Ivy. –Fala Drakom impaciente, e Prudente assente feliz a obviedade daquela insinuação. –Quem a permitiu treinar arco e flecha?

-Papai. –Começo, então me corrijo. - digo Supremo, quem conseguiria impedir Ivy?

Falo cheia de razão. Ele me olha e assente.

-De fato, vocês duas poderiam aprender mais uma com a outra. – Concorda ele.

Estou feliz por minhas palavras serem ouvidas, então escuto o som de uma porta se abrindo e passos apressados. Algo se choca contra meu corpo e estou no chão e sendo levantada pela desajeitada Ivy.

-Me desculpe Terna, mas o prudente falou algo sobre ser prudente estar na sala do trono. –Ela olha para o prudente. – Alguém já te contou que existem outros sinônimos para prudência? cautelado, cuidadoso, ponderado, sensato, moderado, ajuizado, seguro.

-É bom ver que sabe tais palavras, talvez as comece a pratica-las. –Fala Drakon com severidade.

Ivy pisca seus olhos prateados para ele, e sua irritação começa a diminuir.

-Vou tentar papai. Desculpe o atraso, eu estava treinando para matar meu monstro e o monstro que vive debaixo da cama do Ravi.

Ela fala orgulhosa e quero rir de sua ingenuidade. Não existe monstros que moram debaixo da cama. Papai fala pra ela que passará mais tempo com Ravi e Doriam e comigo, e ela dá pulinhos de felicidade.

-Vou enfrentar os perigos que me esperam em Gardia. –Disse ela dando um soco em sua própria mão. –Posso usar a espada tão bem quanto Ravi.

- Quem te treinou na espada? –Pede Ravi falando pela primeira com uma voz entediada.

-O mesmo que ensinou a você, tudo que você sabe. –Ela fala coçando a sobrancelha. –Spike.

-O que? Eu quem ensino a todos no reino a arte da espada. –Ele fala indignado. –Spike vive brincando com esta menina impertinente e está ficando igual a ela.

-Pare de brigar com elaRavi, quem é o adulto aqui? –Fala Fairy.'H0D

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