Capítulo 36 - Ivy

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            O sol entra pelas cortinas, banhando nossos corpos com seu calor sublime, na verdade, parando para pensar, está quente demais, uma leve camada de suor cobre meu corpo, sinto sede, minha língua está seca como se eu tivesse caminhado pelos desertos de Gardia. Noto meu marido vestindo suas roupas, ele me fita e aponto para minha garganta, sinto como se tivesse comido areia. Ele franze o cenho e me traz um copo d'água, bebo com voracidade. Ele ri quando derramo em meu busto a agua e se aproxima para beijar meus lábios molhados. A sede passou, e suspiro ao toque de seus lábios. Os últimos dias foram maravilhosos, mas nossas obrigações como soberanos nos chamam.

-Olá, soberana sedenta. Ei, me diga como posso me acostumar com isto? Seu poder ainda me confunde. – Resmunga ele baixinho, pegando do seu arsenal de armas uma longa espada de cabo azulado, ele a ajeita em sua cintura e me fita com aqueles olhos azuis, sua fisionomia mostra que está realmente confuso. – Ivy, seus poderes me deixaram preguiçoso. Estou me sentindo muito esperançoso que os novos semi soberanos vão melhorar na utilização de espadas com o passar dos dias, e que sendo assim, não preciso ser tão rigoroso com o treinamento.

Sem conseguir me conter solto uma gargalhada. Algo estranho acontece quando o ar escapa de meus lábios, uma nuvem de frio sai com a risada, mas ela logo se dissipa. Bem, deve ser o semi soberano da neve passeando pelos corredores, não sendo a maluca dos raios estou feliz. Então volto a me concentrar em meu marido esperançoso, afinal, jamais pensei em ver Ravi achando que seus soldados iriam melhorar sem treina-los.

- Você está rindo de mim? – Ele se aproxima da cama. Seu corpo enorme tampa a visão do restante do quarto, eu sorrio debochada. Ele levanta um dedo e faz o movimento universal de não-não. – Não posso permitir tal afronta. Vou dar um motivo para você rir.

Ele começa a me fazer cócegas, e seu corpo pesado sobe sobre o meu.

- Por favor... – Rio com vontade, ele chega mais perto e faz cocegas em minha barriga, então sem saber como o lanço para longe com minhas mãos, o quarto de se enche de um redemoinho de vento e ambos olhamos para o ponto que o redemoinho se dissipa. –Ops.

Falo inocente. Ele gargalha e volta a pular em cima de mim. Então me rendo e o beijo, ele ronrona de um modo viril, e ouço o som de sua espada sendo atirada de lado.

-Ravi! –Chamo sua atenção. –Você deve ir...

- Devo? Pois acho que preciso ficar um pouco mais. – Ravi diz rouco, me prendendo na cama com seu corpo. Ele me morde no ombro, e aquele som viril escapa por seus lábios, me fazendo estremecer e deseja-lo ainda mais. Ó, deveria ser injusto amar tanto alguém. Não resisto quando suas mãos de calejadas de guerreiro passeiam por meu corpo, então tiro a camisa que ele acabou de abotoar, completamente embriagada de amor, me entregando outra vez ao meu amado.

Ravi me deposita sob seu colo, e suas mãos seguem para a base de minha coluna. Estremeço quando sua boca captura meu seio, sinto seu sexo duro contra meu ventre, assim eu o pego entre meus dedos e o afago, ele chia um som animalesco e másculo, jogando a cabeça para trás. Adoro ter domínio sob ele, desta forma ergo-me e nos encaixo, ambos largamos exclamações de prazer. Me movimento contra ele, e Ravi também investe contra mim. Sem que eu perceba ele me levanta e sinto minha costas contra a parede gelada do quarto, ele segura meus pulsos enquanto minhas pernas o rodeiam para mantê-lo dentro de mim. Ele é intenso, seu corpo imenso não para de mover, ele aumenta a velocidade, e não quero que pare, só existe o som de nós dois embriagados pelo ato de nosso amor forte e profundo. Então alcançamos o ápice, e desta forma, soluço seu nome e Ravi rosna o meu.

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