PRÓLOGO

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Já pensou em um mundo sem esperança?

Esta era Gardia antes de minha chegada...

Pareço presunçosa, eu sei... mas acontece que os humanos de Gardia, precisam dos soberanos para experimentar emoções,

Que triste é, ser oco de sentimento,

Lamentável não poder criar com facilidade a felicidade que nos move, ou mesmo o medo...

...



Soberana da Justiça Fairy.


As paredes daqui mudam sua cor perante ao humor de meu supremo marido, a sala neste momento predomina um tom de azul marinho. Esta cor é como um balsamo para minhas emoções, suspiro pensando que meu amado está satisfeito. Em minha sala particular, há moveis dispostos em lugares estratégicos, um tapete cobre boa parte do piso. A lareira com o fogo crepitando é enorme, e sou abençoada com estantes e estantes de livros enunciando e enumerando as leis e histórias sobre justiça. Estou sentada em meu escritório, lendo um de meus livros sobre as leis de Gardia, como soberana devo estar sempre estudando uma forma de acrescentar algumas novas leis, desta maneira nossos Gardianos ficaram satisfeitos com seus supremos.

Não amanheceu ainda, e ao primeiro raio de sol sou surpreendida por uma bela divindade. Como se, este, fosse seu lugar, a criatura de extrema beleza aparece no centro do escritório. Sou coberta por um espanto agradável, pois ela é linda e feita de luz, vestida de azul da cor do céu, seus cabelos longos e dourados são da cor do sol, assim como seus fascinantes olhos. Noto que ela tem um pequeno embrulho em seus braços e aqueles olhos me fitam com admiração e confiança. Sorrio para ela, e seu sorriso é belo e cheio de luz.

- Suprema Soberana da Justiça Fairy. –Sua voz faz com que eu feche os olhos, é algo sem igual. - Sou Amanhecer, muito prazer em conhecê-la, estive observando você com atenção bela soberana, e soube que há poucos dias aceitou uma criança de Crepúsculo e Madrugada.

Abro a boca para falar, mas ela levanta a mão e senta à minha frente, olhando para os lados cheia de curiosidade. Então recomeça sua fala que mais parece o sopro de folhas em tardes quentes.

-Esta é minha filha, a verdade é que sinto nela um grande poder, e reconheço que seu destino não é ao meu lado. Minha adorada filha... carrega um pedaço da alma de seu filho...

Meus olhos se arregalam.

-Perdoe minha falta de conhecimento nesta área, mas peço que se explique com maiores detalhes. –Digo perante a divindade. Então acrescento. –Outra divindade deixou a pequena Terna comigo, mas não falou nada sobre pedaços de alma.

-Compreendo seu espanto. Contudo vou apenas lhe falar que se aceite minha filha como sendo sua também. –Reviro os olhos, e o Amanhecer sorri achando graça de minha impertinência. –Vejo o futuro de minha filha e ela terá este mesmo revirar de olhos... Há muito tempo atrás, seu filho barganhou com as divindades do dia em troca de soluções para derrotar o pedaço do sol que se corrompeu. Dito isto, acrescento que um pedaço meigo da alma de seu filho, foi o preço que ele pagou por estas informações, e este pequeno pedaço belo da alma dele, coloquei em minha menina quando a concebi. Não vou entrar em detalhes sobre como consegui esse estilhaço de alma. Apenas acabe a você saber que o companheiro de minha filha será Ravi. Contudo peço que não conte a ninguém... deixe que a criança escolha seu destino.

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