Capítulo 26 - Ivy

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O vapor da banheira toma conta do ambiente, o som da agua é relaxante, levanto a palma e deixo a agua escorrer entre os dedos, escoro minhas costas e relaxo na água quente e perfumada. Penso em minha decisão, meu coração bate forte contra o peito, me trazendo a certeza de que fiz a escolha correta, afinal de contas, encontrei o amor de minha vida, e o escolhi para dividir a eternidade comigo. Quando a noite caísse comunicaria minha decisão em meio a todos, e três dias de celebração ocorreriam depois disso. Afundo um pouco mais na banheira, pego uma taça de espumante com morangos frescos, ainda há uma coisa que gostaria de fazer antes de me arrumar para esta noite especial.

É a noite de minha existência, com a qual sonhei por muito tempo, o vestido é belíssimo e as joias que ganhei dos meus pais são perfeitas. Esta é a noite na qual me unirei ao meu eterno amor. O cheiro de orquídea vinda do vapor da água me acalma, enquanto lavo meus longos cabelos com toda a paciência do mundo, observo-os refletirem a agua e meu corpo. Não consigo deixar de sorrir quando penso quantas vezes meu amado me viu com meus cabelos cobertos de folhas. Termino o banho cantarolando e visto o roupão, vou até o quarto e fico admirando tudo com carinho, afinal são meus últimos momentos naquele quarto onde cresci.

-Minhas noites agora serão ao lado de coragem. –Falo para as paredes de meu quarto. Rodopio de felicidade e abraço meu corpo. –Ó divindades, obrigado por esta felicidade.

Saio devagar e escondida, não posso encontrar com ninguém hoje, contudo, preciso ver Terna, preciso ter certeza que minha decisão não irá magoa-la. Divindades permitam que minha irmã não fique com raiva.

Bato na porta, e entro timidamente. Terna está linda, seus cabelos parcialmente presos em um coque no alto e rubro da cabeça com alguns cachos caindo emoldurando seu belo rosto, o vestido em um bonito tom levemente avermelhado, o corpete justo e cravejado de rubis enquanto a saia caia esvoaçante pelo seu corpo, seus lábios estão vermelhos, fico cheia de admiração. De fato, Terna se tornou uma bela mulher.

- Está linda Terna. – Digo a primeira coisa que me vem à cabeça. Ela sorri, é uma belo sorriso gentil.

- Você não deveria estar se arrumando? – Ela pergunta olhando para mim pela primeira vez. – Está atrasada como sempre esperança.

Ela volta a sorrir e não consigo evitar o sorriso em meu rosto. Caminho calmamente até a cama dela e me sento, com a taça na mão.

- Está nervosa? – Pergunto antes de mais nada, ela nega com a cabeça. Como é possível que ela fique tão calma enquanto meus nervos estão em frangalhos? – Queria perguntar uma coisa.

- Queria, ou quer? – Terna ri. Divindades, seu humor está ótimo. Me pego sorrindo de volta para seu rosto sereno.

- Quero. – me corrijo. – Vou dispensar Ferock e Rá esta noite.

Percebo que ela se mexe desconfortável e a preocupação toma conta de mim, seria possível que ela também esteja apaixonada por Coragem? Meu estomago embrulha, mas não posso parar. Contudo ela olha com firmeza em meus olhos, e como a irmã sabia que é ela coloca levemente a mão sobre meu ombro.

- Faz bem, já que você mencionou que só se casaria se estivesse apaixonada. – Responde ela com cuidado.

- Terna...- Começo. – Você está apaixonada?

Minha pergunta a pega de surpresa e ela dá de ombros.

– Eu preciso saber, se você, bom, se você sente alguma coisa por Ravi.

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