Capítulo 29 - Ivy

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Ravi me carrega em seus braços pelos corredores enquanto me beija, passo as mãos por seu pescoço puxando de leve seus cabelos com meus dedos, ele sorri contra meus lábios. Há urgência em seus movimentos, não vejo meu soberano abrir a porta, só percebo que me coloca delicadamente na cama, se afastando um instante, então abro os olhos pronta para protestar, contudo meu queixo cai.

Minhas mãos cobrem minha boca chocada, e meus olhos se arregalam diante ao que vejo.

O quarto de Ravi, onde antes prevaleciam móveis escuros, agora são moveis em sua maioria brancos, noto com alegria a grande cama de dossel repleta de travesseiros e almofadas coloridas, a colcha tão branca em contraste com as pétalas vermelhas de rosa espalhadas como um convite a se deitar, a lareira com o fogo crepitando, uma linda cômoda em frente a cama com flores, e emocionada noto meu coelho de pelúcia e uma bandeja com duas taças, uma delas borbulhando com morangos dentro, e claro uma grande estante, com o que imagino ser todos os meus livros favoritos.

Meu coração se enche de amor conforme caminho sonhadora pelo quarto, tocando tudo com as mãos, como se tal gesto fosse necessário, entro no closet, nossas roupas todas juntas e misturadas, brancas como as nuvens, e negras como a noite. Percebo um tapete felpudo no centro, caminho por ele de pés descalços curtindo a maciez entre os dedos. Volto para o quarto e vejo a coleção de armas de Ravi, guardadas em um delicado armário branco, então como uma se uma força invisível me arrastasse até ele, me jogo no braços de meu marido.

- Vejo que gostou da surpresa, minha linda. – Diz ele quando me beija, não consigo dizer o quanto aquele gesto significou para mim, uma lagrima solitária de alegria corre por meus olhos, então, simplesmente o beijo de volta, colocando todo meu amor em cada caricia.

Ele grunhe satisfeito com meu amor.

Sua boca que antigamente era de um soberano rabugento, agora é de um amante satisfeito, seus lábios se movem contra os meus com certa urgência. Fico sem fôlego, quando suas mãos ágeis passeiam com pericia por meu corpo. Meu coração acelera, seu cheiro invade meus pensamentos, o som que ele emite é de um predador conquistando seu tão almejado jantar. Ravi morde meu queixo e pescoço, então sem ligar para meu gritinho me levanta em seus firmes braços. Ele se afasta para olhar dentro de meus olhos, o azul ali dentro é selvagem, parece uma fera faminta, vitorioso. Paramos ao lado da cama.

-Ah, Ivy. Quero fazer isto desde que voltei para o supremo reino. –Diz ele, sua voz está rouca, e a minha não encontra saída. Ele retira sua camisa devagar, é como ver um amansador de feras rondando com cuidado calculado um animal assustado. Compreendo o porquê de seu cuidado, meus olhos se arregalam para aqueles músculos, seus ombros são fortes, seu peito é largo, seu abdômen é rígido e ornamentando por gominhos de músculos. E mais abaixo noto um grande volume, que me faz engolir em seco e temer a nova experiência. Ravi deve ser enorme. Ele levanta meu queixo, com cuidado. –Vou ser gentil. Não se assuste.

Aqueles olhos azuis cravados nos meus, esperando pacientemente meu consentimento. Concordo. Então sem cerimonias suas mãos fortes descem meu vestido, o som de pele e tecido se abandonando e finamente o ruído do vestido caindo ao chão. Estou nua.

Seu grunhido de aprovação se retorce em meu estomago de uma maneira vibrante, meus seios parecem ficar mais pesados, meu corpo, especialmente a área no meio de minhas pernas se contorce de satisfação.

-Ravi. –Digo tímida, mas minha voz é calada por seus lábios nos meus, e suas mãos em meus seios. Suas caricias são suaves, então ele belisca levemente os mamilos me fazendo arfar. E como se fosse a coisa mais natural do mundo, sua boca encontra o bico do seio e o suga. Meu corpo se arqueia. –Divindades.

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