Capítulo 23 - Ravi

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Caminho lentamente pelo reino a procura de Ivy, quando finalmente a encontro meu corpo paralisa, coração acelerado e completamente sem folego diante da beleza de Esperança. Seus cabelos capturam as luzes a reflete tudo ao seu redor, Ivy é a imagem da perfeição.

Ela está no Monte Abismo, no exato ponto do equilíbrio, onde luz e trevas se tocam e onde podemos observar os gardianos, seus cabelos longos voam com o vento forte que sopra, no reflexo vejo o dia e a noite se tocando, uma luz densa encostando em uma escuridão sem fim, seu corpo pequeno me fascina, o vestido voando ao redor dela deixando as belas coxas a mostra, Ivy segura o arco e suspira.

Engulo em seco.

Penso na alegria que senti quando Ferock veio ao reino muito tempo atrás e achei que iria me livrar dela, já que ela poderia se tornar uma divindade, e naquele momento, alheia a minha presença, ela parece mais uma divindade do que Soberana, jamais poderei ficar cem anos longe dela novamente.

A menina impertinente quase não existe mais, Ivy se tornou uma bela mulher, uma soberana incrivelmente poderosa, que por muitos anos teve que lidar com luz e trevas do reino, admiro muito a força e a coragem dela, sua beleza me fascina, mas tudo que ela é que importa.

Me aproximo devagar, meu único pensamento é que não posso perde-la, preciso mostrar a ela que sou a melhor escolha, porque ninguém, jamais vai ama-la da forma como amo, ela se vira seu olhar dourado pousa em meus olhos e ela sorri, se fosse possível meu coração teria saído do peito do jeito que bate com tanta força.

Mesmo assim, ela volta a observar Gardia, me aproximo e a abraço, Ivy coloca as mãos pequenas em cima dos meus braços, apoiando o corpo no meu.

- Acha que fui muito dura com Terna? – Ela pergunta com voz doce.

- Não. – Respondo. – Você tinha seus motivos, uma só soberana não pode cuidar de luz e trevas, interfere no equilíbrio.

- Eu cuidei. - Comenta. – Mas você tem razão a respeito do equilíbrio, só achei que Terna talvez pudesse ajudar um pouco mais, zelar pelo bem estar dos gardianos, somos responsáveis por eles e precisamos cuidar deles. Só achei que talvez, eu tenha exagerado.

Ivy dá de ombros e a aperto ainda mais contra mim.

- O que está fazendo? – Pergunto, só para ouvi-la falar.

- Está vendo lá, naquela terra plana? – Ela aponta para Gardia. – Estão fazendo o festival da colheita, é tão lindo, homens, mulheres, idosos e crianças, todos cantando e dançando para que a colheita seja boa, estão fazendo lindas oferendas. – Ivy suspira. – Vou conversar com a maluca dos raios, eles precisam de chuva e por alguma razão os semi soberanos responsáveis por isso não conseguem fazer chover sem os barulhos da maluca dos raios.

- De fato, os festivais são muito bonitos. – Viro Ivy lentamente em meus braços. – Ainda teme os trovões?

Pergunto encarando aquele dourado incrível.

- Continuo sem gostar deles... –Reflete Ivy.

- Pode ficar comigo esta noite, não vou mais coloca-la de volta em seu quarto. – Digo sorrindo. – Você se tornou uma soberana incrível, extremamente forte e gentil.

Passo as mãos carinhosamente pelo seu rosto, aproximo meus lábios dos dela e a beijo.

Doce, o beijo de Ivy é doce, suas mãos acariciam meus cabelos, mordo devagar seus lábios e sinto-a sorrindo contra meus dentes, aprofundo o beijo e aperto seu corpo, minhas mãos passeiam pelas coxas nuas, gentilmente a puxo para meu colo, esperança é leve e tão pequena, preciso tanto senti-la. E me torto mais feroz para experimentar o luxo que beija-la, aprofundo meus desejos, massageando sua língua com a minha, ela gosta sinto-a inspirando e suspirando nosso beijo. Seu corpo se move em minha direção, meu beijo se torna tão exigente que quase a devoro ali mesmo.

Ivy se afasta ofegante.

-Divindades, é melhor não continuarmos meu amor, ou vamos queimar esse corpinho lindo. –Ambos rimos e voltamos apreciar a bela comemoração em Gardia.

HAH.2

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