Capítulo 5 - Terna

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Estou no escritório grande de papai, Doriam veio lhe dizer que o semi soberano da sinceridade escolheu o reino das trevas.

- Há uma linha tênue entre ser sincero e grosseiro, e infelizmente Cero, o semi soberano da sinceridade, ultrapassou esta linha e vive no reino das trevas agora. – Doriam soa nervoso. O castelo fica negro, dá para sentir a irritação de papai de longe. Ele atira uma taça contra a parede e Doriam e mamãe se afastam.

-Como é possível aquele desgraçado ter feito isto com os humanos, sinceridade é um sentimento importante em nosso reino, sem ela como os humanos vão saber as verdades em sua família? –O castelo é uma mistura de cores escuras, as paredes parecem se aproximar devido a reação do supremo soberano, Gardia neste momento deve estar rodeado por trevas, devido ao seu mau humor, se ao menos Gardia tivesse estabilidade temporal. –Maldito seja três vezes, por que não veio falar comigo?

-Drakon, os sentimentos que você não quer no exílio são mandados para as torres para viver em isolamento, todos sabem desta história... –Lembro da semi soberana da saudade, ela quis ir para o exilio e Drakon não permitiu. –Todos taxam o exilio como sendo um lugar obscuro de mais, mas os semi soberanos vem ali uma forma de ver quem serão seus seguidores de verdade, ganham mais poder lá do que aqui... por que aqui a sentimentos demais e lá se tornam poderosos.

-Meus semi soberanos são fortes, sem a lealdade deles o supremo reino seria escasso e fraco... –Drakon grita. Fico triste por Doriam ter que escutar as broncas de Drakon, Doriam sendo o soberano das trevas recebe as forças que emanam de lá Ravi é mais forte, pois recebe toda a força dos que estão no supremo reino, mas isto não os deixa tão em desigualdade quanto alguns imaginam.

Mamãe está sentada em silêncio, sabe que de nada adianta tentar enfrentar o Supremo Soberano quando ele está neste estado e Ravi encostado na parede fitando a janela como se algo muito interessante estivesse ali. Fico sentada no banquinho alto observando a reação, talvez, exagerada do supremo soberano. Imagino como seria poderosa no exilio, muitos seguiriam a paixão, afasto este pensamento, nunca deixaria este reino, um dia vou casar com Doriam ou com Ravi e terei as forças de seus reinos e farei aquele que me escolher feliz.

- Por que está tudo tão escuro aqui? – Ouço a voz chata de Ivy. – Por que está tão bravo papai? – Ela pergunta alheia as cores do castelo e a irritação de nosso pai, seus cabelos e roupas estão sujas de terra como sempre, sinal de que ela estava aprontando por ai.

- Sinceridade escolheu o reino das trevas. – Mamãe responde antes que papai se manifeste e brigue com essa mal criada.

Ivy se aproxima de Drakon, tira um pouco da sujeira dos cabelos e sobe no colo dele que a fita desconfiado, sua pequena mão encosta no rosto dele e sinto seu maldito poder de esperança.

- Mas papai. – Ela volta a falar. – Ainda temos honestidade neste reino, você pode dizer a ele o quanto ele é importante para nós e o quanto precisamos que ele se mantenha no caminho da luz. – Ela sorri fitando o rosto de papai como se a solução fosse óbvia. E Drakon torna o mundo iluminado novamente.

-Chamem honestidade a sala do trono. –Ele puxa Ivy e beija sua testa. –Minha filha trouxe a solução.

O que? Olho para todos na sala, Ravi ainda está encostado na parede, mas agora olha Ivy com um pouco de orgulho, Doriam está sorrindo para ela como se ela fosse uma de suas pedras preciosas, e mamãe está tão feliz que pega Ivy no colo e roça o nariz com ela.

-Vamos limpar a sujeira desta roupinha branca? –Fala mamãe cheia de carinho.

-Nããão, quero brincar mais. –Mas ela ri e vai sem reclamar. Fico vermelha Papai está com as cores do orgulho novamente. Me levanto e me dirijo para meu quarto preciso estudar todos os semi soberanos para saber o que cada um faz, e da próxima vez aqueles olhares orgulhosos serão para mim. Como Ivy pode se misturar com todos aqueles semi soberanos sendo filha de divindades, sendo destinada a ser soberana, ela não precisa se misturar com os semi, pois somos soberanas. Se ela observasse mamãe ela veria que Fairy raramente sorri para um semi soberano. Tudo bem que ela suprema e era uma divindade antes, portanto não conhecia o reino de Drakon e amedrontou vários semi soberanos quando exigiu que Drakon fosse dela. Como se precisasse exigir.

Lembro da história dos dois, ela é contada na sala do trono quando há muita bebida. Fairy desceu envolta em vestes negras e coberta por estrelas, e a partir de então Drakon fez de tudo para que ela continuasse no supremo reino.

Quando saio do quarto, vou ao grande salão esperar pelo jantar, é um horário muito rígido onde todos precisamos estar presentes e arrumados, sempre jantamos todos juntos no castelo. Quando me aproximo vejo honestidade com a minha "irmã" enjoada nos braços, ele está rindo para ela e agradecendo, entrega uma linda flor branca para ela que olha admirada para o presente. Por papai e mamãe é só uma flor. Reconheço que nunca tinha notado honestidade, ele é um semi soberano belo grandes olhos azuis claros, cabelos fartos cor de cevada, ombros largos, lábios grossos. Dentes perfeitos e uma covinha no queixo, ele possui uma barba, mas ela é cortada formando um cavanhaque. Ele gargalha de algo que Ivy fala, aperto minhas meus punhos, fiquei o dia todo no quarto estudando os semi soberanos, mas não sei quem é quem.

Finalmente honestidade levanta e se curva para nós. Drakon levanta a mão e fala com seriedade.

-Vero, saiba que Ivy está certa, precisamos de você no nosso reino, sem você muitos seguirão sinceridade. –Honestidade se curva novamente e sorri orgulhoso de si.

-Sou um dos seus mais fiéis seguidos meu supremo, e se em algum momento ficar confuso está pequena. –Diz ele passando os dedos pelos cabelos de Ivy bagunçando seu cabelo. –Disse que me trará para luz com esperança...

Drakon sorri para os dois, Ivy e Vero. Então Vero se retira e começamos nosso jantar.

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