Capítulo 49 - Aurora

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Cativante, a soberana que divide os poderes comigo é linda, e a bondade dela irradia por toda sua pele, depois de tantos anos tendo apenas Terna como referência do mundo, enfim tenho amigas, e não posso considerar aquele que me prendeu aqui como companhia novamente, e só de pensar no ontem onde eu vivia em solidão meu estomago embrulha. Finalmente não estou mais sozinha, queria poder dizer a elas o quanto isto significa para mim, mas principalmente contar a Terna o quanto a amo e a quero do meu lado, mas sinto que não está preparada...ainda. Sorrio com o pensamento, não importa de no momento não podemos pensar nisto, pois seguirei Terna por onde for se assim ela desejar, e talvez um dia minha amada esteja pronta para ficar ao meu lado, para toda a eternidade.

"Isto não é momento para pensar em romance sua idiota! – A voz irritante em minha mente avisa. O fato de ter vivido só me fez criar versões de mim, dentro de minha mente, contudo é difícil não escuta-las, já que sempre as "ouvi".

"Mas isso não significa que você seja louca." Diz outra voz, desta vez é a voz racional, até gosto dela, sempre a chamei de Gertrudes. "Eu sei Gertrude, mas temos que concordar que este não é o momento certo para romance, além do mais já deixei minha intensões com Terna bem claras" Respondo a minha mente.

"E o tapado do marido dela?" –Pergunta a voz irritante. Consigo imaginar Gertrude concordando com um aceno. "Verdade, vamos considerar o cara, talvez ela não goste de garotas, sacou?" Responde Gertrude. Sendo assim respiro profundamente. "Preciso me concentrar na floresta e no que estou fazendo aqui! Não é um momento de ter um Tetê a Tetê comigo.

Fomo nos sons e cheiros da floresta. Ouço seus passos atrás de mim, suas passadas barulhentas e desajeitadas. A floresta está cada vez mais fechada e sombria, algo não está certo, olho para os galhos acima de nós, parece ter ficado mais escuro também. Talvez uma tempestade se aproxime, e se for caso precisamos arrumar abrigo.

Droga, odeio ter que leva-las por essa neblina, mas chegou a hora, para que enfim eu saia desta floresta é preciso agir. Contudo, o que vai acontecer se não conseguir protege-las? "Derrota, talvez até morte" diz a voz irritante. "Cale a boca!!!" Grito em minha mente. Lembro que sofri por e com ela durante todos esses anos, e pude experimentar a vida pelos olhos da garota mais altruísta e abnegada deste mundo, jamais poderia ser tão delicada quanto Terna e pelo visto esperança também não. Quantas vezes me enfureci ao presenciar a dor que aquelas preces oferecidas por gardianos lhe traziam, inúmeras vezes gritei desamparada nesta floresta por não poder correr até onde estivesse minha soberana, para lhe dizer que este fardo podia ser dividido comigo.

Sua força, divindade. Ela é forte, pode não ter nossas agilidades para luta e preparação de combate, mas sua mente é um lugar incrível, é o meu local preferido em todo este mundo.

"Sim, gostamos de lá" Respondem as vozes.

Ivy é uma soberana incrível, não se abalou com absolutamente nada, cheia de coragem, determinação e um belo sorriso que nos deixou muito confiantes. Queria ter um pouco desta confiança da soberana da Esperança.

A névoa densa que está na floresta é algo que nunca vi antes, paro para avisar minhas companheiras, contudo percebo que estou completamente sozinha naquele lugar estranho.

-Terna, Ivy... –chamo. "Elas fugiram de você, viram que é uma louca que fala sozinha" Calem a boca e me deixem pensar! –Droga, droga.

Para onde elas iriam? Subo nas arvores para tentar ter uma visão melhor, continuo chamando seus nomes, a nevoa me segue, não permita que eu as veja. Então percebo algo estranho, quanto mais escalo, mais alto a arvore fica, então ao partir de um galho, despenco.

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