Capítulo 35 - Doriam

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O convite chegou, como eu já sabia que chegaria. A letra elegante de Fairy é inconfundível. A suprema soberana da justiça convoca a presença de todos os soberanos para o jantar que celebraria nossas vidas juntos. Amasso o convite e o jogo dentro do fogo da lareira, meus dedos tremem e os passo entre os cabelos. Da onde vem esta fúria que sinto? Meus pensamentos se resumem a como manter meu irmão distante, atrair soberanos da luz para as trevas e reconquistar Ivy. Bebo um gole de vinho, me amaldiçoando pelo que faria, não sou um monstro, mas preciso encontrar uma maneira de manter Terna no reino das trevas, afinal não tenho certeza de que o supremo soberano Drakon não sentirá o sentimento correto minha esposa.

-Zun? –Chamo o semi soberano da apatia. Contudo Ice, o semi soberano do tédio surge piscando com lerdeza seus olhos.

-Ele está por ai. –Suspira Ice, o semi soberano do nojo aparece. Respiro fundo. –Provavelmente está do lado de fora da sua porta, esperando que Terna lhe de ordens, ele adora sua esposa.

-Que seja, busque para mim fraqueza. –ele arregala os olhos, mas sai mesmo assim. O semi soberano da fraqueza chega em seguida, me fita com respeito, mas noto em seu rosto um ar debochado. –Preciso que misture um chá, e deixe sua essência.

Vou vê-la em nosso quarto, com a xícara de chá na mão, Terna está lendo. Seus olhos brilham de alegria quando ela me vê, entrego a xicara com a essência de fraqueza para ela e tomo um gole de vinho, ela bebe o liquido com serenidade.

- Quero-a só para mim. – Me aproximo beijando-a. – Fairy nos convidou para jantar, mas a quero tanto que dói Terna, você é tão linda, estou viciado em tê-la.

- Deveríamos ir. – Ela tenta dizer bebendo o restante do chá. Sei que vai demorar para dar o efeito, então roço meus lábios em seu pescoço, e minha esposa estremece. –Doriam, o que eles vão pensar?

Pergunta ela. Capturo seus lábios, e ela suspira. Beijo seus ombros delicados e sua boca graciosa. Ela se entrega aos beijos, suas mãos percorrem meu corpo com indisciplina, ela para envergonhada quando as coloca entre minhas pernas, mas não deixo que se sinta desta forma, me roço nela, e tiro as roupas, as dela e a minha. Ela me recebe dentro de si, e se entrega a paixão que sei que há em seu interior.

-Por que seus olhos estão mais claros? –Pergunta ela sonolenta, cobrindo sua nudez. Terna deita sua cabeça em meus braços. –Gostava da cor vinho...

Terna adormece em meus braços. Me sinto vil por droga-la, e o pouco respeito que ainda tinha por mim parece estar se esgotando, não há justificativa para meus atos, contudo continuo seguindo este caminho, como se não houvesse mais NADA dentro de mim, além de uma determinação depravada sem tamanho para conquistar meus objetivos.

Caminho pelos corredores, só ouço o som de meus passos, entro no grande salão, ele está totalmente decorado com as quatro cores dos soberanos, azul, branco, vinho e verde, há uma mesa no centro do salão com apenas seis cadeiras, com as cadeiras dos nossos supremos soberanos no centro, a direita há duas cadeiras para Ivy e Ravi e a esquerda duas para Terna e para mim.

-Doriam, você finalmente apareceu. – É ela, por todas as divindades a única presente naquele salão é a soberana que me faria ficar de joelhos com apenas um sorriso. Ivy está com vários rizamans ao seu redor, como sempre foi. Em suas mãos ela carrega várias flores diferentes, enquanto as bolotas coloridas deixam pétalas por todo o salão. – Eles estão ajudando a decorar o salão.

Meu peito arde de desejo, estamos aqui sozinhos. Esperança se aproxima e me abraça, beija meu rosto, muito perto de meus lábios, prendo a respiração e minhas mãos apertam sua cintura.

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