Capítulo 16 - Ravi

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Vou em direção ao meu quarto, amaldiçoando Rá e meu irmão na disputa pelo coração de Ivy, assim que ela saiu daquele salão Doriam e eu começamos uma longa discussão de quem seria a chance de fazer a primeira corte a ela. Parando apenas sob o olhar especulativo de nosso pai. As paredes estão vermelhas, enquanto caminho até o quarto, meus passos ecoam, passo pelo quarto de Ivy, ao lado do meu, paro ali um instante sorrindo. Tenho esta vantagem ao meu favor.

Quando entro porta adentro, minha garganta fica seca. E como predador que também sou, fecho a porta rapidamente, a sensação que tenho é que um raro e frágil animal entrou nos domínios de um caçador.

Deitada de costas em minha cama, balançando seus pés como para cima está Ivy.

Havia trocado o vestido pelas vestes de dormir, uma camisola curta, que deixava seu corpo completamente a mostra, engoli em seco. Ivy realmente havia se tornado uma bela mulher com curvas provocantes em seu corpo de bailarina. Fiquei parado na porta, impressionado demais para me mexer, anestesiado com a sorte dela estar ali. Preocupado com a chance dela fugir.

Esperança estava de costas para mim, bebendo algo claro em uma taça. Ela não parecia triste pelo termino súbito de seu relacionamento, sim, Doriam e eu ouvimos quando ela largou aquele semi soberano. E agora ela estava ali, relaxada em minha cama.

-Vai ficar só olhando? –Diz ela em um tom divertido. Fico surpreso, e meu corpo reage a este convite, um sorriso grande e vitorioso estampa meus lábios. –É sério rabugento, pegue uma taça para você.

Resmungo e vou em direção ao balcão, fico surpreso ao ver minha reserva de bebidas divididas pela metade. Olho-a com acusação, ela dá de ombros.

-Não me olhe deste jeito, afinal eu tinha que vim ligar a luz para afastar o monstro de debaixo da cama. –Ela ri. E me olha com divertimento. – Durante os cem anos que você passou fora, eu vinha até seu quarto ligar a luz.

Começa a rir. O som é encantador, quero ouvi-lo para sempre. Contudo uma parte de mim quer que ela pare de se divertir as minhas custas, quero que ela também veja o amante que lhe espera.

-Então se atreveu a vir em meus aposentos? Pegar minha bebida, deitar em minha cama. –Digo tentando soar mais dominador.

-Sim. -Disse ela piscando os olhos absurdamente dourados. – não foi difícil descobrir onde estava seu estoque de bebidas, e quando eu não queria ser achada era aqui que eu ficava, com a luz acesa, claro.

Engulo seco imaginando aquele corpo em meus lençóis. Ela ainda está sorrindo.

-Você dormia aqui? –Peço rouco.

-Claro, adoro sua cama. –Diz ela. Me aproximo, sento-me em frente a ela olhando seus olhos, seu corpo, seus seios estão empinados. –Ei, meus olhos estão aqui em cima, sabia?

Então está notando minha investida. Sorrio.

-Difícil não examina-la. –Digo um tanto baixo. –quando foi que cresceu, Ivy?

Saboreio seu nome em minha boca.

-Uns cinquenta anos. –Diz ela baixinho. –Por que fala assim comigo?

Aproximo-me e pego uma mecha de seus cabelos. Olho em seus olhos e ela está sinceramente curiosa. Mas, algo se acende lá dentro, compreensão.

-Você me acha bonita. –Ela ri, eu não coro, me aproximo mais. –E a garotinha impertinente e chata que devia voltar para o lugar de onde veio?

-Creio que se tornou uma bela mulher, que ficara está noite na minha cama. –Digo puxando seus cabelos da nuca e aproximando seu rosto do meu.

Ela arregala os olhos, mas tem um toque de divertimento ali.

-E se eu sair agora mesmo seu mandão? –Ela fala com aquele toque de divertimento. Meu corpo reage à rejeição, olho com severidade para ela. –Acha que o temo, Ravi?

-Hum. Acho que sabemos onde isto vai parar... Não é mesmo? –Puxo seus lábios contra os meus, fico a milímetros. Ela morde os lábios sua respiração está ofegante, eu sorrio, e apenas roço os lábios nela, ela estremece, se ajeita mais perto do meu corpo, deito-a na cama, ela não me impede. –Você sabia que seria assim, é minha.

Ela abre os olhos e me empurra.

-Não sou sua. –Diz ela se afastando. Não deixo ela me afastar prendendo suas mãos, ela arfa.

-Você estava no meu quarto, pequenina. – Digo, contornando seu rosto com os dedos. – Agora me diga, que será minha.

Beijo-a com intensidade e ela corresponde quase que imediatamente, seus lábios são veludo, é delicada. Quando ela geme contra meus lábios, meu corpo reage aquele som, empurro seu corpo contra a cama, ela me recebe sem perceber, fico pronto para Ivy, ela sente através de nossas roupas. Quero-a como nunca quis qualquer coisa em minha existência. Estou abrindo seu vestido, com ela ofegando, os olhos dourados impregnados com luxúria. Ivy faz um leve não com a cabeça, mas se rende quando meus lábios tocam seu pescoço, queixo e lábios. Com um rosnado, puxo-a para meu colo, minhas mãos abrem caminho para senti-la, sinto sua camisola e o tecido de sua calcinha, acetinado quando coloco ali minha mão. Ela dá um grito surpresa, e fico feliz por aquilo surpreende-la. Está quente, úmida e receptiva.

-Ravy. –Diz ela enquanto a toco. Cravo meus dentes em seu ombro, para deter a vontade de possui-la naquele instante.

Seu corpo se arqueia, e volto a olha-la, seus olhos estão concentrados nos meus, tiro dali meus dedos e a afasto de volta para cama. Começo a retirar minha calça, seus olhos se cravam neste movimento, então ela me surpreende e se distancia.

-Ravy, eu quero, divindades quero demais, mas não podemos. –Diz ela, com o rosto corado. Não consigo controlar o impulso de dominar, não sei de onde vem, mas ela é minha. Rasgo o tecido que lhe cobre seus seios e os tomo entre meus labios. - Pelas divindades de todos os reinos.

Diz ela em suplica, e volta gemer e me beijar, ela também está faminta por mim, suas mãos inspecionam meu corpo, ela me encontra rijo, e passeia suas mãos ali, ela geme em aprovação. Jogo a cabeça para traz com seus toques, divindades, jamais esperava sentir algo tão forte por alguém, seu simples toque é o bastante para me alterar.

Não serei egoísta, provoco minha amada, meus lábios percorrem seu corpo desvendando seus segredos. Meus lábios passeiam até que encontram seu lugar mais íntimo. Minha boca explora aquela doçura coberta por cetim, então finalmente a provo. Ela se arqueia, é mais um grito de surpresa, mas seus quadris estão se movendo de encontro aos meus lábios. Ivy geme meu nome.

Então escuto o som de algo se quebrando. E ela está longe com um lençol enrolado em seu corpo, enquanto o meu está no chão. Estou indo atrás dela, mas ela levanta as mãos.

-Por favor. Maldição, não quero que queime. Não posso fazer isto com você... meu Ravi. –Ela sorri ao dizer Meu.

-Vamos casar agora Ivy. –Digo indo até ela. –Não posso esperar.

-Você tem que conhecer esta nova Ivy antes de casarmos meu querido. –Ela diz jogando quadril para o lado. Estou louco. –Precisamos esperar ao menos um pouco.

Corro um pouco atrás dela, ela ri, até que nos cansamos. Aceito a derrota.

-Tudo bem, deixe-me conhece-la. – Falo sorrindo. -Então minha pequena...

Digo quando ela se senta ao meu lado.

– O que tem feito?

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