Capítulo 11 - Ivy

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Estou na biblioteca do supremo reino estudando, papai e mamãe sempre pedem sobre meus estudos e tento mantê-los atualizados. No momento estou lendo sobre a quase extinção dos Gardianos, quando eles era movidos apenas por impulsos e instintos, eram como animais, mas não a pureza destes seres, inteligentes porem sem ambição alguma, vontade alguma de continuar em seu mundo regido por eles, coisas básicas os moviam, fome, sede, se proteger da chuva criando casinhas, coisas tão básicas. Eles não tinha alma em seus olhares, só os tiveram com a chegada dos soberanos.

-Obrigado divindades, por nos darem a chance de cuidar deste mundo. –Mando minha silenciosa prece a eles.

Todos os dias Gardianos completam dezessete anos, sei disto por que um pouquinho de meus poderes é submetido a cada um deste aniversariantes. Lembro da minha confusão quando tudo isto começou, como era complicado entender a função dos soberanos e semi soberanos, contudo foi para tal cuidado que fomos designados. As divindades deram a este mundo os soberanos, para que desta forma, os Gardianos finalmente pudessem ter sentimentos.

Imagine que triste um mundo sem amor, paciência, felicidade. Agora eles os tem. Quando nascem não dependem tanto de sentimentos e sim de impulsos, os pequenos gardianos tem fome, cólicas, sede, e os semi soberanos da felicidade e da insatisfação. Como adoro os pequeninos com suas bochechas gorduchas e seus olhos brilhantes. Acontece que quando criança os gardianos sempre são preenchidos com o sentimento de algum semi soberano, é um perfeito balanço entre sentimentos de tristeza, afeto e carinho, assim todos os semi soberanos tem sua chance de mostrar seu valor, mesmo os que habitam as trevas, isto é por que nem sempre eles estiveram lá, e os sentimentos que vivem na luz também podem ir morar nas trevas.

Assim quando os gardianos completam dezessete anos eles conhecem os sentimentos soberanos. Somos Equilíbrio, Justiça, Determinação, Coragem, Paixão e Esperança. É assim que eles conseguiram escolher os quatro sentimentos que os movera para o resto de suas vidas. Eles não podem ficar os soberanos, mas podem orar e pedir por nosso auxilio todos os dias se quiserem e enviaremos uma pequena parcela nossa para eles, contudo são os semi soberanos que são escolhidos, os gardianos são obrigados a escolher pelo menos um sentimento que reside nas trevas, é o teste das divindades para eles, sendo assim eles podem ou não ser corrompidos. Os semi soberanos mais escolhidos da luz são Amor, Ambição, Valentia e Astucia, e do lado das trevas é Desejo, Orgulho, Vaidade, Ganancia, são pilares comprometidos com seus lados. Contudo a gardianos que decidem ter existências excêntricas, sendo assim escolhem, Proeza, Indelicadeza, Ódio e acredite se quiser, Prudência, se eles conhecessem o dono deste sentimento não estaria tão certa se ele seria tão forte sentimento, a semi soberanos que nunca são escolhidos, exceto por raras ocasiões como o Insano, pobre Insano, seu último gardiano morreu a três anos, por enquanto ele apenas alimenta com seu sentimento adolescentes e as preces dos desesperados.

Fiquei tanto tempo pensado em divindades, soberanos e gardianos, que não percebo Terna se aproximar, ela respira fundo e segura sua cabeça com impaciência, ela não me vê atrás de minha pilha de livros, penso em me pronunciar, mas a escuto com sua voz chorosa.

-Parem, parem, pelas divindades parem. –Ela implora e bate em sua cabeça. –Não atenderei sua prece, não posso permitir... não.

Ela fala para si, então me surpreendendo em um momento que jamais pensei ver minha irmã ela cai de joelhos e chora. Levanto rapidamente e corro até ela.

-Minha irmã. Terna, Por favor me responda. –Digo e quando a toco ela tira as mãos dos ouvidos e se afasta de mim, ela me olha com raiva.

-Está me espionando?! –Acusa, levantando e me encarando, ela limpa com raiva suas lagrimas. –Me deixe em paz Ivy.

-Não, digo sim, ouvi você falando, mas, não estava espionando. Fiquei preocupada, eu estava estudando. –Quando digo isto seus olhos correm pela pilha de livros e seus ombros relaxam. –Você não atende suas preces Irmã?

-Não é da sua conta. Não ouse contar aos nossos pais Ivy, eles não, eles não entendem que simplesmente não posso...

Ela fala como se lhe ocorresse agora que eu poderia sair correndo e contar a Fairy e Drakon.

-Isso cabe a você contar, mas...

Ela levanta o queixo.

-Sem, mas. –Diz ela baixo. –Meu sentimento é problema meu, entendido?

-Problema? Mas, irmã...

-Sem, mas. –Volta a dizer, me dando as costas. Mas resolve voltar. – Me diga apenas uma coisa. Sim?

Concordo.

-Eles. –Diz ela se referindo aos gardianos. –São como dizem? Por que para mim, estes humanos não nos merecem.

-Como assim? –Pergunto confusa.

Ela pisca e nega.

-É claro que você não entenderia. –Ela vai embora, me deixando confusa.  

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