Capítulo 3 - Terna

59 7 3


Fairy é tão bonita, seus cabelos negros são moradia de estrelas ela se veste de negro, sua pele é clara e brilha suavemente. Fico observando-a sentada em seu trono dando ordens, todos a escutam. Sinto-me orgulha em ser sua filha adotiva, ela é respeitada e amada por todos, e mesmo assim é séria não fica rindo pelo palácio como uma desajeitada. Sim, penso com meus botões, é assim que se deve conquistar o respeito dos outros. Olho ao redor, nervosa, ninguém me observa, então sem ninguém ver aponto para o chão na minha frente e imagino pequenos gardianos me olhando com admiração. Mordo os lábios volto a olhar ao redor e então discretamente brinco que estou dando ordens.

'Ei, você! Vá agora para o calabouço, não adianta pedir clemencia! Aprendera a não deixar os rizamans entrar".

Continuo sentada tomando meu chá enquanto observo Fairy, já sei o suficiente para saber que um dia, quando crescer, casarei com Doriam ou Ravy e reinarei com um deles em seu reino. Preciso aprender o que posso com Fairy enquanto tenho tempo, para ser uma boa rainha para meus súditos. Minha "irmã" Ivy, jamais será uma boa rainha.

Olho para Fairy que ouve atentamente o que Ravy e Doriam dizem, as respostas dela são curtas, mas são prontamente atendidas quando eles se sentam em seus respectivos lugares. Em todo salão as pessoas prendem a respiração quando o Supremo Soberano entra, as paredes estão negras, assim como o humor de Drakom.

Já sei que hoje é o dia de um julgamento e que devo me comportar e assistir a tudo com muita atenção. Ainda não há sinal de Ivy e espero que ela não venha. Contudo minhas preces não são atendidas, Ivy entra e senta ao meu lado sorrindo como uma boba com os cabelos sujos de folhas, ela parece ter o dobro de folhas por que elas refletem no seu cabelo espelhado. Reviro os olhos, me vendo refletida ali, limpa como mamãe.

-O que esta acontecendo? Vamos dar uma festa? Por que papai está bravo, por que mamãe está séria, por que aquele Semi-soberano que fica bajulando a gente não esta bajulando alguém? –Pergunta ela de uma folego só.

-Fica quieta Ivy, é um julgamento. –Mando-a se calar. - você deve se sentar e tentar aprender algo, como um dia poderá ajudar qualquer reino se não se comportar?

- Você é sempre séria demais Terna. Alem do mais, se eu cuidar de algum reino será o reino feliz, portanto não preciso me comportar.

- Não existe reino feliz. –Digo indignada.

- Existe sim. –Ela fala com voz de choro. –é onde os rizamans moram.

- Aquele é um reino pevertido e. –Fairy olha para mim surpresa, então faz um gesto mandando que eu me cale. Fico rubra e olho zangada para Ivy, que fica olhando para mim esperando que eu continue. –Chega, fique quieta e vamos ver o julgamento.

Rufus o semi-soberano da frieza entra carregando Vikram que está algemado, ele vem até o meio do salão. Ouço Ivy prender a respiração. E observo tudo atentamente.

- Semi soberano do desespero Vikram, você foi trazido a julgamento devido a seus experimentos de origem duvidosa. – A voz forte de Drakom retumba por todo o salão. – Seus crimes serão julgados de acordo com os parâmetros usados pelas normas do supremo reino. O que você tem a dizer em sua defesa?

- Não são de origem duvidosa, apenas estou tentando descobrir como melhorar meus suprimentos de infusões de cura e assim auxiliar os semi-soberanos do reino. – Vikram soa como ele, desesperado.

- Experimentos com sangue, o que você diz disto Vikram? – A voz de Drakom é fria.

-Só um pouco, veja bem se eu pegar o sangue da soberana da tranquilidade e utilizar nas infusões isto faz com que diminua a dor, pode ser usado em humanos, podemos salvar vidas. –Ele fala com algo na voz, algo que não reconheço, então de forma estranha ele olha para Ivy, que coloca mão no peito como se tivesse sido atingida. Ivy arregalo os olhos chocada, mas fica onde está. Gostaria de perguntar o que ela sentiu, mas permaneço quieta.

-Não é permitido usar nossa essência para experimentos, isso em mãos erradas pode ser uma catástrofe. –Drakom eleva a voz. –Você é culpado por...

-Não. –Grita Ivy tento agarra-la, mas ela corre até Vikram e se joga contra seu corpo, ela é pequena e ele a olha com carinho. Ela se abraça na perna do semi soberano do desespero e se virando para Drakom com seus olhos dourados brilhando começa a falar. –Papai, ele não fez por mal, não é justo ser condenado por tentar ajudar os humanos e os semi soberanos, o que ele fez pode não ser certo, mas a intenção foi boa, vale a pena condenar um semi soberano por ter boa intenção? Eu li nos livros da mamãe que o que valem são as intenções.

As paredes ficam daquele cor alaranjado, a cor do orgulho. Todos respiram aliviados, e Drakom não contem um sorriso, mas olha severo para Ivy.

-Nunca me interrompa, mas de fato, vamos analisar melhor esta situação, como sendo sua primeira intervenção. –Drakom está olhando para Ivy, todos estão olhando para ela, mesmo mamãe. Baixo os olhos tentando conter minhas lagrimas, ela é sempre assim e recebe todas as atenções.

Os Soberanos de GardiaLeia esta história GRATUITAMENTE!