Capítulo 20 - Ivy

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Chego juntamente com Rex ao reino das trevas. Minhas pernas não vacilam ao me levar em direção aos degenerados matadores de gardianos. Quando chego ao grande salão me surpreendo ao ver Doriam se informando sobre o último século.

-Isto é terrível, Sensibilidade deveria ficar no reino da luz.... –Interrompo-o, para mim isto é notícia velha. –Olá Esperança.

-Chame Dorpax e Fork aqui agora, devo julga-los por seus crimes. –Doriam olha enquanto é deixado falando sozinho por seu semi soberano da igualdade. –Olá Doriam, a propósito Malicia quer voltar para o lado da luz, mas não vejo pureza em seu coração, contudo é sempre bom levarmos em consideração...

-Que a faz pensar que pode dispensar meus comandos? –Doriam me repreende. Me surpreendo com sua acusação, e estufo meu peito, fazendo-o olhar para aquele ponto.

-Tenho a autoridade de cem anos, e acho que isto é o bastante. –Falo com autoritarismo. –Drakon me concedeu esta honra.

-Que seja, mas não ouse me interromper novamente. –Diz ele em tom de aviso.

-Ora, fique quieto, não ouse você falar comigo como se eu fosse uma mera criança. –Digo lembrando do motivo que me trouxe aqui. –E falando em criança, espero que seus assuntos sejam mais importantes do que dois semi soberanos das trevas assassinarem crianças gardianas.

Ele dá um passo em minha direção.

-Creio que me precipitei, peço desculpas. Eles serão devidamente punidos. –Aceno sabendo que o assunto agora está em boas mãos.

-Então você os prendera na torre do arrependimento? –Doriam concorda, e já estou dando meia volta quando este pega em minha mão. –Algo mais? Deseja que eu mesma de a sentença?

Rex usa este momento para fazer graça.

-Eu poderia receber uma sentença sua esperança. –Fala Rex. –Me puna com beijos.

Doriam grunhe algo fazendo Rex recuar. Dorpax e Fork chegam neste momento. Dorpax me olha com um misto de raiva e perturbação. Doriam aplica o castigo, cinquenta anos na torre do arrependimento, e se até lá não houver tal sentimento, mais cinquenta serão aplicados. Nunca fui tão dura, mas ao lembrar dos olhos daquela menina concordo com a punição do soberano. Sim de fato faltava alguém com um pulso mais firme por aqui.

Doriam dispensa todos na sala exceto a mim. Ele se aproxima e sorri.

-Você me surpreende esperança, certamente será uma ótima esposa. Meus olhos se arregalam, mas Doriam não percebe pois preenche uma taça de vinho para nós.

- Preciso ir. – Digo batendo com a mão na testa.

-Onde pretende ir, a mais bela de todas? –Sua voz me pega de surpresa, me viro para encarar Doriam. Ele se aproxima cheio de confiança e me entrega uma taça de vinho.

-Nem tivemos tempo de conversar, nós dois. –Sua voz é suave, ele passa as mãos por meus cabelos, um movimento suave e íntimo. Algo dentro de mim se aperta, mas deixo este pensamento ir embora. – Eu não bebo vinho.

Faço uma careta para taça.

-Senti saudades, Ivy. Não imaginei que minha volta seria presenteada com tanta beleza. –Ele me afasta de seu corpo e estende a mão para meu queixo. –Como pode algo que já era perfeito, ficar insuperável?

Rio do jeito galante de Doriam. Ele se aproxima com uma suavidade calculada, estamos em seu reino, sinto o seu ser emanado como ondas na minha direção, ondas de determinação. Respiro fundo aquela sensação agradável. Doriam está perto, seus dedos descem sob meus ombros até pegar meu pulso, ele faz uma leve pressão ali. Então coloca minha mão sob seus ombros. Abro os olhos, erguendo meu olhar para o de Doriam.

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