Capítulo 19 - Ravi

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A mesa do salão está repleta de comida e bebidas exóticas, fico a todo momento olhando para porta esperando o momento que Ivy entrará para se juntar a nós. Ora, por que ela demora? Certamente dei o espaço que pediu a noite, e não tentei ultrapassar seus limites. Tento observar ao meu redor, pareço um adolescente cheio de hormônios, não gosto da sensação de não estar no controle.

Fairy conversa seriamente com Drakon, que assente concordando com qualquer coisa que justiça lhe fala. Doriam meche com um cara de nojo uma espécie de pudim marrom, ele e Terna parecem estar tentando muito ignorar um ao outro. Será que aconteceu algo entre eles? Reparo os movimentos contidos dela, enquanto Terna pega pequenas poções de sua comida com garfo, lança olhares aflitos para Doriam. Terna nota que estou olhando-a e sorri, sorrio de volta para aquele que é com certeza o sorriso mais tímido do supremo reino.

Ela fica rubra e limpa os lábios em um guardanapo azul.

-Terna. –Fala Fairy com carinho. –Minha querida, já não é hora de devolver as funções para Doriam.

Doriam para de mexer no pudim e olha para Terna. Realmente a olha pela primeira vez desde que chegamos. Ela devolve o olhar, parece que a sinto daqui segurar a respiração. Doriam fica mais ereto na cadeira e olha para Fairy deixando Terna ainda mais vermelha.

-O que quer dizer com devolver minhas funções? –Pergunta Doriam finalmente colocando o pudim na boca, ele mastiga e faz uma careta.

Drakon começa a falar.

-Os seres inúteis que Ferock deixou só cuidaram do equilíbrio e não dos humanos em Gardia. Quando tinham que defender o reino, eles se recusaram dizendo não ser sua função, tinham que manter o equilíbrio, eu quase os matei! EU SOU o equilíbrio, mas não adiantou explicar para aqueles seres ignorantes, então Ivy assumiu primeiro os dois lados, o que achei perfeito, no entanto ela não é duas, e Terna assumiu as trevas.

-Mesmo? –Pergunta Doriam se dirigindo para Terna com admiração. –Me conte o que achou de meu reino.

Sua voz estava empolgada, e Terna sorriu como uma menina que recebe um prêmio.

-Seu reino é sombrio, e posso dizer que o respeitam muito por lá. –Disse ela com uma voz baixa, mas firme, sem tirar os olhos de Doriam. –Visitei algumas vezes, a função de cuidar dos humanos ficou para Brutos, tenho muito com o que lidar sendo a paixão, e Brutos ficou feliz...

-Brutos? –Ruge Doriam. –O que tentação tem a melhorar em meu reino. Como pode ser tão irresponsável? Você é paixão, seus poderes poderiam ter trazido mais calma por lá, mais harmonia, e você deixou que Tentação cuidasse das trevas? É a mesma coisa que por ouro na frente de ladrão.

-Não se preocupe com isto Doriam, o quanto pode Ivy cuidou de ambos os reinos. –Disse Drakon orgulhoso. –Acho que foi isto que uniu ela a Brutos no final das contas, eles lutam surpreendentemente bem juntos, apesar de eu ser contra este relacionamento.

- Mas você não precisa mais se preocupar, meu querido. – Fairy acaricia a mão de Drakon. – Brutos e Ivy romperam noite passada.

As paredes ficam amarelo vivo.

-Terminaram não é? Vê, como Rá é útil? –Diz Drakon com um sorriso.

Trinco meus dentes, Ivy não pertence a Rá, ela é minha só minha, quero gritar aos quatro ventos, mas me calo.

-E cadê a Ivy? - Digo abruptamente. Não consigo mais tolerar sua ausência.

-A bela dos cabelos prateados e olhos que refletem sua bondade e lealdade com Gardia e supremo reino, a soberana filha da divindade que nos traz luz ao amanhecer e uma noite cheia de sussurros e ventos mornos, que se apodera do coração de príncipes e reina sob os rizamans....

Fairy bate com seu copo na mesa.

-FALE LOGO Defu. Por mim e Drakon você é muito chato. Pensei que o prudente era insuportável, mas vejo que me enganei. –Diz Fairy com raiva.

-Ela está lutando com seus guerreiros em gardia vossa magnifica, ó mais bela entre as mulheres, aquela que inspira quadros. –Ele tenta continuar, mas as paredes viram um cor de irritação cinzenta.

-Deixe minha mulher em paz, seu tolo. –Drakon fecha os olhos, e respira fundo. –De fato ela está lutando, sinto sua ira, e a sua esperança fazendo as trevas sucumbirem.

-Belas palavras meu senhor. –Fala Defu.

No entanto, já estou de pé juntamente com Doriam.

-Não me comunicaram por que? Não a quero lá. –Falamos juntos.

-Ora vocês estão fora a cem anos, cria-se uma rotina aqui sabiam disto? Ivy assumiu suas funções a noventa anos... e os semi soberanos ainda não se acostumaram ao retorno de vocês.

- Vou busca-la. – Digo.

- Não sem mim. – Doriam sai ao meu lado e Terna o olha com misto de raiva e decepção.

Quando chegamos a Gardia, a destruição da pequena aldeia é total, procuro Ivy com os olhos, mas só encontro Rex e Manola. O semi soberano do vício Fork luta contra eles.

Meu coração dispara conforme a procuro desesperado. Finalmente a vejo, mais afastada dos outros, travando uma batalha para si. Estou orgulhoso da coragem que noto em seu olhar, enquanto ela fita atentamente Dorpax, que tem flechas atravessadas pelo corpo todo. Flechas que pertencem a aljava de Ivy.

Dorpax tem um martelo e ele o usa para atingir Ivy na barriga, Ivy voa alguns metros batendo sob uma arvore e quebrando-a. Ela ruge ofensas a ele, enquanto levanta. Doriam e eu atacamos Dorpax juntos, ao mesmo tempo em que Ivy se levanta e o atinge no ombro com seu punhal, então em meio a dor de Dorpax ela nos olha surpresa.

-Vejam quem acordou, vão para aquele lado guerreiros. –Diz ela e Dorpax enfim percebe nossa presença, começando a se afastar.

- Um dia esperança, vou destruir toda esta sua coragem e me alimentar de sua agonia, vou fazer você em mil pedaços. – Ele ameaça e a ataca novamente, quase acertando o punhal de seu martelo em sua barriga antes de desaparecer.

Ivy respira fundo, olhando para os lados enquanto todos começam a desaparecer. Então encara os semi soberanos que trouxe com ela. Ele estão ofegantes mas satisfeitos consigo mesmo. Eles buscam o olhar dela de aprovação. E ela sorri quando diz a eles.

-É sempre a mesma ladainha, bla bla, farei você perder sua esperança e te farei em pedaços... –Fala ela, fazendo com que todos seus seguidores riam com ela. Conheço esta tática, ela está acalmando-os, mas sentiu os dures golpes de Dorpax. –E vocês dois. O que fazem aqui?

Ela nos olha surpresa, e bate as vestes.

-Viemos resga... ajuda-la. –Diz Doriam. Ela olha para os lados e franze as sobrancelhas. – Não que precise de ajuda.

-Teria sido sensato chama-los, veja como saíram com o rabo entre as pernas quando chegaram. Me desculpem, esqueci completamente que estas eram suas funções, digo, são, podem toma-las de novo para si. –Ela fala sem rodeios, e olha frustrada para os lados. - Sua presença realmente espantou eles.

Doriam e eu enchemos o peito e nos encaramos irritados. Assim voltamos ao reino.

- Vou tirar Brutos do comando e ocupar meu lugar em meu reino. Com sua licença, minha bela. –Explica Doriam enquanto beija a mão de Ivy, e eu resmungo.

Quando ficamos sozinhos a beijo. Ivy se entrega naquele momento e permite meus carinhos por algum tempo. Estou fascinado por ela.

- Conheço está adaga. – Digo um tempo depois a ela, e um sorriso se abre em seu rosto.

- Posso devolve-la, mas na verdade não vou, ela se adaptou a mim. – Diz ela antes que eu a empurre na parede e cole meus lábios nos delas novamente. 

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