Capítulo 25 - Doriam

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Vejo as divindades se divertindo e brilhando, a risos por todos os cantos. Contudo é Ivy que prende meu olhar, ela é simplesmente esplendida, a festa que organizou para Fairy está perfeita, todos se divertem. Vejo-a rodopiar com Ravi na pista de dança, seus cabelos capturando as luzes dos pirilampos e tochas, meu irmão não perdeu tempo está sempre rodeando esperança. Aproveito quando uma das divindades convida meu irmão para dançar, e me aproximo de Ivy.

-Me daria a honra de uma dança? –Ela está corada de alegria e assente. –Sua festa está sendo um sucesso.

-Todos ajudaram. –Diz com aquela voz de beleza profunda e melodiosa. Seus olhos estão fixos em um ponto distante, não consigo ver o que ela vê. Tento chamar sua atenção para mim. –Notei que ficou triste em saber de seus pais, na mesa quando falaram sobre filhos.

Acerto. Sua concentração volta para minhas palavras. Respiro aliviado, divindades, como a quero, quero que esteja feliz em minha companhia, que me deseje e lance olhares apaixonados.

-Estou confusa sobre o que pensar deste assunto, mas talvez isso responda a minha pergunta do por que eles não me visitarem. –ela sorri, e antes que algo me impeça acaricio seu rosto. Ela sorri grata com o gesto. –Você é gentil Doriam.

Puxo seu corpo mais perto do meu. Seu cheiro doce invade meu ser, tenho a estranha vontade de ergue-la em meus braços e leva-la até meus aposentos. Conheço as determinações de Rá, por isso não o faço, teremos tempo quando casarmos, estou lhe dando espaço para avalie suas opções. Ela e Ravi não tem chance alguma, ele a infernizou quando era nova, e com certeza Ivy não cairá em seu charme forçado. Quanto a nós, temos uma história, sou seu primeiro beijo, e depois disto lembro que me lançava olhares de desejo. Não me aproveitei disto na época, e nem faria agora, sou paciente o dia da escolha chegará, e depois teremos todo o tempo do mundo. Ela será uma rainha para as trevas.

Dançamos pelo salão e ela ri das voltas e minhas maneiras.

-Dança muito bem. –Fala Ivy, rindo e ofegante.

-Tenho uma boa companhia. –Ela me empurra levemente e ri.

-Mentiroso, mas esta é função dos amigos, mentir para nos deixar felizes e confiantes. Sabe, você tem sido um modelo para mim, observando seu reino percebi o quanto tem que ter paciência e cautela, coisa que eu não tinha a algumas décadas atrás.

Seus elogios me deixam mais confiante. Pego em sua mão e a levo até uma cadeira.

-Veja. –Diz ela apontando para a irmã, que nos observa e abaixa o olhar. –Convide Terna para dançar, ela estava admirando seus movimentos.

Diz ela me cutucando. Seus olhos se concentram nos meus com expectativa suspiro e para agrada-la vou até Terna.

-Posso ter a honra? –Pergunto, ela assente e fica imediatamente em pé. Pego sua pequena mão, e vamos para a pista, Terna é uma dançarina melhor que Ivy, seus movimentos são suaves e perfeitos.

Ela divaga sobre as divindades e decoração. Seus cabelos ruivos balançam com beleza caindo em cascata sobre os ombros e costas. Seus olhos estão brilhantes e um pequeno sorriso se esconde em seus lábios. Terna suspira quando encosta sua cabeça em meu ombro. Meus olhos estão preocupados em encontrar Ivy, ela despareceu do salão, de canto de olho vejo Ravi se afastando. Fico tenso até ver aquela divindade Sol indo atrás de meu irmão. Feliz danço com mais disposição. Ivy ficará feliz em ver o quanto a irmã está se divertindo, provavelmente logo estará de volta.

-E qual sua opinião sobre isto? –Pergunta Terna, sua voz esta esperançosa, e noto que não estava prestando atenção no que ela estava dizendo. –Concorda que seria uma união perfeita?

Nossos olhos se encontram os dela repleto de um apelo que não compreendo, então desvio meu olhar. Vejo Ivy entrando, ela sorri para mim.

-União perfeita. –Concordo.

Os braços de Terna me apertam, e a música termina, peço licença enquanto me afasto para conversar com Ivy que ri de algo que Ravi que chegou agora lhe conta. Ravi está vermelho e um tanto irritado, e a divindade chamada Sol permanece mais afastada cochichando com Cometa. Me aproximo e abraço a ambos. Terna se une a nós e passamos o resto da noite falando sobre divindades e o fato de não terem muito limite.

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