Capítulo 4 - Ivy

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Por que aqui são todos adultos? Terna não quer brincar e é a única criança além de mim. Nem conversar ela quer. Todos aqui são tão chatos, quero brincar e ver sorrisos. Continuo ajudando o Ravi a colorir seu desenho, está tão feio este aqui, e também está sem cores então para melhorar fiz um sol brilhante, em uma coisa que batizei como sendo a ilha dos mamutes e um grande sorriso na ilha da caveira, estou sinceramente feliz com as borboletas nos templos, tem um templo até com o meu nome, papai e mamãe disseram que um dia posso ir ver. Espero que sim, e também que não demore.

Paro e admiro meu trabalho, falta alguns arco íris, mas está muito bom. Ouço a porta atrás de mim bater e estufo meu peito para mostrar a Coragem o que fiz. Ravi está com a boca aberta de tão satisfeito que ficou com meu trabalho.

-Espere que vou terminar, faltam mais arco-íris. –Reprendo ele. Ravi se aproxima e me pega no colo, balançando a cabeça. Sou levada até a porta e deixada do lado de fora sem nem uma palavra.

Que grosseria, aposto que vai fazer os arco íris sozinho.

Fico esperando pacientemente até ele sair para me mostrar sua parte no nosso desenho. Ele demora um pouco, mas finalmente sai e olha em minha direção.

-Mas, o que? O que está fazendo aqui sua peste? –Ele pede com os olhos cheios de reprimenda.

-Aquele é meu desenho também. –Digo com autoridade na voz que aprendi com a mamãe, ela fala assim com todo mundo, menos comigo, por que se não eu choro.

-Não entre mais em meu quarto sua... –Ele morde a boca e respira fundo, então pega em minha mão e me leva até meus papais. Ele bate à porta que sempre está trancada, tento dizer a ele para usarmos a janela.

-Vamos usar a janela. É por aqui vem. –Ravi me olha indignado, mas não consegue terminar o que ia dizer por que a porta é aberta e mamãe aparece ali.

Corro até ela e a abraço, ela não me abraça de volta, sempre evita fazer isto quando estão nos observando, eu reclamo um pouco, e ela me sobe em seus braços, tocando com a ponta de seu dedo meu nariz.

-O que ela aprontou desta vez Ravi? –Diz com a voz cansada.

-Planejei por semanas os ataques e posições, cada ser em seu devido lugar, e ela rabiscou com passarinhos.

-Borboletas. –Grito ofendida.

-Vê? Ela não me respeita, entra em meus aposentos, sempre cria confusão, da última vez que fui tomar banho ela botou algo na agua, e eu sai de lá rosa. –Penso em como ele ficou bonito e engraçado em rosa. Mamãe tenta esconder o riso, e Ravi continua. –E semana passada ela colou fitinhas na minha espada, fitas coloridas Fairy, como chegarei para meus inimigos e eles me temerão se verem estas malditas fitinhas?

-Eu quis ajudar mamãe. –O som dá risada de papai atinge meus ouvidos e eu pulo do colo de mamãe e me jogo na cama ao lado de papai. Ravi está olhando para nós com cara de quem não acredita no que vê.

-Deixe ela se divertir Ravi, é apenas uma criança.

-Ela não é uma criança, está mais para um filhote de Rizaman. –Ravi olha profundamente para mamãe ele tenta falar em voz baixa, mas escuto, por que me aproximo.

-Não consigo me imaginar um dia sendo casado com ela, ela é apenas uma criança travessa, e sempre será. Me recuso a aceitar qualquer compromisso futuro, esteja avisada Soberana da justiça. –Meus olhos se enchem de lagrimas.

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