Capítulo 42 - Ivy

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Que perfeito. O mundo está louco, um dos soberanos mais gentil que conheci virou um monstro, minha irmã está agindo como se fosse uma louca. E aquele semi soberano chamado Zun pergunta se queremos chá!

-Só se for um chá de lucidez. –Digo a ele. –Doriam se explique.

-Lucidez vive no reino...

-Ora, eu sei disso Zun. –Digo revirado os olhos. –É que seus soberanos estão. –Assobio e giro o dedo ao redor da orelha. –Malucos.

Quando recebi o chamado de Doriam por que minha irmã estava doente, não pensei duas vezes antes de correr para cá, afinal não fazia sentindo me preocupar, ele tem sido gentil, e Terna tem se mostrado mais feliz que nunca. Mas aqueles olhos agora estavam sem vida, estão sem o brilho dos soberanos, é como se um ser horrível estivesse consumindo Doriam.

-Darei um tempo para que pense na minha proposta. –Diz Doriam, ele se aproxima e passa os dedos por minha face, olho para Terna, ela continua olhando para frente, mas noto seu queixo tremer quando Doriam sorri.

Assim ele nos dá as costas, sem nem olhar um única vez para ela, então Doriam se encaminha em direção a porta, me deixando a sós com Terna. No momento que ele sai, ela pega minha mão e começa a explicar a situação.

Começo a andar de um lado para o outro. Estou chocada com as atitudes de Doriam, então falo novamente.

-Ele bateu em você? Se eu vê-lo ele vai se arrepender por ter encostado um dedo em você, ora se vai. Como ousa bater em uma soberana, como ousa tocar em um fio que seja de seus cabelos?! –Grito, olhando para Terna, noto o quanto ela é delicada, sempre foi uma dama, sempre mereceu estar com alguém que apreciasse a beleza que é estar ao seu lado, não um brutamontes que ousa machuca-la. -E ele acha que pode ficar comigo? Como isso passou pela cabeça dele? Todos sabem que sou louca por Ravi, eu o amo, e jamais, nem em um milhão de anos, faria tal coisa com você. –Falo de olhos arregalados e solto um som raivoso. –Mas afinal, o que deu nele?

-Bem, ele teve um breve momento de lucidez, e falou algo sobre uma criatura que vive em uma floresta, esta criatura está ludibriando sua mente, pode estar consumindo sua alma, veja como os olhos dele vem clareando. Para ajuda-lo precisamos sair daqui e contar para papai o que está acontecendo. Mas tem mais uma coisa, Doriam fechou os portais de entrada e saída. –Solto outro som frustrado e coloca um dedo sobre os lábios pedindo silencio. –Acalme-se, está tudo bem, porque ele esqueceu que posso leva-la comigo. Precisamos ser rápidas.

Ela diz pegando minha mão. A porta do quarto está trancada, mas ela fecha os olhos e ouvimos o tranco abrir. Corremos pelos corredores escuros, o som de nossos passos ecoando. Fico admirada em ver minha irmã tomando a dianteira, seus cabelos vermelhos voam a minha frente, ela para só de vez em quando para que não sejamos vistas. Felizmente ninguém tenta nos impedir.

Paramos em frente ao portal, ele é como um porta de vidro, que mostra vislumbres do supremo reino, só soberanos podem ultrapassa-lo, semi soberanos devem pedir autorização, mas as vezes surge um brecha na qual se pode passar, o que não é o caso já que estão fechadas até para que o supremo e a suprema soberana não possam passar.

Terna fecha os olhos e começa a se concentrar para abri-lo, o portal começa a ficar nas cores verdes, e ouvimos como se fosse o som de algo enferrujado sendo destrancado. Contudo quando parece que o portal está se tornando fino para que possamos passar Doriam chega.

-Traidora! –Diz ele apontando para Terna que abre os olhos e coloca os braços em frente ao seu rosto, isto faz com que uma fúria sem tamanho me envolva, e com um grito corro na direção de Doriam.

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