CAP-64

5.7K 482 19
                                    

Rafael: Voltou, então. - Disse, sorrindo, ao ver Alay descer de mãos dadas com Pablo.

Alay: Meu lugar é aqui. - Respondeu, retribuindo o sorriso. Pablo apertou a mão dela carinhosamente. Ela sorriu e deu um cheirinho, de leve, no ombro dele.

Pablo ia atender sua gana de beija-la, quando um gritinho avisou que alguém também sentiu saudade.

Alay: Amor da vida da sua mãe. - Chamou, estendendo os braços. Dulce quase pulou do colo de Larra, pulando pra mãe. Alay carregou ela, que riu, se abraçando a mãe. - Eu senti saudade de você. - Avisou, beijando a filha.

Dulce deu um beijinho sapeca na mãe, e riu. Alay riu e abraçou a filha. Sua família estava completa, novamente. Então a menina tapou os olhinhos, e abriu eles com rapidez.

Alay: O que foi, Dul? - Perguntou, sorrindo da filha. A menina tapou os olhos novamente e os abriu, ansiosa. Alay ia perguntar novamente, quando Pablo foi na frente dela, nas costas da menina.

Pablo: Olha ele aqui. - Disse no ouvido da filha. A moreninha se virou, feliz, e deu um gritinho alegre pro pai, que beijou a bochecha dela, rindo.

O jantar ocorreu normalmente. Larra já estava com seus 5 meses de gravidez, e sua barriga estava grande. Rafael conversava algo com Ster e Théo, Larra e Benjamin mimavam Diogo, e Alay e Pablo se namoravam por olhar. Dulce interrompia os dois com frequência. Depois, cada um foi pro seu canto.

Alay: Dulce Maria! - Chamou, quando viu Dulce por a fronha do travesseiro do pai na boca. A menina estava sentada na cama de Alay e Pablo, apoiada nos travesseiros, e tinha um no colo, com a ponta na boca. Dulce olhou a mãe, curiosa. - Não pode. - Repreendeu, prendendo a vontade de rir. - Dul! - A menina continuou olhando os dois, com o lençol na boca. - Tira isso da boca. - Pediu, se aproximando. A menina, entendendo, prendeu o lençol na boca e saiu engatinhando, no que achava ela ser rápido. Pablo ergueu a sobrancelha e riu, acompanhado por Alay. Dulce tropeçou consigo mesma e caiu de boca na cama, arrancando mais risos dos pais.

Alay: Não chora, meu amor. - Pediu, vendo o biquinho de choro que a filha estava fazendo. Não adiantou. Dulce desatou a chorar.

Pablo: Foi você. - Acusou, saindo de perto, prendendo o riso.

Alay: Super engraçado. - Ela pegou o travesseiro babado e jogou na direção dele, acertando-o nas costas. Pablo riu - Vem aqui, com a mamãe, vida minha. - Chamou, e Dulce, ainda chorando, foi com ela.

Pablo viu Alay sentar na cama e pegar Dulce no colo. A Morena ninou a filha por um instante, depois abriu o feixe da camisola, tirando um seio e deu pra menina, que se calou, mamando satisfeita. Ela sorriu e acariciou o cabelo da filha.

Pablo: E então? - Perguntou, se aproximando.

Alay: Sono e fome. - Respondeu, acariciando o cabelo da filha.

Pablo: Como você sabia? - Perguntou, confuso, olhando Dulce que já começava a fechar os olhos.

Alay: Se eu contar, você não vai acreditar. - Imitou ele, sorrindo ironicamente. Pablo riu e se inclinou pra ela, beijando-a levemente, e se afastou, voltando pro banheiro.

Os dois namoraram mais um pouquinho, e foram dormir debaixo da chuva forte. Dulce ressonava em seu berço. Tinha dois, mas nunca dormia em seu quarto, sempre no quarto dos pais. Só que Pablo dormiu muito pouco. Acordou e ficou olhando Alay dormir, calma. A felicidade por ela estar ali era tão grande, que chegava a sufocá-lo. Parecia um anjo, com suas feições finas, sua cor pálida, e seus cabelos pretos. Ele sorriu, passando a mão no cabelo dela. Mas o que seu rosto tinha de angelical, seu corpo tinha de demoníaco. Ela usava uma camisola de seda preta, e seu lençol estava embolado entre as pernas. A camisola tinha um decote em V, o que deixava ela exposta. O tecido, nas pernas estava grudado, decalcando as coxas firmes que a morena possuía. Seu corpo era farto, e suas curvas eram generosas. Um anjo no corpo de um demônio.

Alay: Hum... - Ela suspirou, acordando. Pablo tinha dormido atrás dela, de conchinha. Ela acordou sentindo o hálito quente dele em seu pescoço. - O que houve? - Perguntou, rouca e arrepiada, olhando pra frente no escuro.

Pablo: Não consigo dormir. - Murmurou enquanto ela se virava pra ele, ainda sonolenta.

Alay: Gostaria que eu o ajudasse a dormir, Pablo? - Perguntou, ameaçadora, sorrindo pra ele na escuridão. Ela estremeceu ao ouvir o riso do marido.

Pablo: Gostaria. - Confirmou, alisando a barriga dela firmemente - Mas não do jeito que você está insinuando. - Respondeu, malicioso, ao silêncio sugestivo dela.

Alay: Pablo, não! - Murmurou, quando sentiu ele ir pra cima dela, no escuro. A chuva açoitava tudo lá fora.

Pablo: O que? - Perguntou, contra a pele dela.

Alay: Dulce vai acordar. - Disse em um murmúrio, já se entregando aos carinhos dela.

Pablo: Não vai, não. - Respondeu perto do ouvido dela, sentindo a falta de resistência do lado da mesma.

Alay: Sim, ela vai. - Sussurrou, tentando empurrar ele, e ao mesmo tempo toda arrepiada.

Pablo: Quer ver? - Alay fez uma careta no escuro - DULCE! - Chamou em voz alta e grossa. Alay arregalou os olhos. A casa toda devia ter acordado.

Entretanto, a menina continuou dormindo, sem nem se mexer no berço.

Pablo: Viu? - Perguntou, sorrindo, se voltando pra ela. Uma coisa que sabia sobre Dulce era que ela só acordava quando seu sono acabava, ou quando sentia que algo sério estava acontecendo.

Alay: Mas...como? - Perguntou, ainda olhando a filha.

Pablo: Shiii... - Ele tapou a boca dela com o dedo - Agora você só fica quieta, e geme. - Brincou, rindo baixo. Alay estapeou ele, também rindo, mas foi pra cima dele, sentando-se em seu colo e beijando-o em seguida.

E assim se amaram pela 4ª vez, no dia. Qualquer um acharia isso absurdo, mas a saudade deles dois fazia disso normal. Alay acordou com frio no dia seguinte, e se espreguiçou, dengosa. Estava nua, tudo bem, mas tinha vários cobertores por cima dela, tapando-a rigorosamente. O tempo estava mesmo frio.

Original SinWhere stories live. Discover now