Chapter 43: Quem sabe um dia

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[Niall]
Eu estava em casa jogando no meu DSi, mas não aguentei e joguei ele de qualquer jeito no sofá, eu não estava conseguindo jogar sozinho, a cena dela sorrindo largo por estar ganhando, em como ela ficou feliz quando cruzou a linha de chegada antes de mim, tudo isso passava em minha mente. Momentos. Momentos que passei ao seu lado. Mesmo tendo sido poucos, foram ao seu lado, e por terem sido ao seu lado foram especiais. Me peguei derramando uma lágrima. Isso não estava certo! Júlia é minha, e eu não aceito dividi-la com mais ninguém. Sim, sou egoísta, e sim, sei que ela está sofrendo pelo que eu fiz, mas eu precisava de mais uma chance pra fazer certo. Me perdi dos meus pensamentos quando a campainha tocou. Me levantei passando a mão em meu rosto para limpar os rastros de algumas lágrimas e respirei fundo. Abri a porta e vi Daniel, que estava nervoso e inquieto. Estranhei, Júlia não estava com ele.

– O que você quer? Cadê a Júlia? - Perguntei já ficando preocupado.

– E-ela desmaiou! - Gaguejou parecendo desesperado.

– O QUE? - Berrei - Onde ela está?

– Ela tá no carro, vou levar ela pro hospital, só vim avisar! - Ele disse tentando se acalmar.

– Eu vou com você! - Ele assentiu. Saímos sem dizer mais nenhuma palavra e fomos até onde seu carro estava. Júlia estava deitada e desacordada no banco de trás, pálida. Quando a vi, gelei. Eu não sabia o que ela tinha, não podia ajuda-la. O que eu faria?

– Entra! - Daniel disse se apressando em ligar o carro. Entrei no banco de trás a apoiei a cabeça dela em meu peito, a abraçando.

– Vai ficar tudo bem. Eu prometo. - Eu sussurrava em seu ouvido mesmo sabendo que ela não ouviria, enquanto eu derramava lágrimas preocupado. - O que aconteceu? - Perguntei á Daniel.

– Estávamos na praia, e ela pediu que eu á levasse pra casa, ela estava pálida, e parecia estar com dor, então, apagou. - Explicou sem tirar o olho da rua, mas sempre checava pelo retrovisor.

– Por que? - Perguntei sem entender o motivo disso, afinal, ela estava tão bem e de repente desmaia?

– Eu não sei, caramba! - Disse irritado e eu me calei. Alisei seu cabelo e dei um beijo em sua testa. Depois de uns longos minutos chegamos á um hospital. Saí do carro com ela no colo e andei rápido até a porta. Daniel abriu a mesma para que eu passasse e eu já entrei pedindo ajuda. Um doutor apareceu e colocou-a numa maca, a levando pelo extenso corredor branco do hospital sem vida, dizendo para nós esperarmos na sala de espera.


[Júlia]

Abri os olhos com um pouco de dificuldade. Minha cabeça doía, e minha barriga roncava de fome. Eu estava num quarto todo branco, com uma televisão na parede que passava um desenho qualquer. Fiquei observando o quarto tentando entender alguma coisa até uma moça vestida toda de branco com uma prancheta nos braços entrar na sala. Ela sorriu ao me ver acordada e anotou algo na prancheta.

– Como se sente? - Perguntou me examinando.

– Dor de cabeça e fome. - Reclamei. - O que aconteceu? A quanto tempo estou aqui? - Perguntei sem lembrar de nada.

– Calma, calma, mocinha! Eu faço as perguntas primeiro, ok? - Assenti - A quanto tempo você estava sem comer? - Perguntou já preparando a prancheta para anotar algo.

– Um dia ou dois, eu acho. - Respondi confusa e ela assentiu escrevendo.

– Bom, devido a isso você ficou um pouco desnutrida e desidratada. Por isso teve que tomar soro. - Ela disse apontando para a agulha que estava em meu braço.

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