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Chapter 6: Traição

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Não acreditei no que estava vendo. Meu pai tava se agarrando com uma vagabunda magrela cheia de cílicone na bunda. Não pensei duas vezes, peguei meu celular e bati uma foto daquela putaria pra mostrar pra minha mãe. Eu não queria que eles brigassem, muito menos se separassem, mas não quero que meu pai fique fazendo minha mãe de idiota. Caminhei até eles enquanto o resto da turma me seguia com os olhos

– Como você consegue? - Eu perguntei nervosa fazendo a agarração acabar.

– FILHA! Eu posso explic... - Disse se soltando da loira alxigênada que sorria sínica pra mim.

– Como você consegue beijar a minha mãe de manhã e dizer que a ama e depois dormir com a consciência tranquila? - O interrompi.

– Eu não sei. - Abaixou a cabeça.

– Vamos gente. - Eu disse seca puxando todos pro estacionamento deixando meu pai lá com aquela vagabunda. O caminho foi um silêncio, voltamos do mesmo jeito que fomos. Milena e Rafaela moravam mais perto do shopping, então deixamos elas primeiro. Depois, eu, Lari e Gaby. Nos despedimos, cada um entrou na sua casa e os meninos foram em bora. Cheguei fazendo um escândalo, meu pai e minha mãe conversavam naturalmente na cozinha. Ele é mesmo muito sínico.

– MÃE, EU TENHO UMA COISA MUITO IMPORTANTE PRA TE FALAR, E VOCÊ NÃO VAI GOSTAR NEM UM POUQUINHO! - Gritei olhando pra cara do meu pai, que me olhava como se estivesse implorando pra eu não contar.

– Calma minha filha, não grita que seus irmãos estão dormindo, o que é tão importante? - Ela perguntou calma.

– Mãe, eu odeio ter que falar isso e realmente não queria te contar, mas não acho justo te fazerem de idiota. - Eu disse e peguei meu celular, logo abri nas imagens e entreguei meu celular na mão dela. Ela ficou um tempo encarando a câmera quando finalmente olhou pro meu pai vi uma lágrima caindo de seu rosto.

– Esse é você? - Perguntou com cara de choro.

– Eu posso explicar.. - Ele disse.

– EXPLICAR? EU JÁ VI TUDO, NÃO SOU TÃO IDIOTA A PONTO DE NÃO TER INTENDIDO AINDA. É POR ISSO QUE VOCÊ CHEGA MAIS TARDE DO TRABALHO AGORA? - Ela gritou, derramando lágrimas.

– Eu estava com medo de te contar... - Ele fez uma pausa e respirou fundo - Eu fui demitido a umas duas semanas, então resolvi fingir que tudo estava bem até encontrar outro emprego, eu saia toda manhã e ia passar a tarde na casa de um amigo... - A cada palavra que ele dizia ela derramava uma lágrima.

– Não precisa falar mais nada, vou entrar com o processo de divórcio amanhã mesmo. E toma isso, que pra você não representa nada. - Ela disse tirando a aliança e batendo-a na mesa. Minha mãe tava muito mal, ela subiu as escadas em prantos e fechou a porta do quarto com tudo.

– Tá vendo o que você fez? Era isso que você queria? - Meu pai me perguntou querendo jogar a culpa em mim.

– Não adianta tentar me culpar, você sabe que você causou tudo isso. - Eu disse começando a chorar, não de tristeza, mas de raiva por ele estar me culpando. Peguei meu celular que minha mãe tinha deixado em cima da mesa, subi as escadas batendo os pés e bati a porta do meu quarto. Nem tomei banho, só me troquei e deitei na cama. Não consegui dormir, eu estava chorando pelo que havia acontecido, meu dia começou tão bem e terminou tão mal. Escutei o barulho do portão elétrico se abrindo e um carro saindo, deve ser meu pai. Logo escuto alguém batendo na porta.

– Vai em bora, seja lá quem for. - Disse enfiando minha cabeça de baixo do travesseiro.

– Jú, sou eu... - Ouvi a voz de Bianca. Mesmo tendo só 12 anos essa menina me intende melhor que ninguém, é minha companheira pra todas as horas. Levantei e fui me arrastando até a porta. Abri e Bia estava lá com uma cara de quem havia chorado, todas as luzes estavam apagadas. A abracei bem forte. - Posso dormir com você? - Perguntou. Eu assenti com a cabeça, quem sabe eu não conseguia dormir com ela comigo. Ela se deitou do meu lado e se cobriu, depois de uns cinco minutos ela se vira e fica de frente pra mim. – Jú, eu to com medo do que vai acontecer agora. - ela disse, provavelmente ouviu toda a briga.

– Vai ficar tudo bem Bia, eu prometo. E mesmo se papai e mamãe se separarem eu sempre vou estar aqui com você. - Eu disse secando uma lágrima que havia caído pelos olhos da minha irmãzinha.

– Obrigada Jú, você sempre pode contar comigo também. - Ela respondeu e se virou. Um pouco depois nós duas dormimos.

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