Cap 9

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🅡 M E L

Acordo com o barulho do despertador. 3:50 da manhã. Meu Deus eu só quero dormir.

Lavando da cama já indo logo tomar um banho e tirar o sebo, escovo os meus dentes e visto o uniforme do trabalho.

Vou na cozinha, tomo o meu café, cuscuz com ovo e café, bom demais boy. De barriga cheia eu escovo os dentes de novo, pego a minha mochila, saio de casa e tranco o portão. Agora é só descer essa ladeira do Satanás.

Essa hora que eu saio ainda tá um pouco escuro, então eu quase não encontro ninguém, só algumas meninas que me olham torto, e cara, eu NUNCA, tipo nunquinha falei com elas, acho que eu tenho cara de metida porque não é possível.

Hoje eu não sei oque aconteceu mas decidiu fazer frio, tá muito frio, jaja eu viro um pinguim.

Passo como sempre pela barreira e os meninos me dizem bom dia e como sempre eu também respondo. Vai que eles são como o HK e acham que eu sou mal educada.

Falando nele eu nunca mais o vi, na verdade eu só vi ele umas duas vezes, mas sei lá, ele foi uma das únicas pessoas que falaram comigo durante todos esses anos, além dos meninos da barreira claro.

Vou em direção ao ponto, e agora é só esperar a minha Mercedes - vulgo ônibus - eu nasci linda, não rica.

[...]

Bato o meu ponto e finalmente vou embora, já está de noite e eu tô exausta, os meus seios estão cheios, as minhas costas doendo, e a minha cabeça parece que vai explodir.

Vou em direção ao ponto e espero o ônibus chegar.
Demora uma eternidade mas finalmente chega.

[...]

A desgraça do ônibus quebrou, simplesmente do nada ele quebrou, o motorista pede que todos saíssem do veículo, graças a Deus já está perto da barreira então eu acho que dá pra ir a pé.

Ando calmamente, andar com pressa não vai ajudar em nada mesmo. Até que vejo um carro atrás de mim. Pronto agora deu.

O carro simplesmente para do meu lado e baixa o vidro.

Italiano- Quer uma carona? Tá de noite e você tá sozinha, é perigoso, bora entra aí.- Tu vai negar? Porque eu não. Entro no carro e ele me encara.-Tu não vai falar nada? Nem negou.

Mel- Eu mesma não, tô cansada pra caramba e ainda tô longe de casa, eu vou é bem feliz.

Italiano- Você realmente não tem nenhum senso de autopreservação, nós só se vimos no máximo duas vezes e você já confia em mim.

Mel- Confiar é uma palavra muito forte. E sobre a autopreservação, eu só tô cansada de um dia inteiro de trabalho, além de que não vai fazer muita diferença se eu desaparecer do nada.- Ele me olha totalmente incrédulo.

Italiano- Meu senhor amado.- Solto uma riso e vejo que já chegamos.

Mel- Muito obrigada mesmo.- Ele me olha com uma cara estranha.- Quer entrar? Eu vou comprar um lanche aí tu come aqui mesmo.- Eu não tenho medo da morte.

Italiano- Oxe, Nem precisa perguntar.- Ele sai do carro e entra comigo em casa.

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