Desvendando os fatos.

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         Já fazia alguns minutos que Mabi tinha ido buscar alguns documentos na sala do Joaquim, estávamos atolados de coisas para organizar, e por isso chamamos Felipe para nos ajudar. São muitos contratos para revisar, não sabia que estávamos com tantas bandas e músicos filiados, não é à toa que meu pai tinha vindo trabalhar em pleno domingo. Provavelmente ele estava sobrecarregado e pensou que tomar um coquetel de comprimidos fosse a melhor solução ao invés de pedir ajuda a mim ou a Fernanda. Preciso tirar esses pensamentos de minha cabeça ou então não vou conseguir me concentrar, meu pai está fora de perigo e isso é o que importa.

-Será que a Mabi foi fabricar esses documentos? -Fernanda ironiza jogando uma pilha de contratos na mesa.

-Você sabe que a namorada do Henrique é meio tagarela né? Ela deve estar conversando com o Joaquim. –Felipe comenta olhando para minha irmã.

- Ela deve estar chegando. –Falo sem encará-los.

-Só Mabi para aguentar aquela criatura, porque o homem rabugento e mal educado. –Felipe reclama.

- Ele te trata mal? - Falo levantando a cabeça e me interessando pelo assunto.

-Como um ser adorável como seu pai suporta um ser abominável como o Joaquim? -Mabi entra na sala empurrando a porta e com o rosto rubro, das duas uma ou ela está com vergonha ou está com raiva. E pelo jeito como ela abriu essa porta ela está furiosa.

-Acho que a Mabi respondeu a sua pergunta. -Felipe fala girando um pouco sua cadeira.

-Aquele homem insinuou que estou tentando te dar um golpe. – Mabi fala praguejando e joga os papéis em cima da mesa.

-Um golpe? - Acabo dando risada.

-Um golpe. E falou que você estava transformando isso aqui numa instituição de caridade...- Ela fala gesticulando com os braços. -Ah Felipe, e ele te chamou de lerdo. -Mabi completa.

- Vou ter uma conversinha com ele depois.- Digo sem dar importância aos comentários.

- Não trabalho para ele. -Felipe cruza as pernas e mordisca o bocal da caneta.

-Tentem relaxar um pouco os ânimos, temos muito trabalho a fazer e quero ir visitar o papai mais tarde. -Fernanda fala calando todos nós. E continuamos a trabalhar.

        Mabi parecia inquieta, já tinha trocado de posições umas 5 vezes, se levantado, mexido no celular, no cabelo e não achava canto. Já eram quase 5 horas e Fernanda e Felipe já arrumavam suas coisas para irem embora, eu iria sair um pouco mais tarde porque terminaria de guardar tudo e passaria na casa de minha namorada para deixa-la e depois tomaria um banho para ir visitar meu pai no hospital.

        De acordo com as ultimas noticias ele já havia acordado, e trocado poucas frases com minha mãe, a mesma disse que ele afirmará não ter tomado nenhum comprimido e disse que já mais tentaria suicídio. Estou completamente confuso sem saber em que acreditar.

-Estou indo maninho, te espero no hospital. - Fernanda diz depositando um beijo em minha bochecha.

-Também já vou Brother, qualquer coisa me liga. – Felipe fala e sai da sala.

          Ficamos na sala apenas eu e Mabi e ela permanecera incomunicável como se alguma coisa a incomodasse e a impedisse de falar. Aquela versão dela me sufocava, detesto as estranhezas e esse tipo de mudança de personalidade e como se nos afastássemos milhares de quilômetros mesmo estando próximos fisicamente.

-Bianca está havendo algum problema? -Pergunto já querendo pôr um fim nesse silencio de minha namorada.

- Amor...-Ela fala se aproximando de mim. - Tem uma coisa que está me incomodando sim. - Posiciona sua mão em meu peito.

Ao som das batidas do seu coração .Leia esta história GRATUITAMENTE!