Medos e superações.

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-Como assim você foi no apartamento da Milleny ?-Perguntei pela décima vez tentando não falar alto pois estamos em um restaurante prontos para almoçar, pelo menos esse era nosso plano antes de começarmos esta discussão.

-Amor, calma!-Henrique pede mais uma vez.

-Não tem como ter calma. Combinamos-nos que eu faria a analise dos copos e que levaríamos o resultado a policia, simples assim. Mas não... Não... Você tinha que ir fazer uma vistinha á sua ex.- Falei com raiva.

-Bianca nunca te vi tão estressada. Já disse que ela bebeu muito e dormiu, e aproveitei para pegar o celular . Foi apenas isso. –Henrique diz enquanto coloca sua mão sobre a minha.- Se fosse minha vontade ficar com ela já teria feito isso.-Henri fala seriamente.

-Ah então cogitou isso? –Pergunto levantando uma das sombrancelhas.

-Sabe amor,meu pai passou por um susto dos grandes e está prestes a receber alta , meus últimos dias foram de cão, então se realmente não está disposta a me ouvir, irei para casa e depois conversamos quando você for um pouco mais ouvinte e compreensiva.- Henrique começou a se levantar da cadeira e por impulso segurei seu braço o fazendo voltar a se sentar.

-Sei que estou parecendo uma maníaca ciumenta mas entenda meu lado ,Milleny ela é...-Sou interrompida antes de terminar a frase.

-Ela foi. Não é mais nada para mim, e na verdade é , uma criminosa que vai pagar caro pelo que fez. Mabi olhe em meus olhos- Ele pede e levanto meu rosto para encara-ló. – Ainda tem alguma dúvida de que gosto de você? Viajei a noite para um sitio que não conhecia o caminho e me rastejei de todas as maneiras possíveis para conseguir seu perdão, acha mesmo que não te amo ?- A expressão de Henrique era séria e ao mesmo tempo triste, talvez meu ciúme tenha sido um pouco exagerado demais, Henri só estava tentando fazer justiça pelo pai , e a ultima coisa que pensaria seria me trair. Seu caráter é límpido demais para esse tipo de coisa.

-Desculpa .-Falei sem jeito.

-Tudo bem, você deve estar cansada.- Meu namorado fala e notamos que o garçom finalmente vem chegando com nossos pedidos.

       A comida tem uma aparência ótima, na verdade o lugar em si é lindo, um ambiente calmo e muito famíliar. Acho que a única coisa que não combina com o recinto é a minha personalidade que hoje se encontra confusa e estressada, nunca me vi tão possessiva nessa vida.

-Ai ,discutir da fome.-Digo dando a primeira garfada no meu estrogonofe.

-Quando você não está com fome Bianca? –Henrique diz.

       Percebo que a calma voltou a reinar entre nós, é maravilhoso a maneira como esquecemos rapidamente os erros um do outro, a capacidade que temos em nos auto perdoar é algo admirável e posso até dizer copiável, já pensou como seria incrível se todos os relacionamentos fossem assim? Se os casais apertassem o botão de voltar cada vez que errassem e colocassem na balança sempre os momentos bons para fazer um melhor julgamento ? Seria perfeito , e tudo seria ainda mais duradouro. O que é um erro perto de dez mil acertos?

-Estou sempre faminta. Digo.

-E não engorda de ruim. Ele brinca. - Você não ficou vermelha ! Já parou para observar o quanto mudou depois que começamos a namorar?-Henrique me pergunta.

-Não, quer dizer esteticamente sim, cortei o cabelo e. - Sou interrompida por ele novamente.

-Estou falando do seu jeito. Antes por tudo você ficava vermelha , era frágil não discutia , acatava tudo que os outros diziam. Agora já é bem desinibida, e até dá umas tapas bem dolorosas. -Henri dá risada quando fala das tapas.

Ao som das batidas do seu coração .Leia esta história GRATUITAMENTE!