Avançando casas.

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     Em todos os anos de minha vida me tranquei em meu quarto e fiquei lendo livros e assistindo filmes sonhando sempre em como seria viver essas cenas em que os casais se beijam na chuva. E agora que experimentei só posso dizer uma coisa: é bom. Muito bom. E com o Henrique então, é maravilhoso. As gotas de chuva caiam por nossas peles molhando nossos corpos que há minutos atrás se encontravam quentes. Ele sugou e mordeu meus lábios saboreando se dá agua que continha neles, naquele momento sentiamos sede, mas era um do outro.

      Saímos do celeiro com a intenção de irmos para minha casa, mas Henri me envolveu em seus braços e me beijou tantas vezes que não nos demos conta de quanto tempo tomamos banho de chuva e agora estamos os dois ensopados e com frio.

-Espero que tenha trazido roupas porque papai não vai ficar feliz em emprestar as dele para um estranho. Digo brincando.

-Minhas roupas estão no meu carro. -Ele aponta para um veículo vermelho que está parado de frente a cerca. -E porque sou um estranho?- Ele me olha confuso.

- Aquele carro é seu? Desde quando você tem aquele carro?- Falo surpresa, pois até alguns dias atrás Henri andava no carro dos pais. E esse é um belo veículo.

- Sim é ,papai fez um acordo comigo. Você não respondeu minha pergunta ainda. –Henrique parece bravo.

-Não contei. –Falo nervosa. Tudo que não quero agora é mais brigas.

     Henrique acelera o passo e vai abrindo a porta do carro, um medo começa a se espalhar pelo meu corpo. Será que Henri está tão chateado a ponto de ir embora? Faz alguma coisa Mabi, minha voz interior me aconselha.

- O que pensa que está fazendo?-Pergunto a ele.

-Abrindo o carro para voltar para minha casa. -Henri fala pausadamente.

- Porque você vai?-Pergunto com medo.

-Amor com que cara vou entrar lá dentro?- Ele fala.

      Fico observando os olhos de Henrique e só consigo focar em uma coisa: ele me chamou de amor. Não consigo contar as incansáveis vezes que imaginei essa palavrinha saindo da boca dele e ela saiu assim espontaneamente no meio de uma boba discursão, como o amo. Em menos de duas horas fizemos as pazes e avançamos umas dez casas no quesito relacionamento, que vontade de abraça lo. Henrique só sai dessa casa se for comigo.

-Posso te chamar de amor também?-Falo brincando e consigo roubar um sorriso dele que apenas balança a cabeça que sim. Acho que talvez a raiva já tenha sumido. - Você vai ficar aqui comigo, e vou te apresentar a todo mundo.-Falo risonha.

-Não acredito que não contou a seus pais que estávamos namorando. -Henrique reclama enquanto estamos indo em direção a minha casa.

-Henrique estava me preparando para contar, mas ai aconteceu aquele monte de coisa e... -Henri me interrompe .

-Você tem vergonha de mim?- Meu namorado faz cara de ofendido.

-O que?-Disparo na risada com a pergunta boba dele.

-Te perguntei se tem vergonha de mim?-Ele me olha sério.

-Olhe só para você meu bem, você não é o tipo de rapaz que as garotas têm vergonha. Pelo contrário dá vontade de sair te exibindo por ai. –Brinco.

- Hum, é verdade sou muito bonito.- Henrique sorri e pisca o olho, e vejo toda a tensão do momento se dissipar. Senti bastante falta da companhia dele e desses momentos de descontração. Sei que brigas são inevitáveis, mas nunca mais quero viver o que vivemos nos últimos dias. Prometemos um para o outro que partir de agora faremos de tudo para permanecermos juntos.

Ao som das batidas do seu coração .Leia esta história GRATUITAMENTE!