- Diga Dimmy... – eu disse bufando de raiva.

- Tenho uma pergunta a Rafael... – ele olhou de mim para Rafael. – Como conseguiu esta nova informante na organização de Irvin? Pagou quanto a ela?

Rafael sorriu com seu jeito irritante, fiquei perto da porta observando.

- Não paguei nada. – disse ele com desdém. – Puro charme.

Dimmy revirou os olhos em resposta. – Por Deus Rafa! Você dormiu com ela? Tão fácil enganar as mulheres hoje em dia! - falou parecendo decepcionado.

- Nós estamos de olho em Irvin desde o ultimo informante que ele pôs aqui! É lógico que iriamos saber sobre Kate. Ela não vai nos trair. Vocês sabem como é mulher apaixonada não é? – continuou Rafael.

Dimmy ignorou-o e olhou para mim.

- Quer que eu invada o sistema deles novamente senhor?

- Faça isso. Preciso saber quem são os outros homens de Irvin. – Olhei para Ricardo outra vez. – Tem certeza que o homem que fugiu com Victoria não é uma ameaça para nós?

- Tenho. – respondeu ele indeciso.

- Como ele se chama?

- Henrique. – respondeu ele olhando o chão.

Peguei o rosto dele e o pus em direção aos meus olhos.

- OLHE PARA MIM QUANDO EU FALAR COM VOCÊ!

- Henri... Henrique senhor... Ele se chama Henrique. – disse Ricardo gaguejando.

Meu rosto ficou inexpressivo quando eu ouvi aquele nome. Henrique? Não! Não pode ser!

Virei-me para os homens e ordenei a Filipe, que cuidava das viagens das garotas, que tirassem elas dali o mais rápido possível para o avião. Elas teriam que ir para a Rússia ainda hoje. Oito Homens monitoravam as viagens, cinco garotas eram levadas de dois em dois dias para algum país. Dependia de onde estivesse precisando no momento. Filipe saiu com mais sete homens.

- A reunião terminou, fiquem de olho! Não quero mais problemas. Ah! Não se preocupem com Alexis ou Victoria, eles não são uma ameaça, acreditem. E Dimmy, descubra tudo sobre Henrique Queiroz. Daqui a 20 minutos nós iremos mudar de lugar, se for o Henrique que estou pensando ser, ele já deve estar agindo.

- Como sabe o sobrenome dele senhor? Eu não mencionei. – perguntou Ricardo fazendo expressão de dor.

- Não te interessa, vá para a enfermaria! Cuide desses ferimentos. Ainda preciso de você.

Falei rispidamente e sai da sala, desci a grande escadaria até ao térreo, passei pelo refeitório e peguei pão, frutas e uma garrafa com água. Eu sentia que o circo estava se fechando, odiava me sentir assim. O nome "Henrique" estava na minha cabeça, mas não podia ser o mesmo Henrique que eu conhecia tão bem, não! O meu Henrique estava morto! Passei pelo corredor estreito e desci uns degraus da escada curta que me levava a um alçapão, abri o mesmo e desci mais umas escadinhas, acendi a lanterna do celular na escuridão que se seguia, cheguei a uma pequena porta, tirei a chave do meu bolso e abri. Vi minha filha caída no chão, devia estar fraca, deixei ela praticamente horas sem água e comida. Entrei e tranquei a porta de volta. Fui ao encontro dela, me abaixei e deixei a garrafa com água, às frutas e o pão perto dela.

- Sky? Acorda querida. – falei calmamente.

Ela se mexeu, me olhou com seu olhar feroz, pegou a água e bebeu de uma vez só.

- Me deixa ir embora... Eu te dou toda a grana que eu tenho. Deixa-me ir. – disse ela com a voz fraca.

- Você sabe bastante coisa para que eu deixe você ir, filha. - me apoiei na parede e fiquei olhando para ela.

Sky [COMPLETO]Leia esta história GRATUITAMENTE!