Capítulo 18

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Acordei com Vicky colocando uma bandeja com bolo e suco ao meu lado.

- Bom dia mocinho. Hora de acordar! – disse ela.

Bocejei com uma baita preguiça. – Que horas são? – perguntei.

- Seis horas. Tenho que te dar banho. Sky me ensinou a trocar o cateter. Não é tão difícil. – Disse ela sorrindo.

- Se não acertar, te falo como faz. – eu disse.

- Ahhhh é... Esqueci que o senhor é quase um médico. – ela disse tentando me fazer comer algo.

- Não tenho fome... Estou ansioso, Hoje volto para a universidade. Vai estar tudo estranho eu acho.

Fiquei pensando e com receio de que forma as pessoas me olhariam agora, não iria suportar todos aqueles olhares de pena sobre mim. Tomei meu café da manhã, Vicky com muito esforço carregou-me até a banheira, ela deixou tudo preparado para mim, deixou-me um minuto sozinho, passei sabonete no meu corpo, na parte que eu sentia, passei shampoo nos meus cabelos grandes e rebeldes. Tentei mergulhar na banheira, tateei a mexer com grande esforço a cintura pra cima, para arredar-me mais para dentro, consegui mergulhar, só não consegui voltar, meus braços que seguravam a borda escapuliram e eu fiquei lá dentro. Enquanto minha respiração ia parando e eu estava começando a engolir água depois de um minuto afundado na banheira, um filme passou pela minha cabeça, lembrei-me de minha mãe, ela sempre deixava minha roupa passada em cima da cama para eu ir pra faculdade, eu saia do banho e via a roupa lá em cima, toda arrumada, vestia a roupa e ia para a cozinha e aquele cheirinho de pão caseiro que só ela sabia fazer me esperava na mesa com café. Ela não deixava-me sair de casa sem comer algo. Seu rosto feliz estava em minha mente. Eu ainda podia sentir o cheiro dela ao me abraçar se despedindo e me desejando um ótimo dia. O rosto dela foi desaparecendo da minha mente, eu podia ouvir algo. Uma voz. Então abri os olhos devagar.

- Alexis! Meu Deus do céu! Irmão? – a voz era de desespero, angustia. Então comecei a tossir e espirrar água para fora.

Ela tentava me tirar da banheira. Vi ela com o celular na mão a falar com alguém desesperada. – Vem aqui em cima! Ele se afogou me ajude! – Ela dizia. Meus olhos se abriam e fechavam lentamente, eu estava tentando respirar. Ouvi alguém abrir a porta com força e a correr para o banheiro onde ela me segurava.

- Senhorita, o que houve?

- Wilson! Me ajude a tira-lo dessa banheira! Ele... Ele... Não sei! Eu o deixei aqui para me arrumar pra ir para o trabalho e quando olhei ele estava afundado na banheira e... Não sei... ele se afogou. Meu Deus do céu... – Ela e Wilson me tiraram da banheira, eles me enxugaram e me vestiram. Eu ainda tossia, mas me sentia melhor, estava acordando e lembrando-se do que acontecera.

- Meus braços escapuliram. Expliquei.

- Nunca mais vou te deixar só. Você não estava tentando o suicídio não é? – perguntou Vicky desconfiada.

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