Capítulo 22

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Eu estava só no apartamento, Vicky estava na faculdade ensaiando, ela já deixara algo preparado para eu comer, mas é claro que aprendi a me virar, minha convivência com minha irmã era a melhor possível. Eu estava na varanda, na sala, olhando o sol se pondo. Peguei um cigarro que eu havia comprado na rua, e fiquei ouvindo música, olhando aquela vista.

- Você é minha preciosidade.

Eu disse para mim mesmo pensando em Sky. Enquanto tragava o cigarro, com a música melancólica que coloquei, admirando a paisagem, a lágrima no rosto insistiu em cair. Aquela música, eu ouvia com ela, aquele mesmo sol que eu olhava, refletia na pele dela macia e em seus cabelos loiros iluminados. Como aquele sol. Eu lembrava cada detalhe dela, do sorriso, do jeito como me olhava. As lágrimas caiam cada vez mais.

- Eu te perdoaria só porque você me salvou... Pequena Sky.

Eu refletia comigo mesmo, faria tudo para tê-la de volta em meus braços.

Dei a tragada final e coloquei tudo no cinzeiro. Eu nunca mais havia fumado desde o meu acidente, mas eu havia acordado muito mal, mas depressivo do que nunca, e fumar meio que me tirou a tensão. Se Vicky descobrisse, jogaria os cigarros fora com certeza.

O sol estava sumindo, ouvi meu celular tocando e tateei com a cadeira para o sofá onde ele estava jogado. Peguei e meu coração deu um pulo. Olhei o nome ali, "fazia tempo que não falava com ele", pensei.

Atendi.

- Alô?

- Alexis... Que bom falar com você rapaz...

- Sr Otávio... – suspirei. – Como o senhor está?

- Estou digamos que aliviado...

- Aliviado? – ele parecia querer chorar do outro lado da linha.

- Eu preciso falar com você... Agora. Onde está sr Fletcher?

- Estou em casa...

- Posso ir ai? – a voz dele falhava um pouco.

- Deve... Por favor. Mas, é algo sobre Sky?

Eu podia ouvir a respiração dele do outro lado, a linha ficou muda por uns segundos e depois ele respondeu.

- Sim! Chego ai em 15 minutos. – e desligou.

Meu coração acelerou, pensei milhares de coisas. Até então, Sky estava dada como desaparecida pela policia, porque nunca encontraram o corpo dela. O delegado Rafael acha que ela faz parte da quadrilha de Bento, eu nunca acreditei nisso, sempre acreditei na inocência de Sky.

Quinze minutos se passaram e o interfone toca, atendo e autorizo o porteiro Wilson deixar Otávio, avô de Sky, subir. Não demorou muito para que ele tocasse a campainha, fui à cadeira de rodas em direção a porta e abri, me distanciei da porta e esperei ele entrar.

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