Capítulo 21

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Olá, meu nome é Alexis, Você já deve saber disso.

Exatos 2 anos se passaram, e desde aquele dia não tive mais noticias de ninguém.

Eu acordei no hospital no dia seguinte, não conseguia falar, fiquei em estado de choque por dias, respirava com a ajuda de oxigênio. Minha irmã Victória, contou-me tudo o que aconteceu naqueles dois dias em que eu estava desaparecido, e quando eu consegui falar algo, contei a ela o que se passara comigo. Até hoje, Bento, Mikhail e o outro homem, estão foragidos. Victória ficara muito amiga do delegado Rafael e ele sempre vinha nos visitar, suponho que talvez eles estejam juntos, mas ela diz que não.

Fui para a faculdade normalmente depois daqueles dias, meus amigos Diego, Norah e Konan como sempre, me consolaram. Alicia ao me ver, chorou, sempre tentava puxar algum assunto comigo, depois de um ano de tentativa eu comecei a responde-la dando bom dia quando ela também falava. Todos os dias eu chorava pela morte de Sky, ainda não acreditava para falar a verdade. Vicky me contou sobre a mensagem que recebeu da suposta "amiga", perguntei a Rafael se ele poderia identificar de quem seria aquele número na mensagem, ele tentou por vários dias rastrear o celular, e o achou perto do cemitério onde me encontraram. Fiquei extremamente triste, porque até então eu achava que era da Sky, meu coração ainda diz que ela não morreu.

Desde então, fiz todas as pesquisas possíveis sobre Sky, Bento me dissera na cabana que ela era viciada em drogas e que ela era ex namorada de Mikhail, o que explica muita coisa. Descobri que todas estas coisas eram verdade, conversei com o Sr. Otávio, avô de Sky, ele me confirmou o que Bento disse e me contou que Sky era impossível de lidar, ele nunca aprovou o namoro dela com Mikhail e sempre discutiram por causa dele. Ele me disse também que ela já havia ido para a clinica de reabilitação duas vezes. Para esquecer Sky definitivamente, eu foquei nos estudos, foquei na minha recuperação (apesar de lembrar-se dela, pois ela fazia a minha fisioterapia). Eu ainda estava na cadeira de rodas, uma nova cadeira de rodas na verdade, ganhara uma de Alicia no Natal passado, apesar de não querer aceitar, acabei assentindo depois que praticamente todos da sala ficaram me enchendo a paciência para aceitar. A nova cadeira era mais confortável, eu não precisava fazer muito esforço, ela me guiava quando eu apertava o botão.

Eu estava no caranga com Vicky, ela ainda o tinha, "jamais me livrarei do meu amor", ela dizia. Estávamos indo para o aniversário de Norah, minha amiga.

- Aaah... Estou meio nervosa... Meu teste será nesta segunda. Você acha que eu consigo passar? – perguntou ela com os olhos no volante.

- Claro que vai... E eu vou ficar orgulhoso, por ter uma irmã bailarina famosa.

Vicky fazia faculdade de dança e teatro, ela tinha uma audição importante, se tratava de um musical, e o papel principal era o de uma bailarina que estava perdida e encontrara seu amor quando resolveu dançar e cantar em meio a uma floresta e ai o seu amor ouviu o seu canto e encontrou-a. Doutores na área iriam avaliar os candidatos, Vicky passara da 2 fase e conseguira ir para as finais, ela estava muito nervosa, estava ensaiando bastante. Eu entendia bem o nervosismo dela, os Doutores, alguns, não eram do Brasil, o musical será feito em Los Angeles, ela iria ter que se mudar para lá. Eu ficava zuando ela dizendo que estava igual o seriado Glee.

- Tem meninas boas lá... Não sei se consigo... – disse ela ainda dirigindo.

- Você também é ótima... – acrescentei. – A melhor de todas.

Ela sorriu e mudou de assunto.

- Como está indo teu TCC? Você me trocou por aquele maldito hospital e aqueles livros.

Foi a minha vez de sorrir.

- E você me trocou por esta maldita audição.

Nós dois gargalhamos.

Chegamos à casa de Norah, uma casa grande, havia muita gente lá

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Chegamos à casa de Norah, uma casa grande, havia muita gente lá. O portão se abriu e Vicky deixou a caranga dela na garagem, Diego e Konan me tiraram do carro e me puseram na cadeira de rodas. Entramos na casa, era ampla, a sala de estar com bastante gente, todo enfeitado com coisas do Harry Potter que ela adorava.

Quando ela me viu veio correndo me abraçar.

- Alexis! Que bom que veio! – sorri e diz. – É... Eu sei.. Todos disseram que preciso crescer por que o tema da minha festa é do Harry Potter. Sabe o que eu disse a eles?

- Não... O que disse? – perguntei sorrindo.

- Disse para irem se ferrar! – ela gargalhou. – A festa é minha e faço do tema que quiser a proposito... – Olha para mim e para Vicky. – Vocês vieram a caráter, estão lindos no uniforme da Slytherin... Por favor, nada de maldades na minha festa.

- Ah! Pode deixar! – disse Vicky sorrindo. – Você esta linda de Belatrix Lestrange.

Olho para o lado e vejo Alicia, ela estava com o uniforme da Hufflepuff. Ela sorriu para mim e acenou. Fiz um aceno com a cabeça, apertei o botão da cadeira de rodas para ir em direção a ela.

- Aproveitando a festa? – perguntei quando estava perto dela.

- Irei aproveitar agora que você chegou... – diz ela. O garçom que está fantasiado de elfo doméstico passa com as bebidas e ela pega duas taças de champagne e me entrega uma. – Como você esta Alexis?

- Estou bem... – Respondo e bebo um gole do champagne. – E você? – Ela estava me olhando como se eu estivesse mentindo. – Alicia, eu preciso estar bem, se passaram dois anos. Eu tenho que estar bem... E então, você como esta?

- Eu estou bem, como está indo no estágio? Soube que esta atuando muito bem na área da Neurologia... Dr. Morgan me disse... Ele é seu orientador não é?

- Sim... – Olho Alicia atentamente, ela havia mudado bastante, parecia mais madura, eu também, mudei bastante. Acostumei-me a ser cadeirante, já havia aceitado isso, mais ainda tinha esperanças que pudesse voltar a andar. Desviei o olhar e vi Vicky entregar o presente que eu e ela havíamos comprado para Norah, voltei a olhar Alicia, que estava me admirando.

- Bom... Sabe que qualquer coisa que precisar...

- Eu sei. – disse não deixando terminar a frase, sabia onde ela queria chegar.

- MUITO BEM GALERA! VAMOS CANTAR OS PARABENS! – Gritou Diego trazendo o bolo. Fui para perto de Vicky e todos começaram a cantar parabéns. Aproveitamos bastante à festa.

Konan havia me levado para frente da casa, conversamos um pouco, esperei Vicky tirar a caranga dela e senti um bip de mensagem do meu celular, tirei do bolso com mais facilidade, já acostumado com aquilo tudo, li a mensagem do numero desconhecido.

Quanto tempo... Ficas lindo e engraçado neste uniforme... da Sonserina certo?

Eu sinto muito por tudo. Sinto muito... muito...

Após ler isto, olhei assustado para todas as direções da rua, não vi ninguém a não ser uns carros parados e Vicky me esperando no carro já do lado de fora, onde eu estava.

- Algum problema Bro? – perguntou Konan.

- Na.. não. – Disse ainda olhando para os lados. Ele e Diego me colocaram na caranga e guardaram minha cadeira de rodas na porta malas e Vicky seguiu para nosso apartamento. Ficamos ouvindo a rádio local, tocava The Reason da banda Hoobastank.

Todo o trajeto da volta, fiquei calado e pensativo.


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