Capítulo 31

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Acordei. Abri meus olhos aos poucos. Parecia estar anoitecendo pela luz fraca que passava pela janela, ninguém estava no quarto. Olhei para meu braço que estava dolorido, a agulha penetrava na minha pele e o soro por ele passava. Respirei fundo. Eu estava totalmente enjoado, com uma vontade da porra de vomitar. Respirei fundo novamente. Por quanto tempo será que eu havia dormido? Minhas costelas e costa estavam ardendo. Onde será que estava todo mundo?

As paredes muito brancas no quarto do hospital deixavam minha visão embaçada. Ouvi a porta se abrir lentamente, Vicky entrara toda desajeitada, cabelos bagunçados, estava vestida com a roupa que davam aos pacientes do hospital. A parte de cima da sua cabeça estava enfaixada, seus braços tinham alguns hematomas que visivelmente ainda estavam vermelhos, sua mão estava com um pequeno curativo. Eu fiquei muito feliz em vê-la, fechei os olhos, ela chegou perto de mim e senti ela afastar meu braço esquerdo, senti-me movido um pouco para o lado, quando me dei conta, Vicky havia deitado do meu lado. Ela colocou sua cabeça em meu peito. Sorri imediatamente.

- Você deveria estar no seu leito. – quebrei o silêncio.

Ela levantou a cabeça e me olhou como se eu fosse algum tipo de preciosidade, havia brilho em seus olhos.

- Eu fugi de lá. Deram-me a informação do número de seu quarto e vim. Eu precisava ver você. – a voz dela estava cheia de culpa.

- Fiquei com medo de perder você. Você é minha única família. – falei. – Você está bem agora?

Eu sabia que ela estava lagrimando, tentava esconder as lágrimas abaixando sua cabeça de volta para meu peito.

- Estou bem melhor sabendo que você está a salvo. – respondeu Vicky.

Fiquei olhando o teto, ainda com o ardor nas minhas costelas e costa. O silêncio seguiu-se novamente por alguns minutos.

- Maninho? – ela quebrara o silêncio dessa vez.

- Hum?

- Foi tudo culpa minha, me perdoe. – Havia desespero em sua voz.

- Vicky, tudo bem, já passou. – tentei consola-la.

Ela levantou-se e me encarou, com seu rosto muito corado e as lágrimas rolando pelo sua face angelical.

- Eu fui tão burra de não acreditar na Sky, eu quase ferrei com a vida de vocês dando a localização para o bandido do Rafael! Me odeio tanto por isso! Mas eu precisava salvar você... Eu... Sinto muito, eu pensei que ele era uma boa pessoa. Eu estive pensando que Sky talvez não tenha te contado essas coisas para te proteger dessa gente. – Ela soluçava tentando explicar seu lado. Eu mostrava a ela o meu olhar mais compreensivo.

As pessoas se enganam umas com as outras, eu não ia julgar minha irmã por este erro, afinal, ela também estava tentando me proteger. Eu sorri e acariciei a mão dela, ela parou de tagarelar e sorriu de volta.

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