Capítulo 13

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Fiquei olhando para a garota na porta tentando identificar algum traço que fosse meu ou dos meus pais. Ela teria se enganado? Eu não tinha irmãos. Nem irmãs. Será que tinha algo que eu não sabia?

- Você deve ter se enganado. – disse Sky. – Por favor, se esta procurando alguém vá lá embaixo que eles lhe darão a informação correta.

- Não me diga o que fazer garota! – disse a desconhecida. – Preciso ficar a sós com meu irmão, eu devo explicações a ele, não a você.

Olhei para as duas, elas se fitavam como se fossem se espancar a qualquer momento. Sky então me olhou.

- Você se enganou, não tenho irmãos, e nem irmãs. –eu disse para a garota.

Ela sorriu ironicamente. – Não que você saiba não é mesmo? Deixa-me explicar...

Sky estava impaciente. – Por favor, garotinha! Saia...

- Sky! Deixa-me a sós com ela, por favor. Não custa nada saber do que se trata.

Sky olhou para mim com ar de reprovação e saiu.

Eu e a garota nos fitamos, tínhamos a mesma cor de olhos, ela tinha cabelos achocolatados, uma expressão sincera no rosto. Éramos parecidos, mas ela me lembrava alguém que eu ainda não sabia dizer quem.

- Bom Alexis, - ela começou. – Me chamo Victória. Sou filha de Bernardo Fletcher, seu pai... Meu pai.

Parei um momento para assimilar o que ela estava dizendo. Meu pai se chamava Bernardo, mas eu tinha certeza que eu era filho único. Não sei da onde essa garota surgiu. Como se ela estivesse lendo meus pensamentos, me olhou apreensiva. – Eu sei Alexis, quando eu descobri também levei um choque, olha, sua família era perfeita. Sinto muito.

- Mas que merda é essa? Do que esta falando? – perguntei percebendo que ela se sentara numa poltrona próxima ao leito. Não sei se fui grosso, mas ela começou a lagrimar.

- Alexis... Se você acha que foi enganado imagine eu!

Eu já estava ficando irritado. – Seja mais especifica! Como é que você pode ser minha irmã?

- Eu descobri a 3 meses atrás, minha mãe me confessou no seu... – ela respirou fundo. – No seu leito de morte.

Ela levantou e se aproximou de mim. – Alexis... Ela foi a amante. Nunca nos demos bem, eu e ela. Aquela vadia! - e desatou a chorar. – Ele vinha nos ver, às vezes passava 1 mês conosco e depois ia embora, dizendo que ia trabalhar, mas com certeza ia ver vocês.

Eu fiquei muito surpreso. Tudo fazia sentindo agora, vieram mil coisas na minha cabeça, quando ele me abraçava e dizia que ia voltar logo. O sorriso dele, o jeito que ele se expressava, Victória parecia com ele. Era esse alguém que ela me lembrava, o meu pai.

Ele dizia que ia viajar para trabalhar, a mesma coisa ele dizia para a mãe da Victória. De repente a mascara caiu. O homem que eu achava que era o meu herói desmoronou-se bem na minha frente. Fiquei me perguntando se minha mãe sabia disso. Olhei atônito para Victória.

- Me desculpe. – eu disse quase sem voz. – Eu não sabia que ele era assim.

- Eu que peço desculpas, minha mãe disse que sabia que ele era casado. E... Ele morreu antes de ver a gente. O acidente... – As mãos dela foram em direção ao rosto enxugando as lágrimas. – Ele ia nos ver... Não deu pra ele chegar. Sinto muito.

Minha cabeça girava, só podia ser um sonho muito estranho aquele. Eu estava decepcionado com meu pai. Uma raiva me subiu pela cabeça me deu vontade de gritar mais eu me controlei.

- Quantos anos você tem? – perguntei.

- 19. – ela disse timidamente. –Sei que você tem 20, é mais velho que eu.

- Tudo bem, já me contou tudo. Obrigado. – eu disse.

- Alexis... Andei pesquisando sobre você nestes meses, eu sinto muito pelos acontecimentos. Também não tem sido fácil para mim...

- Ah é mesmo? Você esta ai de pé... To vendo que pode andar ne!

- Calma... Eu preciso de você, e sei que precisa de mim também. Você é minha única família!

Ela pegou minhas mãos. Ficamos nos olhando por uns segundos.

- Eu não tive culpa das safadezas do nosso pai. De a chance de nos conhecermos melhor, por favor! – Ela olhava fixamente para mim. Uma parte de mim gostou dela imediatamente. A outra parte tinha medo.

- Ainda não acredita em mim? Tenho provas de que seu pai também é meu pai.

- Victória... Tudo bem. Vamos recomeçar, como uma família. – falei determinado. Eu estava muito triste e zangado, mas fiquei feliz por ter alguém que eu pudesse chamar de família.

Ela sorriu. – Como uma família.

Nossas mãos se entrelaçaram fortemente.

Nossas mãos se entrelaçaram fortemente

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