Capítulo 3

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Na noite tempestuosa que se seguiu, os sons da sirene circulavam a minha cabeça. Eu estava em casa. O corpo dela sendo velado.

Alicia veio correndo até mim.

- Alexis... Amor... Acharam ele, está preso! Amor, a justiça será feita. – ela disse abraçando-me.

Os amigos da faculdade estavam ali também. Minha mãe não tinha irmãos. Era só eu agora.

Olhei o corpo dela no meio da sala, atônito. Se existia um Deus ele me odiava, eu pensei.

Os amigos deram muito apoio, alguns professores da faculdade foram por lá.

- Sr. Fletcher, sinto muito. – disse um deles.

O enterro pareceu uma eternidade. Doeu muito. Mas, segundo um dos meus professores, encarar a morte é melhor, chorar é melhor, passado um tempo à dor diminui e vira apenas uma lembrança. Não sabia que umas das disciplinas da faculdade pudesse me ajudar justamente a tentar superar a morte da minha mãe.

- Vamos pra casa, fique um tempo comigo. - disse Alicia quando acabou.

- Alicia eu quero ir pra minha casa. Quero ficar um tempo só.

- Não querido, eu não posso deixar você só.

Alicia era uma boa namorada, morena, cabelos curtos, olhos castanho claro e muito insistente. Fez medicina a pedido dos pais, ela era mimada, disso eu sabia bem.

- Por favor, não insista. – eu disse sendo sincero. Ela pareceu ficar chateada e foi embora me dando um beijo na bochecha.

Fui pra casa, estava tudo horrível, tinha que arrumar muita coisa, mas não aquele dia. Estava cansado demais. Tomei banho. Comecei a chorar. Entrei no quarto que era da minha mãe e joguei fora uma bíblia que lá havia na mesinha de cabeceira. Repeti na minha mente que Deus não se importava comigo.

Resolvi sair. Chamei Sergio, um colega do ensino médio. Eu precisava beber e ele sempre me acompanhava nisso.

Peguei a moto, é eu tinha ao menos isso. Encontrei Sergio no lugar de sempre, em um bar no centro na cidade.

- Alexis! Meus pêsames cara! – disse ele me abraçando.

Sergio era um cara alto, se metia com coisa erradas, eu sabia. Estar com ele era um perigo, eu estava mesmo precisando disso.

Tomamos as primeiras e mais e mais.

- Vou pra casa. – eu disse completamente bêbado.

- Hey man! Esta cedo! Toma isso aqui. – ele me deu uma coisa que eu não lembro enrolado num papel. – Você precisa disso meu amigo! – E gargalhou.

Tomei. Senti-me mal na hora, depois me senti bem. O mundo estava aos meus pés. Saímos pra uma boate logo ao lado. Eu não sei dançar, mas dancei muito aquela noite. Foi a primeira vez que eu me droguei. E gostei. Como médico, sabia que aquilo não era nada bom. Mais que se dane, eu não estava nem ai, pelo menos não aquela noite.

Sai da boate, vi que alguém me observava. Peguei a moto. Sergio havia ido embora eu nem tinha percebido. Eu achava que conseguia dirigir, mas não. Lógico que não. Eu estava louco. A primeira tentativa eu cai. Levantei-me e segui, liguei a moto e fui. A vista estava turva. Eu acelerava. Estava gostando do perigo. Então cai numa curva. Um carro logo atrás parou. Alguém desceu. Tinha cabelos compridos, parecia um anjo. Então eu apaguei.

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