Capítulo 37

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♫ O verão chegou e passou...

O inocente nunca pode durar.

Acorde-me quando setembro acabar!

Assim como meu pai se foi...

Sete anos passaram muito rápido!

Acorde-me quando setembro acabar. ♫ (Wake me up when September ends - GREEN DAY) Música na mídia.


- Pai... Pai...

Um menino loirinho corria pela rua olhando para trás, ele sorria para mim.

- Vem papai!

Ele corria tão rápido! Estava difícil alcança-lo.

- Henri! Não corra assim pela rua meu filho.

Mas ele já estava longe. Corri mais ainda quando vi que o garoto ia atravessar a rua sem olhar para os lados. Um carro estava vindo.

- HENRI!

Henri olhou para trás assustado, parando no meio da rua.

- O CARRO... SAIA DAI!

Corri o mais rápido que pude. Henri me olhava assustado, era só uma criança de 5 anos.

O carro estava vindo. Os olhinhos de Henrique vislumbraram o carro que vinha na sua direção.

- PAPAI! – ele gritou.

- HENRI! HENRI!

Acordei com a respiração ofegante gritando o nome dele. Eu suava frio e estremecia.

- O que foi? – Henri dizia correndo para perto de mim. – Eu estava aqui o tempo todo, to monitorando você por hoje. – ele me olhava sério. – O que houve? Pesadelo?

Eu não respondi. Olhava ele ainda com minha respiração ofegante e com os olhos arregalados.

- Vou chamar a enfermeira. – ele disse, mas eu agarrei o braço dele. – Não! Não me deixa.

Ele me olhou assustado e tirou minhas mãos do braço dele.

- Vou chamar a enfermeira. – ele repetiu.

- Filho... – falei e quase minha voz não saia.

Ele parou perto da porta e voltou a me olhar.

- Teve pesadelo com as pessoas que você matou? Sabe... Você merece essas merdas todas!

- Não deviam ter me tirado do coma.

- Hoje à noite você parte para os Estados Unidos, precisava estar acordado para seu julgamento. – ele respondeu secamente.

- Água... – foi só o que eu consegui dizer. Henri saiu e voltou com uma enfermeira e um copo com água. A enfermeira trocou meus curativos, que por sinal eram muitos. Ela ia me aplicar um remédio para dor, mas Henri não deixou.

- Deixa ele ficar ai morrendo de dor. – falou friamente. A enfermeira apenas trocou o soro e saiu. Henri chegou perto de mim e apertou meu queixo, me fazendo abrir a boca e colocando a água que ele trouxera. Ele praticamente estava me engasgando com a água. Tossi um pouco. – Ainda está com sede?

Fiz que não com, a cabeça.

- ótimo. – ele sorriu colocando o copo vazio numa mesinha que havia ali.

- Me mate. – falei e ele sorriu debochado.

- Não sou como você.

- Eu vou morrer de qualquer jeito. Irvin deve estar dando duro nisso... Cadeira elétrica talvez... Ou injeção letal... Você vai estar lá para me ver morrer, filho?

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