Capítulo 8

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Entenderás que imaginar es acto de rebeldía y enamorarse es infinita revolución

Late el corazón y lleva al hombro y actos sin risas

Que no hay vacuna que inmuniza el porvenir

Estoy contigo en la batalla, estoy contigo y no me quiero ir

Decir que te amo significa construir

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Adolescente não espera o prato da vingança esfriar para comer. Não tem a maturidade de um adulto para cozinhar a vingança em banho-maria, deixar o carma resolver, ou que a justiça divina seja feita. Adolescente quer ver o mundo queimar, o inimigo explodir, e quer para ontem.

Catarina só conseguiu esperar até o dia seguinte, na aula de educação física. Era o semestre de vôlei, todo mundo era obrigado a jogar, os meninos numa quadra, as meninas em outra. Era o professor quem escolhia o time, não os alunos, mas Catarina encheu o saco até ficar contra Manuela.

Manuela, que sempre foi a filha esquisitinha, nunca se deu bem com esportes e que prefere passar seu tempo livre junto da sua 3D e dos seus projetos doidos, sabia que ia levar pau no vôlei de uma Catarina que faz tudo, até balé. E só não disse nada porque não tinha, entre as meninas da sala, com quem contar para se defender.

Sequer do time ela fazia parte. A bola chegava nela, ela passava para alguém melhor e, se conseguisse, evitava que a bola caísse dentro do limite que rendia ponto para o adversário.

Não queria dizer, por exemplo, que ela soubesse sacar. Queimou os seus três saques jogando a bola ou muito fraco, ou muito torto, e ficou envergonhada de pedir desculpas quando viu o resto das meninas do time fazendo cara feia.

Mas foi só quando ela foi para a rede que Catarina viu a oportunidade perfeita. Na rede, se o jogador é baixinho, não há muito o que fazer além de pular e esticar os braços esperando que isso sirva de bloqueio da bola vinda do adversário, mas, se a jogadora é mais alta, coisa que Manuela é, a rede não protege o impacto da bola e as chances de levar bolada na cara, num corte, é muito alta.

Pois foi com isso que Catarina contou quando cortou a bola na rede, não esperando fazer ponto, mas direto no rosto de Manuela que pulou o mais alto que conseguiu para evitar deixar a bola passar.

De primeira, ninguém socorreu. Bolada na cara dói, mas foi na Manuela, né? Ninguém gosta dela. E Catarina já tinha dito para metade das meninas, as com quem ela conversava, que aquele era o dia de acertar as contas.

Algumas até riram quando Manuela baixou com o rosto, o enfiou entre os braços e se dobrou ao meio para conter a dor queimando no rosto inteiro. Catarina não disse nada, mas sentiu o veneno escorrer, o rosto brilhando de amor vingado e algumas meninas até pediram para Manuela parar de frescura para continuarem a jogar.

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