Capítulo 5

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** Não esquece minhas estrelinha, tá? Por favorzinho, nunca te pedi nada :p 

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** Não esquece minhas estrelinha, tá? Por favorzinho, nunca te pedi nada :p 

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— Viado é bicho. – Sorriu, olhando para Rafael, por cima dos ombros da Manu.

— Que seja. – Rafael não tem paciência para rodeios – Você beija menino?

— ...e menina também.

Mesmo que tudo apontasse para um final feliz, Rafael deu um passo atrás. Isso não estava no plano, não fazia parte do que ele queria, e estava muito além do que ele estava disposto a abrir mão. Olhou para Manuela, de Manuela para Gabriel, os dois sorriam e pareciam malucos iguais.

— Se você quiser nós dois, vai ter, mas ele não. – Rafael respondeu para Manuela e Gabriel estendeu um "por enquanto" no cabo da frase do outro, rindo por dentro, e sem responder mais nada.

Manuela teve que imaginar o que teria acontecido se Rafael tivesse beijado Gabriel. Se Rafael não tivesse enfiado uma estaca nas vontades. De madrugada, estava tão acordada, que incendiava o quarto inteiro. Beijá-los desencadeou uma urgência louca que não se calou até a hora em que conseguiu ficar sozinha, dentro do seu quarto escuro, no meio da noite, onde ninguém pudesse rir daquilo, nem chamá-la por puta.

— Manu, tá acordada?

Imaginava um cenário nu, suado, cheio de mãos e línguas, Rafael misturado no Gabriel, muito, muito, muito melhor que pornô. Ninguém gemia berrando. Todo mundo sorria dentro da cabeça dela. O que não sorria, se contorcia. E, quando o Lipe chamou, com dois toquezinhos tímidos na porta, todo mundo se contorcia.

E ela estava quase lá.

— Manu?

Podia fingir que estava dormindo. Podia ignorar o chamado, ficar bem quietinha, e depois continuar quando ouvisse o irmão voltar para o próprio quarto.

O único problema disso é que, quando o Lipe chama, no meio da noite, é sinal que ele não consegue dormir. É sinal que a dor de amor pegou com mais raiva, tocou mais fundo.

— Tô acordada. – Ela respondeu, se levantando da cama, lavando as mãos rapidinho, e procurando dar ordem à cabeça, ao corpo, e às ideias. Prendeu os cabelos e só abriu a porta quando conseguia mentir para si que estava só sem sono, e não quase nas estrelas.

O Lipe perceberia as bochechas vermelhas, a boca mais rosa, a raiz suada do cabelo, se não estivesse muito dentro de seu próprio universo particular. Entrou já querendo colo, procurando aconchego, porque era assim, desde quando ela era muito pequena, toda vez que o Lipe tinha problemas para dormir.

— Eu não vou atrapalhar? – Perguntou só por perguntar, mas para quem está pecando, qualquer vela parece inferno.

— Não, claro que não. – E ela já morria de vergonha só por imaginar o irmão rindo da sua intimidade. – Você quer colo, né?

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