Capítulo 7

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— Por favor, – Gabriel pediu baixinho – Parem

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— Por favor, – Gabriel pediu baixinho – Parem.

Ele nunca achou que falaria uma coisa dessas no plural. Rafael consumia Gabriel, seria capaz de continuar aquilo até o final de todas as sessões, a boca colada na dele, a mão lá embaixo, e Manuela entre eles, beijando os dois, lambendo onde a roupa não cobria, ambas as mãos ocupadas, fechando as pernas cada vez mais forte porque não se controlava.

Entrasse o Lipe em seu quarto àquela noite, seria recebido a sapatadas.

Gabriel só via vermelho. Enlouquecido entre um e outro, a espera compensava. Beijar bocas erradas compensava. Beijava Rafael e queria atacar Manuela, mas não podia, ela era menina, criada diferente, feita de negações. Queria abrir aquela blusinha preta dela, cheia de botões, e descobrir se ela usa sutiã de abrir na frente, ou de abrir atrás.

Descobriu há muito tempo que Manu fica linda de cabelo preso. Como quando ela vai prender o cabelo e passa um tempão agrupando todos os fios para caber no elástico. Tem uma mágica naquilo que ele nunca conseguiu dar conta.

Com Rafael segurando, a mágica ficava maior. Manuela com a boca entreaberta e os olhos fechados, Rafael lambendo-lhe o queixo e a linha da mandíbula. Menino que tira tanta foto no Instagram porque era feito de olhar. Rafael suspirando sem nunca gemer, travando os dentes enquanto Manuela brincava, sorrindo, um sorriso novo que não dá paz para ninguém.

Antes que ela conseguisse o que buscava, Rafael procurou permissão no rosto da Manu. Ninguém nunca tinha ido depois do cós da calça dela, e ninguém iria sem que deixasse, nem Rafael. Manuela sorria grande, desafiadora, o jeito mais lindo que já sorriu, e Rafael entendeu que aquilo era um sim.

Abriu o primeiro botão da calça dela, a calcinha não tinha cor porque dentro do cinema era tudo azul, viu Manuela se endireitar no colo do Gabi, respirar mais fundo, e parar ambas as mãos.

Gabriel percebeu e, fosse um ano mais velho, um pouco mais experiente, teria enfiado a mão por trás da calça dela, para atingi-la de outro ângulo, mas ali, segurou a menina pelas costelas, depois por baixo da blusa, pela barriga linda de tabuinha, Rafael brincando onde só ela brincava e Gabriel ocupando o lugar do sutiã.

Ela não conseguia parar quieta, nem falar baixinho. Cada vez que respirava vinha um ganido junto. Tudo por baixo da pele de vidro queimava, até o jeito como Gabriel a mantinha imóvel, a segurando pela barriga, para não machucar a mão de Rafael no zíper.

Gabriel quis entrar junto da calça dela, mas a calça era muito apertada, mal tinha espaço para um, então Rafael tirou a mão e deixou o Gabi entrar.

— Devagar, Gabi – Rafael guiou – Assim vai machucar ela.

— Assim, Baixinha?

Manuela não tinha voz, mas balançou a cabeça achando que tava dizendo que sim.

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