Episódio Vinte e um: Uma constatação óbvia

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[NOTAS] Eu demorei pra caramba e eu espero que ainda tenha alguém pra ler essa historia. Tá acabando, eu juro, não me larguem agora.

Eu sei que tenho muitos momentos ruins com Lucky, mas eu prometo que ela vai ter um final, e vai ser legal, serio, parece legal no roteiro, pelo menos. Enfim...

+18 A FRENTE! O capitulo é basicamente pra isso, então... eu marco em negrito caso vocês queiram pular a cena em si. Tentei fazer o nivel de "pesado" comum de lucky ou seja, its putaria but not too much!

E eu sei que depois de tanto tempo eu não tenho direitos, mas se quiserem usar a tag pra falar da historia.... #CoelhodaSorte

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JEONGGUK

Taehyung estava sentado no banco do carona, me olhando a cada dez segundos desde que saímos, sorrindo largo e depois escondendo o sorriso como se estivesse com vergonha que eu visse. Durante o caminho pra cidade, Tae não disse uma palavra, mas eu tampouco o fiz. Não ia saber o que dizer, não quando me sentia um adolescente indo transar escondido dos pais com o primeiro namorado pela primeira vez. Eu não era mais um adolescente, mas na teoria Taehyung era meu primeiro namorado, então parecia um passo importante igual seria se tivesse acontecido anos atrás.

— Hoje não vai precisar comer a comida vegana do vovô — falei, tentando quebrar o silêncio.

— Eu gosto da comida dele, menos do tofu — ri baixo.

— Ele ainda não sabe como cozinhar com tofu, mas a cozinha dele é de experimentação. Vai testando várias vezes até dar certo, quando a gente voltar aqui ano que vem ele já vai estar um especialista.

— Vai querer me trazer aqui ano que vem? — ele perguntou e me dei conta do que disse... No ano seguinte nosso namoro já teria acabado.

— Claro — dei a ele o melhor sorriso que consegui antes de voltar os olhos pra pista de novo — Eu trago SoYeon e Yoongi-hyung pra cá, sempre que posso, não tem problema você vir também. E... somos amigos. E amigos podem visitar a família de... de outros amigos — eu me sentia patético enquanto falava. Na verdade, me sentia patético toda vez que precisava reafirmar nossa amizade.

Era como se Taehyung e eu estivéssemos num território cinzento sobre o que sentíamos. Eu não conseguia dizer com certeza o que sentia por ele, e não fazia ideia dos sentimentos dele por mim. Era tudo importante e perigoso, literalmente custaria a vida dele tomar uma decisão errada, e eu não sabia o que fazer. Mas por enquanto, podia deixar o dilema do meu relacionamento falso pra depois.

— Você prefere jantar? Eu não conheço restaurantes aqui, mas às vezes ia numa lanchonete muito boa e-

— Lanchonete. É... parece bom — Tae disse em voz baixa, apertando as mãos nos joelhos — Você... Quer dizer... as pessoas não vão ficar te cercando? Você é o coelho da sorte.

— E você é a maior cantor da Coreia, vamos ficar bem — consegui estacionar o carro numa das incríveis doze ruas que compunham a cidade inteira, o lugar era minúsculo, mas eu gostava disso, a chance de alguém atrapalhar o encontro para pedir uma foto era mínima, além de que nem seria problema, aquele dia tinha de ser um dia de muita sorte, apesar do começo desastroso. Desci do carro, dando a volta pra calçada, mas Taehyung continuava dentro do veiculo, olhando para o painel — Tudo bem? — abri a porta pra ele — Não precisamos-

— Não é isso — ele emendou rápido, virando de lado no banco, ainda sem sair do carro — É só... Eu não quero estragar tudo dessa vez.

— Não vai. Confia em mim — ele assentiu, sem olhar pra mim até descer do carro bem rápido e me roubar um selinho, como se nunca tivesse me beijado antes. Ri baixo quando ele cobriu o rosto com as mãos — O que foi?

Lucky: e o Coelho da SorteOnde histórias criam vida. Descubra agora