Season Finale: Maldição

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E é o último capitulo!

Antes de me despedir, queria avisar que vai ter um extra, como prometi no twitter, pra falar sobre todos os personagens.

Mas sobre despedida... Enfim, Lucky foi uma historia difícil pra mim, tinha muito sentimento envolvido, muita tristeza também, especialmente por ser algo que comecei quando perdi minha avó e ela era a maior fã do Coelho da Sorte que poderia existir. Eu sei que a historia não foi o ideal, prometi muito pro pouco que cumpri, mas eu tô feliz de ter conseguido terminá-la. 

Espero que vocês gostem do final e se quiserem ver mais do futuro #LUCKYBOOK vão lá no twitter ou no insta em janeiro porque o projeto já tá lindo. 

Posso pedir votos e comentários uma última vez? kkkkk não totalmente última, espero que vocês leiam o extra, eu já comecei e tá muito bom, ok?! Amo vocês, obrigada por apoiarem essa historia até aqui e me ajudar a terminá-la.

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29 DE DEZEMBRO

JEONGGUK

Yoongi tinha ido à estação de trem me buscar, Jimin e SoYeon tinha ficado no hospital com vovô e quis falar algo ao hyung sobre tudo o que houve, mas não consegui. No trem eu permaneci em silencio, ninguém me reconheceu ou falou comigo, talvez fosse a sorte me dando a solidão que precisava, mas assim que as portas se abriram em Seul, senti como se houvesse algo me sufocando. Quando recebi a mensagem de Yoongi-hyung e encontrei o carro, não pude dizer nada, só chorei, sentindo engasgar, mas nem isso me impediu de chorar mais.

Eu nunca me senti tão mal quanto naquele momento.

— Jeon... — Yoongi-hyung chamou, quando parou o carro no estacionamento diante do hospital — Eu sei que pedir isso pra você agora é cruel, mas preciso que aguente o quanto puder, tem de ser mais forte agora do que já foi a vida toda. Tem que fazer isso pelo seu avô e pelo Tae, ok?! O vovô vai acordar e o Tae vai voltar são e salvo pra você, e você tem de acreditar nisso mais que qualquer coisa.

Funguei, olhando pra ele. Eu ainda chorava a ponto de vê-lo embaçado, e sabia que tinha razão. Eu precisava continuar acreditando, fazer o universo trabalhar a meu favor. Ou o máximo que fosse possível nessas circunstâncias.

— Aguenta só um pouco mais — o hyung pediu e assenti. Precisei de um minuto, talvez um pouco mais que isso pra parar de tremer e parar de chorar, mas ele me deu todo tempo que precisava, enquanto tentava me estabilizar o mínimo. Yoongi desceu do carro e abriu a porta pra mim, sai do carro, seguindo-o no automático até ouvir a primeira menção sobre o vovô.

— Ele é o neto? — a enfermeira perguntou pra Yoongi-hyung ainda na recepção do hospital, mas eu consegui responder antes.

— Eu sou. Posso vê-lo? — deu pra ver a hesitação quando ela me reconheceu. A reação já era costumeira, a maioria dos profissionais da área de saúde não acreditava sobre os efeitos do Coelho da Sorte, mas em alguns casos era impossível ignorar a sorte — Por favor — insisti.

— Por aqui — ela acenou para que eu a acompanhasse, no caminho para o quarto passei por Jimin e SoYeon, Jimin tinha apagado no ombro dela, enquanto SoYee até estava com os olhos abertos, mas nem parecia enxergar nada. Levando em conta que os dois estavam ali à madrugada toda, era um milagre se ainda estivessem despertos, Yoongi ficou pra trás, junto com eles — Ele está estável, o colocamos num quarto isolado. Tem um enfermeiro somente pra acompanhar de perto qualquer mudança no estado dele, foi um pedido pago pelo Senhor Park.

Lucky: e o Coelho da SorteOnde histórias criam vida. Descubra agora