Episódio Nove: Problemas no Paraíso pt.1

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[NOTAS] 1. os capítulos nove e dez são basicamente um só, dividido em dois, então eu pretendo postar o dez bem rapidinho. 

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TAEHYUNG

Eu e Jeongguk estávamos há quatro dias juntos, sendo matérias de todos os jornais do país, capa de quase todas as revistas e tínhamos mais photoshoots agendados que tempo para realmente tirar todas essas fotos. Durante esse tempo, ainda não havíamos resolvido o assunto da casa - ou apartamento - que iríamos dividir, ele também não parecia muito empolgado com a ideia, mas seu secretário pessoal, o senhor Chan, marcou visitas a alguns imóveis perto da casa antiga dele - Jeongguk não queria ficar longe de Soyeon e Yoongi - e perto de hospitais também, por motivos óbvios.

Enquanto meu pessoal se ajustava a nova empresa, contratos de trabalho eram assinados e equipes começavam a trabalhar - Singularity precisava ser finalizada e tinha mais 4 músicas a serem feitas para fechar o álbum -, JiSoo-noona me mandava pra uma livraria gigantesca ali perto para procurar livros sobre maldições ou qualquer relato sobre os "Filhos do Universo", a seita maluca da minha cidade e no meio tempo, descobrir o que eu era, agora que tinha um relacionamento com um homem. A noona tinha medo que eu entrasse num tipo de crise de identidade, mas eu achava estar indo muito bem.

Fui muito bem enquanto encontrava o senhor Lee número 5 logo cedo, para que ele me acompanhasse até a livraria:

— Bom dia, Senhor Lee, eu tenho um namorado, sabia?

— Todo mundo sabe, senhor. — ele respondia todas as manhãs.

Também fui muito bem enquanto ia nas cafeterias perto da Golden Closet comprar cappuccinos para Jeongguk e pra mim, para que ele me desejasse sorte pelo resto da manhã:

— Olá, eu quero um cappuccino tradicional e um frappuccino de caramelo, sabia que eu tenho um namorado?

— Eu sei! — a garota, que parecia novata na equipe, ou eu só não lembrava dela, apontou para a camisa por baixo do avental e estava escrito "Taegguk" em letra desenhada e cor de rosa — Fighting, Taegguk!

Nessa ocasião eu fiquei meio surpreso.

E teve a manhã daquele dia:


— Então, eu simplesmente contei no meio de toda imprensa do país numa coletiva e... — olhei para meu ouvinte. O garotinho estava sentado no chão ao meu lado na livraria. Eu finalmente tinha achado um livro interessante sobre maldições, mas parecia fantasioso demais com histórias de bruxas e pactos, mas era melhor do que o último que o atendente da livraria indicou, já que achava que eu queria alguma aventura fantástica e me apareceu com o livro de um príncipe lobo e um lobo vermelho, mas eu não estava muito interessado — Quantos anos você tem mesmo? 


— Oito! — ele disse, sorrindo com dois dentes da frente faltando. Oito era uma boa idade.

— Então, como eu tava dizendo, agora o coelho da sorte é meu namorado. De verdade! E mesmo que ele só esteja me ajudando, meus amigos acham que posso gostar dele e possamos ser um casal real daqui um tempo, Jisoo-noona acha que eu posso ser bissexual.

— O que é isso? — perguntou.

— Quantos anos você tem mesmo?

— Oito!

— Então... Segundo um site que vi no Google, é quando você gosta de meninos e de meninas. Eu não sei se tá certo, porque o Google nem sempre tá... mas pareceu uma explicação boa — o garotinho parou pra pensar um momento, assentindo consigo mesmo.

Lucky: e o Coelho da SorteOnde histórias criam vida. Descubra agora