Episódio Onze: Beijos e Curativos

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[NOTAS] GENTE! É oficialmente o meio da fic!Momentos de choque em Lucky World, a ideia é ter 22 "episódios", tô nem acreditando que ela já tá na metade.

AVISO IMPORTANTE (mas sem spoiler)O jeon aqui fala de uma experiencia que ele teve, com o primeiro cara da vida dele. Foi algo bem triste, mas não deixou um trauma nele, pq a sorte interferiu diretamente na situação. PORÉM isso o deixou inseguro. o ue escrevi não é uma tentativa de suavizar assuntos sérios, é pra mostrar de onde vem a insegurança do Jeongguk (algo que ele carrega a narrativa toda) e de como isso pode afetar as relações dele, especialmente com o Tae.


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JEONGGUK


No tempo que fui deixado na recepção do hospital, já que eu não podia entrar para acompanhar a tomografia, considerei se era ou não uma boa ideia ligar pra JiSoo e avisar sobre o acidente. Eu tinha de admitir estar com receio sobre tudo que houve, era meio assustador o quão perto da morte ele esteve, mesmo que eu tivesse lhe desejado sorte antes de ir. Eu tinha demorado a vê-lo, e era compreensível que estivesse triste por eu ter faltado ao almoço, mas minha sorte o manteve bem até o fim de semana. Teria sido o fato da sorte ter ido embora quando cheguei à cidade? Ou o fato de estar magoado comigo interferiu? Eu não conseguia montar uma razão plausível, mas levando em conta tudo que houve, buscar explicações lógicas era meio... idiota. Mesmo assim, ainda precisava entender ou teria de amarrá-lo a mim até a maldição acabar.

— Senhor Kim? — alguém chamou ao meu lado, e olhei, não sei bem porque, a enfermeira olhou de volta na prancheta — Senhor Jeon, perdão — corrigiu — O senhor Kim está no quarto agora. Ele vai passar a noite aqui, em observação.

— Eu posso entrar? Ficar com ele lá dentro? — pedi, ela olhou de volta na prancheta, provavelmente analisando se o caso dele permitia isso ou não. Por fim, assentiu.

— Por aqui — acenou para o corredor adiante, a segui. Minhas mãos estavam melhor enfaixadas agora e tinham me dado alguns analgesicos para que não doesse tanto, mas não estava sendo tão ruim assim, eu conseguia usá-la normalmente. Provável que era minha sorte interferindo até nisso. As pessoas no hospital nos identificaram logo que eu tive de registrar a entrada de Taehyung, que apagou quando a ambulância parou no hospital. A notícia do coelho da sorte e seu namorado estarem no hospital após um acidente correu rápido e Taehyung foi atendido com prioridade. Eu não podia negar estar grato por isso, porque o fato dele ter desmaiado não me fez sentir confiante.

Desde janeiro até agora, final de março, já era sua segunda pancada na cabeça e isso nunca era bom.

— As onze alguém da equipe virá trazer edredons, se precisar de algum enfermeiro é só apertar o botão vermelho ao lado do leito — a moça disse antes de abrir a porta pra mim, e dar espaço para que eu entrasse, lhe fiz uma reverência em agradecimento, entrando no quarto. Taehyung estava acordado, o que era um bom sinal, tinham raspado a lateral de seu cabelo pra tratar melhor o ferimento junto a orelha, mas seria fácil esconder com seu próprio cabelo ou ele podia tentar algo novo, as fãs com certeza iriam entender.

— Oi... — falei, ele sorriu, e eu estava realmente grato por vê-lo bem. Me aproximei da cama, ele começou a se sentar e corri pra perto com receio de que ele fica tonto ou algo parecido. Taehyung riu, se sentando normalmente, os lábios fazendo um bico como se eu fosse muito bobo em me preocupar.

— Tá tudo bem, não estou tão mal assim — ele ainda parecia meio pálido — Levando em conta o que houve, eu podia estar bem pior — baixou os olhos, como se estivesse com vergonha — Obrigado.

Lucky: e o Coelho da SorteOnde histórias criam vida. Descubra agora