Vinícius

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O resto do dia foi tranquilo. Lauren se recuperou da alergia e Hanna se vingou de Nick, pedindo para ele abrir uma lata de refrigerante que ela havia chacoalhado minutos antes. O resultado foi que os dois precisaram tomar um banho por causa do banho de Coca-Cola que levaram.

-Acha que eles vão se acertar? - indagou Lauren, sentando-se ao meu lado, debaixo de uma árvore. Luíza e Paulo corriam para todos os lados, rindo e brincando, sem se preocupar com a aula de amanhã.

-Não sei. Ambos tem gênio forte. Vão brigar o tempo todo - comentei. Carlos e Julie conversavam de forma animada, falando de teorias, histórias e tantas outras coisas relacionadas aos multiversos da Marvel e da DC.

-Uma hora eles se entendem. Parecem se atrair, não percebeu?

-Sim, percebi, mas não acho que seja uma boa. Hanna é afiada, meio perigoso para o seu amiguinho sensível.

-A garota de quem eu gosto também é assim, e nem por isso eu pulei fora.

-Ainda, você quer dizer. Você não pulou fora ainda.

-Deixa de ser pessimista.

-Eu sou realista, meu caro. Você vai deixar ela de lado assim que alguém mais interessante aparecer.

-Por que acha isso?

-Eu não acho, tenho certeza - Lauren tirou um pacote de balas do bolso e me estendeu uma, antes de colocar outra na boca. peguei a bala e coloquei na boca, voltando a fitar o lago. A garota ao meu lado parecia tão calma quanto a água, rindo vez ou outra, enquanto tirava os fios que insistiam em cair em seu rosto. Me dei conta que estava admirando-a novamente, apenas quando ela se virou para mim, fixando seu olhar no meu.

Um sorriso divertido tomou seus lábios, me fazendo rir com tamanha leveza, que me parecia algo simples, como respirar. Seus olhos castanhos ganhavam um brilho quando ela sorria. Um brilho que a maioria das garotas não tinha.

-Por que está sorrindo? - questionei, com um sorriso bobo nos lábios.

-Estou pensando no quanto você está equivocado pensando assim.

-Se é o que você acha - seu sorriso se alargou, deixando escapar uma leve risada. Lauren parecia alheia a própria beleza, como se não soubesse que poderia ter qualquer aos seus pés, apenas com um olhar. O que eu estava pensando? Não. Ela era minha amiga, só isso.

-Quando foi que teve a ideia de me mandar mensagens anonimas?

-Eu já disse, foi a aposta - reclamou, revirando os olhos. Mordi a bala que estava em minha boca e a fitei.

-Sim, mas como conseguiu meu número?

-Colocaram um bilhete dentro da minha mochila. Dizia: "Consiga um podre e nós limpamos sua barra", mas eu não consegui o podre, ao invés disso, eu acabei me apaixonando por você. Grande erro.

-Foi um erro se apaixonar?

-Sim. Pessoas apaixonadas cometem loucuras. Eu não quero isso. Não me parece certo.

-Nunca parece, até você tentar.

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