7° capítulo

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A sala

- Esse lugar realmente é bem grande – Louis falou.

- Realmente.

O lugar era bem claro e limpo, diferente do que eles imaginaram ser um galpão velho e cheio de ratos. Haviam vários experimentos químicos, aparelhos, papeis em um quadro como se fosse o esquema de algo.

O chão e as paredes eram totalmente brancos, havia também vários armários e prateleiras cheias de caixas, haviam algumas caixas abertas no chão também.

- Temos vinte minutos Louis.

- Certo, vamos procurar.

Louis e Harry começaram a andar pela enorme sala a procura da tal invenção. Harry começou olhando dentro dos armários abertos e depois destrancando os outros com o palito que havia guardado no bolso e uma carta.

Já Louis foi para as caixas que estavam no chão, revirou uma, duas, três e nada. Resolveu ir para as caixas nas prateleiras e também sem sucesso.

Harry estava na mesa, não encontrou nada. Exatos cinco minutos se passaram e todos as caixas e armários já tinham sido revirados, e nada do tal objeto.

- Que ódio, aquela merda não está aqui – Louis falou raivoso.

- Eles foram mais espertos que nós.

- Será que aquele velho falou alguma coisa?

- Não sei, mas agora que ele sabe que estamos contra ele é bem capaz.

- Merda – Louis disse chutando uma pilha de caixas que ele tinha feito na busca da invenção, fazendo todas caírem no chão e um barulho alto ser ecoado pela sala.

- Porra Louis.

- Ei!! Quem está ai!? – Ouviram vozes altas.

- Merda, fodeu, fodeu, fodeu.

- Ei vocês dois! O que estão fazendo aqui? – Um cara de touca e jaqueta apareceu com um bastão na mão e um outro com um moicano rosa e jaqueta preta apareceu segurando um cachorro que não parecia nada feliz.

- N-nós... So-somos do serviço de limpeza – Harry falou sorridente e Louis deu um tapa em sua própria testa.

- Serviço de limpeza? – Os dois se entreolharam. – Mas os chefes não falaram nada de serviços de limpeza.

- Vida corrida, sabe como é – Louis disse coçando a nuca.

- Eu nunca vi faxineiro trabalhar de terno – O de moicano rosa disse com raiva. – Ainda mais com esses ternos que parecem ter sido uma fortuna.

Antes que os dois pudessem responder algo, sirenes foram ouvidas se aproximando.

- Merda – Um dos caras disseram. – A casa caiu.

"polícia, abram a porta" – Ouviram em seguidas de batidas e chutes na porta.

- Merda Harry, corre! – Louis disse ao segurar em uma das mãos de Harry e puxar correndo.

- Atrás deles – Ouviu os caras gritarem e o cachorro latir, minutos depois foi possível ouvir a porta do local sendo aberta em um estrondo.

Os dois correram o mais rápido o possível, tendo seus corações quase cuspidos pela boca e sentindo as pernas bambearem pelo cansaço.

- Aqui – Louis falou ainda segurando firme a mão de Harry e o puxando para uma pequena salinha apertada. – Vem.

Harry e Louis entraram e o menor trancou a porta logo em seguida.

Estavam um de frente para o outro com as respirações ofegantes, estavam tão próximos que podiam sentir o ar de um se chocar contra o outro, as mãos juntas ainda, os dedos de Louis acariciando as mãos de gélidas de Louis.

- Louis – Harry disse ofegando. Olhando bem fundo nos olhos azuis do menor e em seus cabelos bagunçados.

- Sim – Ele respondeu com um sorriso mesmo estando morrendo de cansaço.

- E-eu... eu estou assustado agora – Seus olhos desviaram para o peito de Louis que subia e descia rapidamente. – Eu não... eu não estou acostumado a fazer isso, n-na verdade eu nunca fiz isso e eu nem sei o porquê estou aqui eu...

Louis colocou sua mão na boca de Harry que arregalou os olhos assim que escutaram os passos e a voz de alguém. O menor teve quase certeza de que viu os olhos de Harry marejarem.

- Tá tudo bem – Ele sussurrou inaudível e puxou a cabeça de Harry para seu ombro e o mais novo se segurou para não chorar ali mesmo.

Eles esperaram aproximadamente dois minutos ali, com Harry apoiando a cabeça no ombro de Louis e o mesmo tentando acalmar Harry.

- Harry, acho que já podemos sair – Ele disse em um cochicho.

Harry levantou a cabeça lentamente, os olhos marejados e confusos. Olhou para Louis em silêncio e levou suas mãos para o rosto do menor e o puxou para um beijo, um beijo que começou apenas com um selinho demorado e que logo se tornou algo mais sério, ficando mais intenso e profundo, envolvendo línguas e carinhos.

Louis depositou suas mãos na cintura de Harry e o cacheado continuou mantendo o rosto de Louis entre as suas.

O beijo não demorou muito tempo. Harry que foi quem iniciou o beijo, foi o primeiro a se afastar sem graça, sem saber o que falar ou para onde olhar.

- É... vamos... vamos. – Ele disse meio desconcertado, tirando as mãos do rosto de Louis e se dirigindo até a porta.

O cacheado abriu a porta com um extremo cuidado, olhou os dois lados do corredor para ver se estava vazio e assim que percebeu que podiam sair, fez um sinal para Louis e saiu lentamente, antes dos dois começarem a correr o mais rápido o possível sem ao menos olhar para trás.

- A portinha está livre? – Louis perguntou assim que eles voltaram para a sala branca.

- Sim, dá para voltarmos por lá – Harry falou em alívio.

O cacheado correu até a portinha e se pôs de quatro no mesmo instante, entrando no pequeno buraco e engatinhando o mais rápido que podia.

- Louis!?

- Oi!?

- Nada, só queria saber se você tinha conseguido entrar.

- Estou bem atrás de você, curly.

Os dois engatinharam o mais rápido o possível e respiraram em alívio ao sentir o ar gelado contra seus rostos, levando os cachos de Harry para a frente de seu rosto e deixando o cabelo de Louis para todos os lados.

Correram para o carro que ainda estava estacionado no mesmo lugar. Hary se tacou no banco do passageiro e Louis no do motorista, o menor ligou o carro e deu a partida, fazendo um som alto ecoar pela rua.

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O primeiro beijooo😭 a gente nunca esquece hehehe

Bom, espero que estejam gostando, beijinhos e não se esqueçam de votar plss ❤️

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