RACHELLE
Essa semana está louca.
Primeiro descobri que meu suposto namorado estava saindo com outras. Então eu caí em mim e percebi que na verdade eu estava tendo um relacionamento abusivo, por três meses. E aí eu terminei com ele e achei que ficaria tudo melhor, até contei as garotas sobre isso.
Mas então essa noite recebi uma mensagem de um cara desconhecido me chamando para uma saída casual agora que eu não estava mais transando com o Joe. E ai percebi que enquanto ele me pedia para não ficar espalhando nosso relacionamento ele estava contando vantagem sobre comer a filha do treinador. E, por último, ele me empurrou no quintal da casa dos namorados das minhas amigas.
E o pior, ele já havia apertado meu braço com força semanas atrás e me deixando marcas que duraram dias.
Bom, agora estou aqui pressionada contra a parede sentindo uma ereção em minhas costas enquanto uma mão toca meu short, entre as coxas. O dono da mão pode ser o maior galinha de Duke, mas ele me ajudou e eu preciso me sentir desejada. Mesmo que tenha descido ao nível de escolher logo um cara cujo unico critério para pegar alguém é ter uma vagina.
— Você parece tão pequena para aguentar um pau indo e vindo com força. — Shane afasta meu cabelo e sussurra em meu ouvido me fazendo tremer de leve.
A voz dele exala putaria.
Ele é uma parede de quase um metro e noventa atrás dos meus um metro e cinquenta e seis.
Shane me vira de frente me erguendo com toda a facilidade existente e me leva para a cama. Eu estou no colo dele quando nossos lábios se juntam, se desejam. Os dedos dele desfazem o nó que fiz na camiseta e depois a ergue, eu ergo meus braços para ele terminar de tirar.
— Porra Rae, aquele desgraçado está tão errado, você é uma mulher incrível e gostosa, ele foi um sortudo e eu sou um sortudo agora.
Sorrio mesmo sabendo que ele só está sendo sedutor, ele é um jogador não só no campo, toda a vida dele deve ser um jogo.
— Qual a melhor coisa que ele nunca fez por você? Estou aqui para satisfazer suas vontades, tudo que ele não fez. — Os dedos de Shane estão abaixando um pouco meu sutiã, puxando meus mamilos.
Me movo no colo dele sentindo o calor entre minhas coxas. Eu não deveria dizer que um cara não fez algo sexualmente, não deveria expor, mas não foi o que ele fez comigo? Me expôs?
— Oral. — Eu falo baixo olhando para as mãos grandes dele em meus seios pequenos. — Eu não recebo um bom há muito tempo.
Shane sorri de lado e então ele me coloca em pé no chão e se deita, tirando sua camiseta antes exibindo todos os seus músculos.
— Tira o resto da roupa e senta na minha cara, agora.
A voz dele, caramba. Minha calcinha de repente parece pesada e eu preciso a tirar, e embora eu esteja apressada tento não parecer desesperada e tiro o short e a calcinha devagar. Shane analisa meu corpo, subindo e descendo seu olhar.
— Vamos Rae, eu quero muito provar sua boceta. Venha aqui.
Ele morde seu lábio quase como um convite e então eu caminho nua até ele e subo em sua cama, descendo meu quadril sobre seu rosto até sentir o hálito quente dele. Paro porque isso me faz tremer, mas ele segura minhas coxas e me traz para sua boca faminta.
Shane chupa minha pele inchada pela excitação e sua lingua se move incansavelmente me fazendo mover meu quadril inquieta o obrigando a segurar meu corpo me mantendo parada. Não tão parada já que gemo e meu corpo treme a cada instante que fico mais sensível.
Coloco minhas palmas abertas na parede atrás da cama me segurando quando ele mordisca meu clitóris me fazendo gritar e segundos depois enfia dois dedos em mim. Depois não são só dois dedos, são dois dedos e sua lingua entrando e rodeando dentro de mim. Sinto o desejo crescendo, latejando tão forte, me obrigando a gemer cada vez mais alto.
Ele me leva ao limite. Eu fecho meus olhos quando meu corpo se desmancha ali sobre o rosto dele chegando a um orgasmo que eu nem esperava.
Não sei como Shane se senta e me faz escorregar para o seu colo, o que sei é que quando nos olhamos há um monte de desejo e luxúria que não queremos desperdiçar e então eu o beijo. Intenso.
Sou jogada no colchão e abro meu sutiã me livrando dele enquanto Shane se livra da calça e da cueca. Não tenho tempo para analisar o produto antes que seu corpo cubra o meu.
As mãos quentes e grandes dele seguram e apertam meu corpo sem gentileza, e sua boca sedenta envolve um dos meus mamilos. Minhas pernas se envolvem nele roçando meu corpo no dele, precisando de todo contato possível, sentindo seu pau.
— Shane... — Eu gemo e é estranho, nunca me imaginaria gemendo esse nome.
Ele ergue seu rosto me olhando e segura minhas coxas me abrindo mais para ele e então o sinto me abrindo. E nem preciso olhar seu pau para saber que a natureza foi generosa, a forma como ele me preenche e desliza fundo me diz isso.
— Porra...
Vejo a veia do pescoço saltar quando ele tranca o maxilar e espera um pouco antes de se mover, sem gentileza, pressionando meu corpo contra o colchão a cada estocada.
Segundo a segundo sinto o prazer aumentando, a sensação deliciosa de ser preenchida enquanto arranho suas costas. Shane ergue minhas pernas sobre o seu ombro facilitando para deslizar dentro de mim.
Eu fecho os olhos apenas sentindo a pulsação aumentando, ofegando ouvindo os sons dos nossos corpos, até que meu corpo atinja o segundo orgasmo e logo em seguida Shane goze dentro de mim.
Ele encosta seus lábios nos meus e passa a língua neles, chupando o lábio inferior antes de se afastar.
— Você é incrível, seu corpo é incrível, seus gemidos são incríveis também. — Ele sussurra.
É a última coisa que lembro de ouvir. Acordo mais de uma hora depois, pelo que checo no meu celular, sozinha no quarto. O que não é surpresa, a reputação do Smith o precede.
Na verdade isso é o melhor, foi só sexo para levantar minha auto estima, e agora evitamos aquela situação estranha de dizer "hum, foi legal te conhecer" ou "valeu pela noite".
Visto minhas roupas e desço as escadas. É meio que a descida da vergonha, não que alguém na casa ligue para eu ali descendo sorrateiramente. É mais minha vergonha pessoal de ter me submetido a um relacionamento vergonhoso com Joe e me jogar na cama de Shane Smith para tentar me sentir confiante de novo.
Rachelle Irvine e todas as suas decisões idiotas.
Não vejo sinal de Shane, talvez esteja no quintal lá nos fundos. Me apresso em chamar um Uber e espero do lado de fora e vejo que Lili me mandou uma mensagem.
Lili:
Rae por que não está em casa? Não foi ver aquele desgraçado, em breve morto, Joe, certo?
Eu amo essa garota. Cada vez que me lembro que me afastei dela e Krista eu me enojo comigo. Joe dizia que eu devia passar meu tempo livre com ele, e que minhas amigas se importavam mais em estar chupando o pau dos filhos da puta arrogantes que se acham donos do time. Eram exatamente essas palavras. Não sei como me deixei levar.
Pelo menos eu contei isso a elas três dias atrás quando soube que Joe estava saindo com outras e finalmente a ficha caiu. Lili me abraçou por meia hora, e ela nem é muito de abraços, e Krista cozinhou para mim. Depois elas me disseram coisas importantes sobre namorar caras traidores e manipuladores.
O Uber chega e assim que entro mando uma mensagem em resposta para Lili.
Rae:
Sai para comer e tomar um ar. Estou chegando em casa
Não contei a elas a parte que Joe apertou meu braço até machucar ou sobre essa noite eu saber que ele andou espalhando sobre transar comigo. Também acho que não vou contar sobre o que aconteceu na casa dos namorados delas.
É o suficiente elas saberem que ele me manipulou e traiu, e como isso me afastou delas. O resto é um problema só meu.
Assim que entro no apartamento ouço as vozes vindo pelo corredor. Ou devo dizer, gemidos. Krista e Josh estão definitivamente por aqui.
Entro no meu quarto e fecho a porta, pronta para trocar minha roupa por um pijama. É só quando abaixo o short e sinto uma dor fina que olho para minha bunda correndo até um espelho.
— Filho da puta! — Exclamo vendo pequenas marcas rochas espalhadas.
As ganhei quando cai, ou melhor, quando Joe me empurrou. Bem que o Smith falou sobre as pedras.
Chuto o shorts no chão e me jogo no colchão fazendo minha bunda doer de novo. Demora alguns minutos para eu pensar com clareza sobre essa noite e o pensamento me assusta.
Nós não usamos camisinha. Por que nós não usamos? E isso me leva a outra questão, eu não estava usando camisinha com Joe nas últimas vezes que transamos. Parecia desnecessário porque nós estávamos saindo exclusivamente um com o outro, parecia sério e eu tomo anticoncepcional.
Mas agora sei que Joe estava transando com outras, e Smith, bem ele é ele, um galinha.
Eu preciso fazer exames urgente antes de ir para a Califórnia nas férias e me certificar que nenhum desses idiotas me passou uma DST.