GOLDWING

By melwhowrites

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"Sabe, se apaixonar por uma pessoa que você não tem intenções de se apaixonar é das formas de 𝘢𝘮𝘰𝘳 mais... More

introduction
dedicatória
chapter 1
chapter 2
chapter 3
chapter 4
chapter 5
chapter 6
chapter 7
chapter 8
chapter 9
chapter 10
chapter 11
chapter 12
chapter 13
chapter 14
chapter 15
chapter 16
chapter 17
chapter 18
chapter 19
chapter 20
chapter 21
chapter 22
chapter 23
chapter 24
chapter 25
chapter 26
chapter 27
chapter 28
chapter 29
chapter 30
FLASHBACK - In The Midnight Hour
chapter 31
chapter 32
chapter 33
chapter 34
chapter 35
FLASHBACK - Let The Angels Commit
chapter 36
chapter 37
chapter 38
chapter 39
chapter 40
FLASHBACK.- Us.
chapter 42
chapter 43
chapter 44
chapter 45
chapter 46
chapter 47
chapter 48
chapter 49
chapter 50
chapter 51
chapter 52
FLASHBACK - Melodrama
FLASHBACK - iris
chapter 53
chapter 54
FLASHBACK - illicit affairs
FLASHBACK - My Little Love
chapter 55
chapter 55.5
epílogo
nota da autora

chapter 41 - Sometimes a Fantasy

105 8 0
By melwhowrites

FLASHBACK

(Adventour Tour, 2 meses depois de Paris.) 

VICTORIA'S POV

O calor era insuportável, mas mesmo assim não excedia as temperaturas da Itália no verão. Oh, o verão na Itália. Sentia saudades de casa. Daquelas tardes na praia com os meus amigos. Das queimaduras no pescoço. De ver o Dami naquele calção de praia que ele sempre usa.
Haviam festas todos os dias, a toda a hora, seja em clubs, mansões gigantes. Dormir, trabalhar, se divertir e ir para alguma festa. Essa era a nossa rotina. Nessas festas, conhecemos muitos famosos, celebridades, influencers, modelos. Todos muito bem produzidos, porém não partilham nenhuma sensação de algo realmente verdadeiro. Maior parte daquelas pessoas vive numa mentira. Em vidas perfeitas abafando vícios, seja eles quais forem. Álcool, tabaco... fama. A fama também é um vício. Há muita gente que luta muito para estar sempre no topo, para ter atenção. E há outros que se aproximam de alguém famoso, e tiram vantagem. E aquelas pessoas que vivem na base de interesses... groupies. Quantas vezes não vi groupies a entrar nos camarins do Damiano, Ethan, Thomas. Mas pararam de ir até ao do Dam quando na Flórida me apanharam quase despida com ele. Elas também tentaram comigo, várias vezes. Uma chamada Cherry me roubou um beijo, em Ottawa. Me lembro do nome dela porque havia um homem qualquer no club gritando esse nome. Porém, me lembro da discussão que eu tive com Damiano nessa noite. Os dois em 2 quartos separados embora o quarto dele não fosse muito o usado, ainda em roupas carregadas de suor do concerto.
Ele tinha me visto ir para o banheiro com a menina, e a gente estava começando algo minimamente sério. Se há coisa que ele consegue exigir, é exclusividade. É só ele, e mais ninguém.
Quando cheguei à van, levei com um olhar fixo dele, chateado. Não poderíamos discutir aquilo lá dentro, num carro cheio de pessoal do management e Ethan e Thomas. Mas no instante que ele chegou ao meu quarto, eu comecei a falar. E ele começou a responder.

— Me diga, qual é o problema?- eu pergunto.

— O problema? Me diga você qual é o problema. — o moreno confrontou. Ele vestia uma camisa folgada, uma calça de couro escura.

— Eu?— volto a perguntar.

— Sim, você. Você é que beijou alguém hoje à noite.

— Eu quero deixar uma coisa bem clara. Se você não quer me assumir, eu também não vou assumir você. Por isso mesmo, somos livres para estarmos com quem quisermos.— eu pauso.— Afinal, quem é que dormiu com aquela Kaia modelo filha do nepotismo por anos a fio? Com uma noiva.

— Não traga Kaia para isso.— ele demanda.— Mas é assim tão errado que eu queira você só para mim? É assim tão estúpido? É assim tão estúpido eu gostar de você? A esse ponto eu já não sei mais.

— Não é isso que eu estou falando, Damiano. Enquanto você não avançar com o divórcio com Gio, pode ter a certeza que eu não vou fazer um contrato de confidencialidade. E garoto, me faz um favor, não traga mais essa mulher para as nossas conversas.

— Eu sei, mas...— ele começa. Ele está inventando desculpas. Eu não consigo acreditar nisso.

 — Mas o quê? Você ainda gosta dela?—apesar de perguntar isso partia o meu coração eu precisava de o fazer.

Ficou um silêncio na sala. "Damiano, sim ou não."

— Ok, eu ainda sinto algo por ela. Satisfeita agora?— ele deixa ir. A frase que eu mais esperava ouvir, mas a que estava menos preparada para ouvir ecoar no ar.

— Eu sabia.— eu não poderia perder essa postura agora, tinha que engolir aquela frase a seco.

— Eu não quero confusões. E se ela fazer um drama à volta da situação?

— Ela não sabe de nada, Dam. Absolutamente nada.— é aqui que eu me lembro de como é que ele conseguiu casar com alguém assim tão burra.

— Como você sabe disso?

—Eu falei uma vez com ela acerca do assunto, ela não sabe de nada mesmo.— disse, me controlando. Dizer tudo o que eu pensava de negativo dela não iria ajudar agota.

— Se você o diz...

— E... você quer se voltar a casar?— eu pergunto, impulsivamente. Momentos depois, rezei a todos os santinhos para isso não ter sido um grande erro.

— Depende...

— Depende de quem?

— Da pessoa. De mim mesmo.

—Tipo, se fosse eu?— nesses momentos vejo como a minha ousadia aumenta a cada dia.

—Não me faça perguntas difíceis.— ele dá um sorriso ligeiro. 

—Entendido. Bem...

—Posso te contar uma história?

— À vontade.

— Há uns anos atrás, quando eu estava de viagem pelo Leste Europeu, eu estava fora de Barcelona, caminhando nos contrafortes do Monte Tibidabo. 

Joey, Friends. A conversa que ele faz sempre quando quer a minha coisa mais preciosa, meu corpo.

—E você estava no fim desse caminho, e viu um lago, muito isolado, e...— a esse ponto eu me lembro que pensava como eu tinha caído nessa de novo. 

— Tinham árvores altas à volta, certo?- ele continuou, subindo a minha saia até à altura da minha coxa.

— E você viu uma mulher linda, tomando banho. Ela estava...

—  Chorando?— ele confirmou, enquanto tirava a minha camisa.

—Porquê?— disse eu. Eu era o Ross nessa história. 

A minha camisa transparente estava subida de forma que mostrasse o meu peito nu, e a minha saia puxada para cima. Ele, com uma camisa de linho preta desbotada. Naquela e em muitas outras noites, ele me fez qualquer coisa que eu quisesse. "For your love I'll do whatever you want". Essa é das minhas músicas favoritas de tocar. O seu ritmo é calculado, ao contrário da intensidade e impulsividade nos nossos movimentos.

Me entrelacei no seu corpo repleto de tatuagens logo depois. Sentir o calor dele, o seu batimento cardíaco, o seu abraço, o seu toque, me fazia sentir de uma maneira inexplicável. Era como ele lesse a minha mente. Ele sabia os meus pontos fortes, e fracos. Onde eu amava ser tocada ou beijada. Só ele sabia disso, e ele tinha muita consciência disso.

—Vic?— ele chamou, confirmando se os meus olhos ainda não tinham fechado.

—Sim?— eu respondi, com uma voz sonolenta.

— Eu te amo.

-
olá pessoal!
esse e o capítulo que irá sair em pouco tempo são informações adicionais à história como todos os outros capítulos de flashback. Achei importante ter um mini capítulo falando de como a relação de Dam e Vic se estabilizou.
Para os que repararam, sim, essa foi a primeira vez que Dam disse "eu te amo" para Vic!

obrigada por tudo,
mel.

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Só lendo pra saber...😘❤