Medo de Barata|Capítulo 37

Começar do início

—Ok, então vamos nos dividir em dois.—Matt declara.

Eu reviro os olhos por ser declarado algo óbvio.

—Então eu vou com uma equipe para aqui—aponto onde acredito que Ricardo esteja com as crianças.

—Negativo. Você vai ficar aqui. Eu e Lopes vamos para esse lugar com duas viaturas da equipe de Matheus, mando outras três equipes para esse raio, e as outras irão fazer varreduras nas proximidades da intersecção dos dois raios.—ele aponta para as áreas circuladas.

—Negativo quem diz sou eu. Eu vou e isso não está em discussão. Ponto e fim, no resto concordo com você—digo cruzando os braços.

—Onde já se viu? Mulher que tem medo de barata querer bancar heroína atirando? Vai levar chumbo fácil, fácil.—um policial comenta com outro que concorda.

—Essa mesma mulher que quer bancar heroína, acredito ser a única aqui entre nós que tem o nível de atirador de elite, caro policial.—Sambataro me defende.

—Ela acerta o que? 10 metros?—outro faz piada com a informação ganhando o olhar de reprovação de Matt.

Ok, eles já foram longe demais. Matt até tenta repreender, mas eu intercedo.

—O fato de eu ser mulher não me desqualifica. Estamos dizendo de 5.000 metros, meu caro. Se o senhor atira 10, não posso fazer nada. Mas posso fazer se seus insultos continuarem. —falo com calma segurando um olhar duro, direciono para todos.—e isso serve, para qualquer um que fizer gracinha a partir de agora. Entenderam?—posiciono meu corpo para frente dando credibilidade ao que falo.

—Você acerta cinco mil mesmo?—Matt cochicha em meu ouvido enquanto assisto a tropa de testosterona engolir em seco.

—5250 metros para ser exata.—sorrio.

Sam e Matt se entreolham e até indicam querer falar algo, mas Ribeiro entra na sala.

—Licença, senhor Sambataro, o advogado foi visto em Brasília hoje com o Ministro.

—Sim, e o que isso tem a ver?—Sam pergunta, claramente impaciente por estar sendo desafiado e contrariado por mim, além da situação que acabou de acontecer.

—Ele voltou com uma maleta, semelhante à usada para transporte de dinheiro em um jato particular.—Sam continua impassível—nós conseguimos grampear uma frequência de comunicação e esse mesmo avião vai decolar as 19 horas com o doutor Henrique e a loira.

Meu coração para. Olho para o relógio tenho uma hora e dez minutos para resolver tudo isso.

—Quem foi o ministro?—pergunto pondo a mão na cintura.

—O pai do promotor.—ele informa

Pego uma lufada de ar, anuo, tomando os documentos de sua mão e vejo as fotos de Rodrigo. Começo a folear e o vejo entrando em um carro. É isso.

—Ribeiro, consiga o caminho que esse carro fez.—ordeno.

Sam anui. E o grupo de policiais me olham como se estivesse acontecendo uma coisa de outro mundo, mas talvez pela minha clara ameaça se calam.

—Escutem só, temos uma hora. A porra de sessenta minutos para toda a ação.—quebro o silêncio olhando o mapa, estudando minhas possibilidades.

Preciso retribuir a cortesia do cavalo de tróia, Christina.

—Precisamos de algo para que os faça sair da toca.—comento pensando no cavalo de tróia.

—Como assim?—Sam pergunta.

Treinada para não Amar_ Katrina[CONCLUÍDO]Leia esta história GRATUITAMENTE!