Atena me ajude, amém!|Capítulo 22

717 54 8

Henrique

Estava entrando no apartamento de Katrina para me despedir dela quando ouvi vozes, parei curioso e reconheci que era ela e Gabriela que conversavam animadas sobre algo.

Quero deixar claro que em nenhum momento objetivei escutar a conversa dela, somente e, somente, quis ir ao encontro da Dama de Gelo da Katrina.

Sim, também a apelidei.

-Kat, você tem que ver a alegria dele quando ela teve lá-Gabriela comentava debochadamente sobre algo.

Eu estava próximo ao quarto de Katrina, onde elas estavam. Estava prestes a entrar, mas não queria atrapalhar o momento delas, que mal há em esperar?

-Você está estranha Katy, distante. Desde daquela ligação, o que houve? -Gabriela constata o obvio.

Sim, Katrina estava estranha.
Simplesmente, inventou uma ida a Brasília de uma hora para outra; está distante-parece que não vive nesse plano; está mais calada e sem contar nos pesadelos estranhos que ela tem e sempre que tento ajudar, ela me expulsa ou retorna pra casa.

Não " oficializamos" nossa relação, mas temos uma vida de namorados. A única regra: é não mostrar isso em público. Que acho frescura da parte dela, porém respeito. Mesmo tendo a certeza que nutro um sentimento diferente que me faz cogitar arriar os quatro pneus por ela.

-É apenas o cansaço. Me passa o meu computador. -ela finalmente falou.

-Cansaço ou fantasma do passado que você está julgando? -Gabriela indagou e fiquei alheio.

-Também tem isso, me arrependo de não ter passado o processo. -ela diz relutante.

-Por que você não alegou incompetência? -Gabriela torna questionar, mas não obtém respostas, assim como eu fico sem.

Apesar de estar escutando acidentalmente a conversa, não sei do que se trata o assunto e parece algo sério que judicialmente também me interessa.

-Entendi, vamos falar então do assunto que você fugiu a semana inteira: Você e Henrique.

Isso! Falem do pai aqui. Digam o quão maravilhoso sou.

-Vocês estão juntos a quanto tempo e porquê você não me contou?-Gabriela deu uma elevada de voz na última frase ficando evidente seu descontentamento.

-Primeiramente: nós não estamos juntos, não desse jeito. Somos amigos.

-Sim, mas desde quando você e Cavicão são amigos a ponto de estarem transando?

Katrina bufa alto e observo que ela está impaciente. É estranho ver que sei detalhes demais dela, que é uma amiga de foda, pode assim dizer, quando eu comparo com os breves lances sérios que tive na vida eu nem sabia o nome completo delas.

-Desde daquele episódio da boate barata.-reponde sólida.

-Vagabunda! E você o tempo todo me escondendo. Eu, a inocente, boba e preocupada amiga estava a morrer com seu mau-humor, crendo que era escassez de sexo quando na verdade você estava sendo bem servida.-Gabriela grita e em seguida escuto o barulho de algo se chocando no chão.

-Desculpa Gabriela Freire, mas estive ocupada demais para me preocupar com pequenas coisas.
"pequenas coisas"?

Caralho Katriana. Ai você está magoando meu pobre ego e coração. Não sou uma uma pequena coisa.

-Mesmo assim. Sou sua melhor amiga.

O papo cessa e percebo passos se aproximando, como uma criança, corro para sala afim de fingir uma recente chegada e por pouco não sou pego no flagra. As suas saíram do quarto de Katrina assim que cheguei a sala e peguei meu celular para disfarçar.

Treinada para não Amar_ Katrina[CONCLUÍDO]Leia esta história GRATUITAMENTE!