Revelação|Capítulo 29.2

664 56 3

"O ódio, tal como o amor, alimenta-se com as menores coisas, tudo lhe cai bem. Assim como a pessoa amada não pode fazer nenhum mal, a pessoa odiada não pode fazer nenhum bem."

Honoré de Balzac

Sai de casa com a roupa do corpo, meu corpo doía, minha alma inexistia

Ops! Esta imagem não segue as nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicar, por favor, remova-a ou carrega uma imagem diferente.

Sai de casa com a roupa do corpo, meu corpo doía, minha alma inexistia... sai andando pelas ruas de Ribeirão Preto sem destino, sem objetivo. Somente apreciando a dor de ter sido apunhalada por aqueles que amo. Cheguei a um banco de praça e chorei. Chorei até que o cansaço me abraçasse, as imagens  da noite brincavam na minha cabeça. Minha única pergunta era o porquê de tudo isso, a troco de quê?

Quando minhas pálpebras começaram a pesar, avistei um orelhão. Ele é minha salvação. A única pessoa que confio neste momento é Gabriela, minha amiga desde o colegial.

—Alô?

—Gabi, sou eu Katrina...

Contei por cima o que aconteceu. Gabriela não demorou mais de que dez minutos para ir me socorrer naquela praça.

Seu abraço foi meu porto seguro em meio aquele tormento. Ela e sua família me acolheram.

Todos os dias tenho pesadelos, entro em pânico quando vejo médicos... o que piora minha situação.

Ontem eles me levaram a um psiquiatra e tive uma crise de pânico horrível. Precisei ficar horas em observação.

...

Um mês se passou, eu soube por Gabriela que Rafaela e Ricardo estão namorando. Assumiram

Ainda tenho crise de pânico, pesadelos... mas estou controlando com remédios. Já consigo ver médicos. E por isso, hoje decidi lutar pelo que ainda acredito, que tudo não passou de um sonho ruim, que Ricardo me ama.

–Katy, você tem certeza do que quer? Quer ir mesmo a essa inauguração?

Preciso fazer isso. Preciso ver com meus próprios olhos e só assim, seguir minha vida.

Sim, meu pai e o pai de Ricardo firmaram o contrato. E vão inaugurar, na verdade, reinaugurar um hospital. Eu decidi ir lá. Se der errado algo nessa noite, amanhã cedo eu parto para o Rio de Janeiro e vou morar com minha tia por parte de mãe.

—Estou do seu lado.

—Obrigada.

Passo o batom e vou ao encontro do táxi que já nos espera.

Gabriela insistiu em vir comigo, não tive outra opção, mas está sendo bom, pois é um apoio e razão para que eu não desabe. Entramos no hall do luxuoso hospital com material de ponta, de ultima geração. Me olho na porta espelhada, respiro fundo e caminho para onde está ocorrendo o coquetel.

Treinada para não Amar_ Katrina[CONCLUÍDO]Leia esta história GRATUITAMENTE!