Julgamento| Capitulo 42

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Eu quis evitar ao extremo esse encontro, mas não me vi com outra escolha

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Eu quis evitar ao extremo esse encontro, mas não me vi com outra escolha. Sinto que necessito fechar uma etapa em aberto da minha vida, meu passado. Vou formar uma família agora com quatro integrantes e nada mais sensato a fazer senão mudar minha visão de família e cortar laços com a parte tóxica dela. Infelizmente, não posso tirá-los da minha certidão de nascimento, mas opto por exclui-los de minha vida. isso eu posso fazer.

Como nesse país por mais que lutemos a justiça, ela nunca não é cem por cento efetiva porque depende de interpretações e, infelizmente, quem tem dinheiro possui bons defensores, meus pais estão em prisão domiciliar. Uma regalia que ambos conseguiram visto o quadro clínico de Paulo Bittencourt, pelo menos até o julgamento.

Paro de frente a casa em um condomínio fechado daqui de Freguesia, respiro fundo, desço do carro e lutando contra todas as lembranças que borbulham minha cabeça caminho até a porta.

Henrique queria vir comigo, mas eu não permiti. Esse é um momento meu, além do mais, o encarreguei de cuidar da compra da nossa casa, já que meu apartamento é muito pequeno e a arquitetura é solteira, economicamente falando, não valia a pena uma reforma para transforma-lo em família.

E eu quero escrever uma nova história com um novo cenário.

A fachada da casa lembra a que morávamos em Ribeirão Preto. Um pequeno jardim na frente, uma imensa porta de madeira, a casa pintada em um tom de bege, o primeiro andar com varanda de vidro.

Sinto um arrepio pelas semelhanças.

Vamos acabar logo com isso e vazar daqui.

Toco a campainha e a cada segundo de espera, meu coração da uma acelerada.

Foque na missão: escutar e sair.

A porta foi aberta por Christina que não se deu o trabalho de esconder a felicidade ao me ver, sem fazer questão de ser sociável, fecho o semblante e sou direta:

-Você fez um enxame para que eu te escutasse, aqui estou.

-Claro, entre. -me deu passagem. -Paulo, nossa filha chegou, desce.

Reunião de família...

Passo por ela em passos decididos, avalio o interior do imóvel e constato a identidade dela, todo elegante exibindo uma decoração clean e vintage, com alguns objetos da arte barroca, um sofá de canto na cor bege de tecido aveludado; logo acima uma obra que aposto ser legitima do Picasso; uma mesa de centro feita de espelhos.. um mix interessante.

-Por favor sente-se. Aceita uma água ou café? Ainda é viciada em café, né? Tenho um bom da Starbucks aqui, maravilhoso.--comenta animada como se eu fosse morrer de amores por sua revelação.

Sério que ela quer forçar essa relação?

-Christina, não tenho todo tempo do mundo, seu advogado me garantiu que seriam cinco minutos, então não os desperdice.-a corto, sem sentir culpa.

Treinada para não Amar_ Katrina[CONCLUÍDO]Leia esta história GRATUITAMENTE!